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Mostrando postagens com o rótulo Poesia

José Correia: O Guardião das Coisas que o Tempo Não Pode Levar

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José Correia:  O Guardião das Coisas que o Tempo Não Pode Levar Por Carlos Henrique Musashi ✍️ Há homens que passam pela História. E há homens... que impedem a História de passar. José Correia foi um deles. Enquanto o relógio insistia em contar os anos, ele preferia contar memórias. Enquanto muitos enxergavam paredes antigas, ele via vidas. Ouvia vozes. Via pegadas e gerações inteiras respirando por entre documentos, fotografias, objetos e lembranças. Com mãos de artista, olhos de pesquisador e coração de guardião, dedicou a própria existência a uma missão que poucos compreendem: salvar aquilo que o esquecimento tenta roubar. O Museu Jaguaribano não era apenas um edifício. Era extensão de sua alma. Cada sala guardava um pouco de sua dedicação. Cada acervo carregava a delicadeza de quem entendia que um povo sem memória caminha sem espelho. Mas seria injusto defini-lo apenas por aquilo que fez. José Correia era maior do que sua própria obra. Porque existem homens que impres...

🕸️"ENTRE A TRADIÇÃO E A ESTAGNAÇÃO"🕷️ | 🪡Carlos Henrique Musashi✍️

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  "Entre a Tradição e a Estagnação" De Carlos Henrique Musashi , em 28 de abril de 2026 Não é raro o mofo nos salões da glória, onde o tempo, em vez de história, se faz prisão. Ali, três sombras regem a liturgia tácita: o culto ao símbolo, que se basta na aparência; a aversão ao novo, que teme a própria aurora; e o louvor às relações, mais que à obra erguida. Não é o templo que falha — é o desalinho entre o homem e o rito. Pois há quem construa pontes em palcos feitos para retratos. Tu, artífice do gesto e da matéria, descobriste o peso invisível da criação: executar é verbo grave, exige músculo, método e silêncio. Mas, nessas casas de tradição imóvel, quem faz se oculta, e quem diz se ilumina. Não há, nisso, ofensa pessoal — há estrutura. Um jogo cujas regras, antigas como o pó, premiam o ornamento, e não o alicerce. E quando te nomeiam — não pelo que és, mas pelo que temem — “o da máquina”, “o da técnica”, “o do artifício”, não t...

"Rosa do Céu", Poema de: Carlos Henrique Musashi

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  Rosa do Céu  Poema de: Carlos Henrique Musashi Meu coração mudou, você chegou e assim o deixou Com os pés no chão e a cabeça no melhor lugar do Céu Senti e disse "que acordei maduro para o amor" Pra renovar minha alma e meu coração Faltava mesmo chegar você, assim sem me avisar Sem querer querendo, meu destino se completar. Um coração que já bate pouco, sem nem procurar Um pelo outro, me fizesse sentir vivo Andei cansado, mas quando você está do lado Fica louco de satisfação, nem solitudine e nem Solidão Você caiu do céu, uma linda rosa desabrochou Na minha vida, linda flor você apareceu. Com seus olhos lindos, encantou meu coração Nesta idade eu nunca vi nada igual De repente você surgiu na minha frente Luz rutilante, flor em forma de gente Invasora da minh'orbe de amor, você me conquistou Eu a conquistei, eu te olho, te toco e nos fazemos sentir. Que a hora é Agora, da gente ir construir Nosso lar sob as bençãos de Deus Com você ao meu lado, sinto-me completo Um amor...

A 2ª edição do livro "POETICE CRÔNICA - A lenda da rosa-flor"

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  Uma Jornada Poética pelos Matizes do Amor Em "Poetice Crônica", Carlos Henrique Musashi convida os leitores a uma experiência literária única, mergulhando nas nuances complexas do amor. Neste livro, o autor desafia as convenções, iniciando a narrativa pelo fim de relações passadas, oferecendo uma perspectiva inovadora sobre o ciclo amoroso. A obra é uma tapeçaria de versos, cada um representando uma fase distinta e uma perspectiva única sobre o romance, a paixão e a resiliência emocional. Musashi compartilha não apenas poesia, mas sua própria jornada, explorando como o recomeço é uma oportunidade de crescimento e renovação. "Poetice Crônica" convida os leitores a refletirem sobre o amor de uma maneira autêntica, desvendando as armadilhas emocionais e celebrando a beleza única de cada recomeço. Este projeto literário é uma ode à complexidade humana no labirinto do coração, um convite para se perder nas palavras e se encontrar nas entrelinhas. Prepare-se para uma vi...

