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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Aramando Bonsai




A aramação de um bonsai ocorre quando você deseja definir melhor sua forma. Às vezes você quer abaixar algum galho, ou levantá-lo, direcioná-lo para outro lado… O arame é quem vai te ajudar a fazer isso, o ideal é que se use arames de cobre ou alumínio (por serem mais maleáveis), mas podemos utilizar outras técnicas também, como veremos abaixo…

Importante: Lembrem-se que quando decidirmos recorrer à técnica de aramar um Bonsai, não podemos esqueçer:

  • O arame deve ser constantemente vigiado, para evitar cortes no tronco ou nos ramos. 
  • As árvores coníferas (pinheiros, juníperos, ciprestes...) devem ser aramadas no Inverno, mantendo o arame durante aproximadamente um ano. 
  • As árvores decíduas (macieiras, laranjeiras, limoeiros...) devem ser aramadas no Verão, mantendo o arame por três meses, ou seja, até ao Outono. 
  • Uma vez retirado o arame, certifique-se que a árvore não volte à posição inicial. Se assim acontecer, pode voltar a usar a mesma técnica no ano seguinte. 

Dica: Se existirem marcas do arame na árvore, pode pintá-las com vedante para cortes ou pasta selante.

Primeiro passo: Analise sua árvore, veja as opções de galhos, às vezes não é possível aramar todos os galhos que você quer, alguns podem já ser velhos e duros, e tentar aramá-los pode resultar na quebra dos mesmos (um detalhe, é possível que você quebre um ou outro galho, não fique com medo, é normal nas primeiras vezes), outros podem ser muito jovens e mais fáceis ainda de quebrar. O ideal é que você crie espaço entre os galhos, o suficiente para que as folhas possam respirar melhor, mas não tanto a ponto de ficar com grandes “buracos” no tronco.A aramamento deve ser feita em espiral, como nos exemplos abaixo: Mas lembrem-se de só dobrar para dar forma após a completa aramamento!Escolhendo o calibre do arame Conforme a necessidade você pode iniciar com um arame de calibre mais grosso e depois mudar o calibre conforme mostra este diagrama. Procure iniciar o arame mais fino sempre pela parte posterior; questão de estética apenas. 

A aramamento deve ser feita em espiral, como no exemplo abaixo:

Neste exemplo acima, estamos usando o mesmo pedaço de arame para prender dois galhos, um servindo de âncora para o outro, o que nos leva a outro detalhe: Apenas enrolar o arame em espiral, não vai adiantar nada, é preciso prender o início do arame em algum lugar (e não deixar o final pendurado também), pode-se usar o tronco como “âncora“, a base do “Y” que as ramificações do galho fazem, ou até mesmo o próprio vaso, como no exemplo abaixo.

Outro detalhe… Segundo as normas estéticas do cultivo de bonsai, o correto é não cruzar arames. Se você for passar outro arame, por um lugar que já exista um, o segundo precisa seguir o movimento do primeiro. Pode acontecer disso não ser possível, algumas vezes, então ou você procura outro lugar para usar como âncora, ou então quebra as normais estéticas. Veja bem, essas normas são para bonsai em exibição, não é algo que precise ser seguido, cruzar arames não vai matar o bonsai, só não vai deixá-lo tão bonito quanto os que foram aramados seguindo as normas.

A aramamento de um bonsai é um assunto bem extenso...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

BONSAI - Como engrossar e desenvolver o tronco e as raízes de seu pré-bonsai mais rápido?



Esta técnica tem por objetivo acelerar o desenvolvimento da planta, diâmetro do tronco e estrutura de galhos, permitindo que o bonsai adquira o aspecto de árvore adulta em menor espaço de tempo.

