O dia em que prenderam o Diabo — e descobriram que esse talvez não fosse o verdadeiro problema
E se conseguíssemos prender o Diabo... e o mal continuasse acontecendo? Talvez uma das ideias mais confortáveis inventadas pela humanidade seja a existência de alguém em quem possamos colocar a culpa. O Diabo cumpriu muito bem esse papel. Durante séculos, seu nome esteve associado à tentação, ao pecado, à mentira, à violência, à traição e a quase tudo aquilo que preferimos acreditar que não nasceu inteiramente de nós. Mas existe uma pergunta desconfortável que raramente fazemos: o que aconteceria se, de repente, ele não pudesse mais interferir em absolutamente nada? Essa é a provocação que está no centro de O Dia que Prenderam o Diabo , meu novo romance. E tudo começa de uma maneira bastante improvável. Não existe um ritual secreto. Não há exorcistas preparando uma armadilha. Ninguém está tentando abrir as portas do inferno. Existe apenas ciência. Uma máquina. Um laboratório. Um experimento. E uma anomalia que não deveria existir. Até que alguém aparece. El...