"Pauliceia Desvairada", por Chicão Rodrigues

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Francisco Antonio Carlos Rodrigues - Chicão. ELITE, INOCENTE INÚTIL DO IMPÉRIO “Dormia A nossa pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações.” (Chico Buarque) Getúlio foi o embrião do crescimento Instalando indústrias de base e estatais JK, cinc’anos de desenvolvimento Depois edificaram “estranhas catedrais” Após a “década perdida” em transição Nossa elite liberal curva-se ao império Doa a preço vil, patrimônio da nação Rapina a céu aberto, sem nenhum critério. Hoje o governo constrói um Brasil novo E “os que lutaram a vida todo pelo povo” Como Lula, Gandhi, Dilma ou Mandela Sofrem perseguição “injusta e insofrível” Atendendo comando alienígena invisível(?) De transformar Brasil potência em favela. CHICÃO  RODRIGUES Fortaleza, 15/01/2016 LULA BRASILEIRO   “Gigante pela própria natureza, És belo, és forte, impávido colosso...”  Ainda me lembro dos tempos de desventu...

Poema "FATO REAL", por José Maria

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FATO REAL José Maria  Ao sentastes ao meu lado Transbordou minha alegria Não falei, fiquei calado Se falasse estragaria. Foi forte meu sentimento Quando ali você sentou Tudo parou no momento Mas o meu corpo pulou. Já passado o momento Meu estado tenso reagiu Recuperando bem lento O momento que surgiu. Eu tinha pouca esperança Deste encontro acontecer Só alimentava a confiança Que viesses aparecer. Aparecesses tão bela Quão a roseira que plantei Não tinhas as feições dela Mas as marcas que guardei.

ARACATI - Poema em homenagem!

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Poema "Aracati", por Maria Eliene Magalhães Dos ventos bons,  dos dias ensolarados.´ É a doce Aracati de dons, e dos poetas acalorados. Ao conhecer-te senti, os ares de boa cidade. Com isso percebi, as lindas histórias que ouvi. Nas tardes ventosas com o povo , percebi seu dom acolhedor. Voltarei de novo , pra te ver meu amor. Nas noites ventiladas, na rua Grande, no canto. Nos azulejos, nunca vi tanto encanto, nas madrugadas às aluaradas. Quero ver-te de novo minha, tão bela Aracati. Terra de Dragão do Mar,  do barão de Aracati. Dos jovens poetas, que falam de amor. Das memórias, da boemia à dor. Aracati, que guarda, brisa e encanto. Berço e recanto, de amor e pranto. Aracati, terra de poetas, que nos encanta. Sua história nas portas, nos vitrais que amor nos implanta. Tão bela, de tanta paixão, tão linda de amor e afeição. Te vejo, amor e solidão, te lembro, quero voltar com...

Poema do Menino Jesus

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Poema do Menino Jesus Por, Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), recitado por Maria Bethânia  Num meio-dia de fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe. Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. (...) Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o Sol E desceu no primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz ao braço direito, Chapinha nas poças de água, Colh...

CARPE DIEN À LISPECTOR

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CARPE DIEN À LISPECTOR, por Henrique Musashi. Beija-me a boca Faze-o como eu não tivesse pedido Diz que foi sem querer E fingiremos juntos estarmos constrangidos E não entesados... Eu te pedirei desculpas e tudo bem! Dize-me para aparecer sozinho em tua casa E eu fingirei procurar outro endereço E eu tirarei, em meus pensamentos, os teus adereços, e outro dia tu desejaras que eu volte, quando tu estiver só Ou que isso ocorra em outro endereço... Dize-me, finge ser uma artista E que tu posas para um nu artístico Que eu te pintarei com os meus dedos sobre a tela de teus lençóis e me despirei, das máscaras, junto contigo. E dançaremos sobre este tálamo Tu me farás feliz suar e soar Eu te farei cantar soprano e contralto Com a minha língua a explorar todos os teus lábios as tuas pétalas quatrifomes enquanto eu me perco em ti Tuas mãos se perdem em meus cabelos Depois de tudo te olharei nos olhos E deixarei, saudoso...

SOU NORDESTINO!

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"SOU NORDESTINO" poema/letra (embolada) de: Henrique Musashi Ribeiro - Em, 03/12/1996. Sou nordestino, mas moro aqui desde menino cresci vendo meu pai, de mãos calejadas, me sustentando na base enxada deu quase tudo que eu queria, que não era muito,  e se não pode eu entedia, pois bem sei como sofria esse valente sonhador Sim, ele sonhava, mas não era com um grande apartamento nem com uma sela nova pro jumento Ele só queria me dá escola,  que eu tivesse algum conhecimento pra que eu não passasse pelo mesmo sofrimento Que é a lida de quem a terra cultiva Dando o suor,  o sangue  o tempo e a vida. Porque a recompensa é a ferida magoada A roupa rasgada e ensopada, mas é do suor de um herói trabalhador. E como tens coragem de vir colocar defeito? Pois isso aqui tem que ser feito! Fazer da terra o pão brotar Ser nordestino não foi escolha foi destino Temos a mistura do sangue de tanta raça boa e se estou em terra estranha não é ...