Esta técnica, conhecida como "escorredor e mamadeira", oferece várias vantagens em relação a plantar o bonsai no solo, entre elas:
  • Permite alternativas sobre o melhor local para planta
  • Maior controle dos substratos usados
  • Melhor controle das adubações
  • Mobilidade da planta para trabalhos de manutenção
  • Grande facilidade no replantio para o vaso final

Passo a passo

Plantio no escorredor

Plantar o bonsai num escorredor plástico, normalmente usado em cozinha, redondo e totalmente furado nas laterais e parte inferior.
Usar substrato com boa drenagem, preferindo granulação entre 3mm e 5mm. Usar para isso os ingredientes mais acessíveis e baratos em sua região.
Funciona bem a composição de 70% de matéria não-orgânica e 30% de matéria orgânica, ou variações próximas disso.
Iniciar adubação 3 semanas após o plantio.
Manter o escorredor em local arejado e com boa insolação.


Imagem do escorredor após 4 meses de plantio.
Raízes já estão saindo pelo fundo
.
Preparação da mamadeira

Quando as raízes da planta começarem a sair pela parte inferior do escorredor, está na hora de colocá-lo na mamadeira. Caso as raízes saiam antes pelos furos laterais, aguarde até que saiam pelos furos inferiores. Colocá-lo na mamadeira antes disso praticamente não traz vantagens.
Usar como mamadeira uma bacia plástica com diâmetro perto de 50% maior que o do escorredor.
Fazer furos no fundo da bacia, o que fica bem fácil usando-se um ferro de solda de tamanho pequeno. Alguns furos na lateral inferior da bacia também podem ser úteis.
Usar na bacia substrato rico em nutrientes. A mistura de 50% de terra comum e 50% de esterco animal bem curtido é uma boa opção.
É interessante adicionar areia grossa ou outros insumos para garantir uma boa drenagem.
Apoiar a bacia em suportes que a mantenham elevada o suficiente para permitir a livre drenagem.
 
 

Colocando o escorredor na mamadeira

O escorredor deve ser apenas apoiado no substrato da bacia.
Um importante motivo para não se enterrar o escorredor, mesmo que parcialmente, é manter seus furos laterais livres para que as raízes saiam e entrem em contato com o ar. Quando isto ocorre, as pontas das raízes secam, estimulando o surgimento de raízes capilares no substrato do escorredor, o que é importante na época do replantio final no vaso raso de bonsai.
Em locais mais abertos, sujeitos a ventos fortes, aliados a uma grande estrutura enfolhada, existe o risco do escorredor tombar. Para evitar riscos à planta, é recomendável que, nestas condições, o escorredor seja amarrado na mamadeira. Arames de alumínio se prestam bem para isso.

Adubação

O tempo que o bonsai será mantido no conjunto escorredor/mamadeira depende das expectativas do bonsaísta, porém, os resultados se tornam gradativamente mais visíveis a partir do segundo ano. Assim, manter o bonsai neste tratamento de 3 a 5 anos não é impossível, o que, por sua vez, nos recomenda manter um sistema de adubação adequado.
Neste processo, temos 2 níveis de enraizamento, ou seja, as raízes do escorredor e as raízes da mamadeira, e os resultados serão melhores se os adubarmos conforme suas exigências específicas.
O substrato do escorredor deve ser adubado como um bonsai já no vaso definitivo, ou seja, adubação frequente e suave, exceto no inverno.
O substrato da mamadeira, uma vez que alimentará o sistema radicular maior, pode receber uma adubação um pouco mais forte.
Intercalar adubação orgânica e química também é uma boa sugestão, tanto para o escorredor como para a mamadeira.

Trabalhos com o bonsai

Durante todo o período que o bonsai permanecer na mamadeira, poderá receber todos os trabalhos normais de manutenção e estética como poda de galhos, aramação, desfolhamento, exceto, evidentemente, a poda de raízes.

Replantio final

Tendo atingido os resultados esperados, chegou o momento de replantar o bonsai no seu vaso definitivo.
O primeiro passo é cortar as raízes que ligam o escorredor à mamadeira.
Em seguida, retirar o torrão do escorredor e fazer a poda de raízes como num processo normal de replantio de vaso. Neste momento, deve ser mantida uma parte do substrato original, completando-se com substrato novo.
Após replantado o bonsai no vaso final, voltamos aos cuidados conhecidos, ou seja, meia sombra e ausência de adubação por 3 semanas.

De volta ao objetivo

Após toda esta “apologia” do escorredor e mamadeira, é importante termos clareza do que esperar desta técnica, e o que não esperar!
Quando falamos do objetivo de acelerar o processo de desenvolvimento de diâmetro de tronco e estrutura de galhos, estamos falando de um pré-bonsai, um bonsai, ou mesmo uma planta na qual visualizamos um bom potencial.
Esta técnica, entretanto, não é miraculosa a ponto de transformar uma mudinha sem as mínimas características definidas, num belo bonsai. 


Matéria de Charles White estraída do site Atelier do Bonsai.
(http://www.atelierdobonsai.com.br/mamadeira.html)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Calda Sulfocáustica



      A calda sulfocáustica, é portanto, um líquido com mau cheiro que os bonsaístas utilizam para passar na madeira, pulverizando no inverno para agir como fungicida e inseticida, matando qualquer resíduo de bolores, fungos e insetos ou ovos.

      A mistura produz uma certa quantidade de dióxido de enxofre (SO2). Este é ainda um conservante conhecido utilizados na vinificação e indústria de frutos secos onde é usado para a sua capacidade de matar micróbios e bactérias.


Ingredientes para o preparo:
  • 1 litro de água;
  • 70 grs de cal;
  • 100 grs de enxofre  .

Modo para preparar:
  • Coloque a água com cal para ferver;
  •  Em fogo baixo, quando estiver ebulindo adicionar o enxofre aos poucos;
  • Após alguns minutos o enxofre terá se dissolvido e a parte da cal terá permanecido sem se dissolver e não dissolvendo mais;
  • Esfriar e coar.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

BONSAI - "Poda Radical"

PODA RADICAL - Como o próprio nome já diz (vide foto),
já da pra ter uma ideia do que se trata. O resto é técnica, paciência e
outras qualidades próprias de um bonsaista.
     O início de um bonsai pode se dar através de sementes, mudas novas ou mesmo material coletado da natureza. Queremos tratar aqui especificamente de material coletado na natureza.

Muitas vezes encontramos material na natureza muito similar a este do desenho. Bom nebari (base das raízes), movimento interessante, mas sem conicidade. E ainda, com dois galhos grossos.

Para dar início ao trabalho, escolhemos o galho com melhor movimento. Cortamos na altura que pretendemos. Para este corte, observamos o movimento da planta, sempre buscando as melhores curvas.
Eliminamos também o outro galho.
Sugiro fazer este processo de uma vez só. Evitando assim desgaste duplo na planta.

O que restou da nossa poda é um tronco a partir do qual iremos formar o bonsai.
Inclinamos o tronco na hora de plantar buscando a melhor posição. Para isso, é importante que o ápice do bonsai esteja alinhado com a base (exceto nos estilos: bunjing, inclinado e kengai).
Depois de replantado, aguardamo a brotação.

Os brotos novos que nascerem fora do local ideal, devem ser eliminados. Deixamos apenas os brotos que estão no local correto.
Em verde escuro estão os brotos novos já crescidos. Estes serão usados como galhos de sacrifício. Eles devem ser direcionados na parte inicial, e depois deixamos crescer livremente para cima, a fim de engrossar.
Em verde claro temos os galhos secundários, que já estão formando a copa. Estes mantemos podados e já os aramamos, modelando a copa.

Assim que os galhos de sacrifício estiverem na grossura desejada (formando boa conicidade), cortamos eles substituindo a ponta dos galhos por um dos galhos secundários.
Está formado o bonsai... agora é só densificar!
Ps.: Sugiro sempre usar alguma pasta cicatrizante nos cortes.

Texto e ilustrações: Valdir Hobus (vhobus)


domingo, 5 de setembro de 2010

Técnica de Toriki – Alporquia e Segmentação


     Apesar de estas técnicas serem consideradas distintas, elas bem poderiam ser consideradas como uma só técnica, pois ambas consistem em induzir um determinado ramo a desenvolver raízes enquanto ainda é parte da árvore. Das duas técnicas a Alporquia é a mais utilizada por bonsaítas por dá um bonsai em um curto período de tempo.
     Após o aprendizado a técnica se tornará tão fascinante, que você se pegará por vezes olhando para ás árvores imaginando qual seria o melhor lugar para se fazer um Alporque visando ter um belo bonsai. Principalmente para aquelas árvores que você sempre teve vontade de ter e nunca encontrou uma muda que pudesse ser transformada em Bonsai.
     Apesar de ser uma excelente técnica de propagação ela tem seus limites. Troncos muito Grossos, velhos ou mesmo algumas espécies não desenvolverão raízes ou demorarão demasiado muito para que se espere.
Algumas vantagens que a Alporquia nos oferece:


- Obter material de boa qualidade e boa grossura de tronco.
- Aproveitar partes de ótima qualidade que será eliminada de um bonsai.
- Corrigir quando o primeiro galho esta localizado alto de mais comprometendo o tashiagari.
- Obtenção de clones idênticos a matriz.

A Alporquia é uma técnica usada em grande escala por cultivadores comerciais de bonsai no Japão, nos Estados Unidos e na Europa, esses dois últimos, em menores proporções devido à rápida exaustão das matrizes.
Essa é uma técnica que tem origem na china antes da era TANG a cerca de 1500 anos.

Por que se fazer Alporquia?

- É possível aproveitar uma árvore que tenha excelentes características, mais que tenha um tronco    muito alto. A Alporquia feita na altura certa eliminaria esse problema.
- O ramo escolhido para a Alporquia pode ser trabalhado enquanto ainda faz parte da planta mãe. Com isso o tempo para a obtenção de um belo bonsai será encurtado.
- Espécies difíceis de multiplicar por estacas poderão ser multiplicada com essa técnica.
- Espécies difíceis de encontrar a venda em viveiros comerciais poderão ser multiplicadas.
- Esconder defeitos graves no tronco. Ex: Árvores com o enxerto feito muito alto no tronco poderá  ser forçada a emitir raízes logo abaixo do ponto do enxerto, fazendo com que a cicatriz do mesmo fique abaixo ou rente ao solo.
- Para melhorar a aparência do nebari.
- Para corrigir erros graves no sistema de raízes que de outra forma impediriam a árvore de ser transformada em um belo bonsai.
- Formar bonsai em um curto espaço de tempo.
- Obter mais de um Bonsai de um mesmo ramo.
- Obter uma muda com uma notável espessura de tronco.
- Na formação de árvores de Troncos Múltiplos e mudas de excelente qualidade e diferente espessura para a formação de Florestas.

Como executar a Técnica

Deixe (a matéria orgânica que for usar) de molho por algumas horas em uma solução contendo algum tipo de hormônio enraízador (ácido indolbutírico) ou vitamina B, esfragno (musgo) suficiente para envolver todo o local escolhido para se fazer a Alporquia.
Com um canivete afiado retire cerca de 3 ou 5 cm de casca do ramo logo abaixo do ponto escolhido para ser à base do bonsai (anel de Malpighi). 

As raízes serão emitidas na parte superior deste corte. Portanto esse corte deve ser imediatamente abaixo de um nó (local onde houve uma folha) neste lugar há uma maior concentração de AIA* (ácido-indol-acético), ácido responsável pelo desenvolvimento das novas raízes. Apanhe o musgo e esprema-o para que elimine um pouco de água, envolva toda a área descascada com ele. 
Cubra todo o local com um plástico transparente, filme de PVC e excelente para isso. Amarre as extremidades caso use plástico comum. Tome o cuidado de não deixar que o musgo fique muito Souto, caso note que isso ocorreu envolva a massa formada com algumas voltas de barbante para que fique firme.

- A massa formada com musgo deverá ter o dobro da espessura do ramo antes que este tenha sido descascado.

- Cubra toda massa envolta com o filme de PVC, com um plástico preto. Motivo: A luz impede o desenvolvimento das raízes. Também será responsável por aquecer toda a massa o que ajuda na formação das novas raízes. Este plástico deve ser amarado separadamente para que de vez em quando o retiremos para ver se já temos um bom desenvolvimento de raízes.
Quando notar o surgimento das primeiras raízes faça alguns furos no filme para que o ar circule mais facilmente pelo musgo, isso ajudará as raízes se desenvolverem mais rapidamente.
Alguns costumam deixar a parte superior do Alporque aberto para colher a água das chuvas e regas mais esse método Dara maior trabalho em evitar que o musgo seque.

Alguns Bonsaítas colocam vasos de PVC preso no ramo logo abaixo do Alporque e preenche este com areia grossa ou mesmo musgo, ambos dão bons resultados, porém exige do Bonsaísta uma maior vigilância sobre o Alporque, caso o musgo seque completamente as raízes se perderão.

*AIA - Ácido-indol-acético é a mais comum das auxinas, os mais importantes fitormônios existentes nas plantas. O AIA é uma substancia foto destrutível. Isso significa que a presença de luz inibirá o aparecimento das raízes, caso alguma parte da massa de musgo tome luz poderá provocar uma má formação na distribuição das raízes, conseguintemente teremos uma muda de qualidade inferior com um número muito grande de raízes voltadas para um só lado.
Os cuidados posteriores são simples, nada além de injetar água ou uma solução com vitamina B1 com uma seringa, toda vez que verificarmos que o musgo esteja quase seco.
Xaropes de complexo B costumam atrair formigas para nossa Alporquia, por isso recomendo o uso de comprimidos de Benerva 300mg do laboratório Bayer - cloridrato de tiamina - Á proporção que utilizo são dois comprimidos para 1,5 l água. Amasse bem os comprimidos até que virem pó depois passe no liquidificador com um pouco de água até dissolver acrescente a o restante da água. Algumas pequenas partículas ainda ficaram sem dissolver é normal é a película protetora dos comprimidos - coe para não entupir a agulha da seringa. Guarde em lugar fora do alcance da luz. Outro produto que produz excelente resultado é o SUPERthrive.
Esse método poderá ser usado para todas as espécies que produzem raízes rapidamente, para as espécies que requerem um maior tempo e melhor usar outro método.

Método de torniquete.
Espécies como as coníferas não aceitam bem o método de Alporquia descrito acima. Para elas o método de torniquete que não rompe completamente o fluxo da seiva é empregado com maior sucesso.
Não são poucas as espécies que devemos aplicar esse método. As coníferas exceto os Juníperos só devem ser Alporquizadas dessa forma.
No caso das coníferas levara de seis meses até dois anos para que se possa separar o Alporque da planta mãe. Talvez por esse motivo não seja muito divulgado esse método. Muitas pessoas que já estão cultivando bonsai há algum tempo desconhecem que o Pinheiro Negro japonês pode ser multiplicado dessa forma.

Como Fazer

O método de torniquete é bem mais simples que o método anterior. Pegue um fio de alumínio de 2,5 mm ou 3 mm de espessura e passe ao redor do tronco cerca de 2,5 cm abaixo do local escolhido para emitir as raízes e que no futuro será à base da planta. Com a torquês na mão torça as duas pontas do arame apertando fortemente o fio na casca da árvore até que o mesmo afunde até a metade de sua espessura formando assim um torniquete.
A partir deste ponto repita todo o processo acima descrito.

Plantio do Ramo Alporquizado.

Algumas pessoas não sabem quando retirar o Alporque e tem medo de que por alguma falha possa perder o trabalho, principalmente se o ramo escolhido for parte de uma árvore muito estimada ou tiver um ótimo potencial para se tornar um bonsai.
Alguns costumam seccionar o galho em duas etapas. Primeiro serra-s o galho até a metade e cerca de um mês depois se corta o galho por inteiro. Alegam que neste período é possível observar se o galho já consegue manter-se com as raízes que possui. Também esse tempo serve para que ele desenvolva uma maior massa de raízes finas para suprir a falta de alimento que o corte proporcionou. Eu não utilizo as duas etapas acima citada, desde que eu possa observar o desenvolvimento das raízes, saberei se há uma boa quantidade delas, deste modo não há necessidade de executar o método de separação, pois saberei se a quantidade de raízes emitida será capaz de manter toda planta viva.
Devesse cortar o galho logo abaixo do local onde houve a emissão de raízes. No caso de ter se usado o método de torniquete, devesse cortar logo acima do fio ou no mesmo local onde o fio foi posto.
Afaste com muito cuidado o musgo para que se possa cortar o galho no local logo abaixo do ponto de emissão das raízes. Use um alicate bola para efetuar melhor essa tarefa. Trate a parte cortada com alguma pasta selante para que esta não apodreça, pois em alguns casos isso poderá estender-se para cima e vir a matar a sua planta em longo prazo.
Plante a muda em uma bacia ou um vaso com uma mistura de solo poroso, próprio para bonsai. Tome o cuidado de amarar a planta para que esta fique firme, isso poderá ser feito usando fios de barbante presos ao lado da bacia. Na hora de efetuar o plantio tome cuidado para não perturbar o musgo a fim de preservar o bom estado das raízes. Comesse a adubação cerca de 40 a 50 dias após o plantio e com adubo pouco concentrado. A muda deverá permanecer por cerca de dois anos neste pote até que seja retirada para a primeira poda de raízes. Neste período poderá ser educada através de poda. Aconselho esperar seis meses para dar início a este trabalho. Alguns Bonsaístas costumam levantar o alporque do vaso antes deste período para observar e corrigir o desenvolvimento das raízes.
Algumas espécies de crescimento acelerado poderão ser plantadas diretamente em um vaso de bonsai e receber sua primeira poda de raízes no primeiro ano como é o caso do fícus. Após um ano em um vaso relativamente pequeno é bem provável que já tenhamos uma bola densa de raízes.
Quando a muda ainda não possui a grossura de tronco que desejamos é preciso que se retarde o plantio no vaso para que o tronco possa ter tempo de engrossar. Plantar a muda diretamente no chão junto com uma boa rotina de rega e adubação produzirá ótimo resultado. Um vaso grande dará um bom resultado apenas levará mais tempo. Lembre-se: nada se compara ao plantio direto no chão.
Não se preocupe com a estética do vaso. Use uma caixa de madeira ou bacias plásticas largas e baixas, lembre-se que a planta não está ali para ser admirada mais para se fortalecer e ser trabalhada até que possa ser levada para um lindo vaso que valorizará todo o seu trabalho.  Nesta hora você verá que valeu apena todo o tempo gasto.


Fonte: http://taekukiwonbonsai.blogspot.com/2011/07/tecnica-de-toriki.html






sábado, 4 de setembro de 2010

Alporquia







O que é alporquia?

Também é conhecida por Borbulhia Aérea, a alporquia é uma das técnicas mais antigas na propagação de plantas, já tendo sido usada na China, há mais de 10 mil anos  para a multiplicação vegetativa de plantas, utilizada principalmente em algumas plantas com as quais a estaquia não funciona facilmente. Consiste em enraizarmos um ramo quando ele ainda está preso na planta, retirando a muda em seguida. Na realidade, é uma variação da mergulhia, uma outra técnica de propagação vegetativa.

Consiste em envolver parte do ramo da planta com substrato (ráfia, pó de coco, musgo e coisas semelhantes) e tem gente que usa até pedriscos para induzir a formação de raízes, para isso recomenda-se escolher um ramo com até um ano, eliminando brotações laterais em torno de 15 à 30 centímetros antes do fim do galho, se forem escolhidos galhos mais velhos, lenhosos, pode haver a necessidade do uso de reguladores vegetais para induzir o enraizamento, isto é necessário, pois quanto mais velha a planta menor a concentração de hormônios presente na mesma. Recomenda-se o uso de Vitamina B1 ou fertilizante líquido (enraizador).

No ramo escolhido faz-se pequenas lesões, cortes ou anelamento, no local lesionado amarra-se com barbante uma ponta do plástico ou tecido cobrindo o ramo com um substrato leve, poroso e umedecido, que será envolto com tecido ou plástico transparente, amarrando e deixando bem presa as pontas do pacote que parce um “bombom”, a vantagem de se usar plástico transparente é que este permite visualizar a formação de raízes. Quando as raízes ficarem visíveis, corte o ramo e desembrulhe com cuidado, passando esta planta para um vaso e a mantenha em local sombreado para aclimatação antes de expor ao sol.

A época mais indicada para alporquia, é o início da primavera, quando as plantas estão em pleno crescimento e o tempo de permanência do “curativo” pode variar dependendo de cada espécie, alguns exemplos:

·         Espiradeira (Nerium oleander) – 8 semanas
·         Azaléias (Rhododendron sp) – 14 semanas
·         Figueira (Ficus sp) – 7 semanas
·         Cerejeira – 6 meses
·         Roma – 3 meses
·         Ginko (Ginko biloba) – 4 meses
·         Jabuticaba (Myrciaria cauliflora) – 1 à 2 anos
·         Pitangueira (Eugenia uniflora) – 14 meses à 2 anos
·         Myrtaceae em geral - 02 a 06 meses

Como realizar a alporquia?

Podemos separar o processo em algumas etapas:

     1.Inicialmente, devemos escolher um ramo de uma planta adulta. Esse ramo deve possuir de 1 a 3 cm de diâmetro. No ramo escolhido, fazendo um anelamento (retirada da casca) com a ajuda de uma lâmina afiada (faca, canivete, estilete, etc.), sendo este anel formado de 3 a 5 cm de largura. 

     2.Cobrimos a parte anelada com um material úmido que retenha bem a água, que pode ser: esfagno, mistura de esterco e serragem úmida, malha de coqueiro, entre outros semelhantes/possíveis. Prendemos o material com um plástico, que deve ter as suas pontas bem amarradas. Assim, ocorrerá o enraizamento do material com o passar do tempo, no local cortado.
Fica parecido com um bombom, que você pode amarrar com arame
ou com barbante...
     3.Podemos fazer desde o início, um outro anelamento, pouco abaixo do local em que vai enraizar, o que força a brotação das gemas (enraizamento) no local cortado.
     Ao alcançarmos um enraizamento razoável, vamos cortando a base de pouco a pouco com o passar dos dias, até destacarmos completamente o ramo bem enraizado, obtendo-se assim uma nova muda. 

     4.Devemos passar a muda a um substrato adequado, sem que já seja plantada no seu local definitivo, já que a muda ainda é muito frágil. Essas mudas devem ser mantidas por um certo período em um local protegido do sol forte, molhado constantemente, sem encharcar, até que a muda se torne forte o bastante para ser plantada no seu local definitivo.



Vantagem - é mais eficiente que estaquiaO método funciona em algumas plantas nas quais a estaquia não é eficiente. Na alporquia, a “estaca” continua recebendo água e nutrientes da planta, não utilizando somente as suas reservas, motivo pelo qual é um método mais eficiente.

Limitação da técnica- É difícil de realizar quando comparada com a estaquia, exigindo mais conhecimento e técnica de quem a faz. Comercialmente, é um método caro e de baixo rendimento, mas ainda é muito utilizado em produções comerciais de mudas frutíferas.

Mapa!

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