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domingo, 15 de novembro de 2009

CRAVO-DA-ÍNDIA: Outro Ingrediente do Licor da Sorte.

  
O craveiro-da-índia ou cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) é uma árvore nativa das ilhas Molucas, na Indonésia. Atualmente é cultivado em outras regiões do mundo, como as ilhas de Madagascar e de Granada.
O botão de sua flor, seco, é utilizado como especiaria desde a antiguidade, empregado na culinária e na fabricação de medicamentos.
O seu óleo tem propriedades antissépticas, sendo bastante utilizado em odontologia.
Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do início do século XVI um quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.
Outros Idiomas: caryophylli (latim), clove (inglês), clavo (espanhol), clou de girofle (francês), garòfano d'India (italiano).
Características: o cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco-amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis. Aroma forte e penetrante. Os cravos-da-índia que usamos na culinária são, na realidade, os botões florais (ainda não abertos) desta uma árvore.
Composição química: eugenol, acetato de eugenol, beta-cariofileno, ácido oleânico, triterpeno, benzaldeído, ceras vegetais, cetona, chavicol, resinas, taninos, ácido gálico, esteróis, esteróis glicosídicos, kaempferol e quercetina.
Partes usadas: Óleo essencial e botões florais secos.
Na culinária: O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzí-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.
 
Na saúde e cosmética: Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios.
 
No fumo: Os principais consumidores de cravo, no mundo, são os habitantes da Indonésia, responsável pelo consumo de mais de 50% da produção mundial. O principal uso desta planta não é, contudo, na cozinha e sim na confecção de cigarros aromatizados com cravo, aí extremamente populares, a ponto de se afirmar que todo o país, em virtude deste hábito, parece estar odorizado com o suave e característico aroma do cravo.

Na medicina: O conteúdo total de óleo em cravos (de boa qualidade) chega a 15%. O óleo é constituído, basicamente, por eugenol (70 a 80%), acetato de eugenol (15%) e beta-cariofileno (5 a 12%).
Este óleo é usado como matéria-prima na indústria farmacêutica, cosmética e odontológica.
O cravo tem sido utilizado, há mais de 2000 anos, como uma planta medicinal. Os chineses acreditavam em seu poder afrodisíaco. O óleo de cravo é um potente antisséptico. Seus efeitos medicinais compreendem o tratamento de náuseas, flatulências, indigestão, diarréia, tem propriedades bactericidas, e é também usado com anestésico e antisséptico para o alívio de dores de dente. O Professor Gary Elmer, Ph. D. do departamento de Medicinal Chemistry da University of Washington School of Pharmacy, em Seattle, salienta que "o eugenol realmente mata viroses e bactérias".
ATENÇÂO: Não se deve exagerar no consumo do cravo. Ele pode irritar a mucosa da boca. Além disso, quem tem o estômago mais sensível também deve usá-lo com moderação. Pode provocar contrações na musculatura do útero sendo, portanto, contra-indicado para gestantes. O uso externo pode causar eventuais reações alérgicas em pessoas sensíveis. O óleo essencial pode causar irritação na pele.

Cravo-da-India ou Cravo-da-China?
 
 O nome científico antigo do cravo-da-índia, Eugenia caryophyllata Thunb, deriva da palavra grega "karyophyllon" que significa "folha-noz".
            Da China é que veio a primeira indicação do uso do cravo-da-índia como condimento, remédio e elemento básico para elaboração de perfumes especiais e incensos aromáticos. Na China, era então conhecida por "ting hiang" e na dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) seus frutos foram levados para a corte do imperador por enviados da Ilha de Java. Conta-se que os próprios javaneses mantinham um pequeno fruto na boca para melhorar o hálito, antes de ir falar pessoalmente com o imperador.
Hoje, a ciência já é capaz de explicar esse uso: é que o eugenol, óleo essencial presente nesta especiaria apresenta efeitos antiinflamatório, cicatrizante, analgésico e é eficaz na eliminação de bactérias presentes na boca.
           A primeira pessoa a fazer uma descrição completa do cravo-da-índia foi um botânico alemão chamado Everard Rumph que dizia: "é a mais bela, a mais elegante e a mais preciosa de todas as árvores". Na culinária da Idade Média, o cravo-da-índia era usado como aromatizante para conservas e como adorno para pratos selecionados. Na época do reinado de Ricardo II, era ingrediente do Hippocras, um vinho quente tomado costumeiramente pelos nobres.


No século 16, quando chegaram às Ilhas Moluccas, os portugueses imediatamente dominaram as plantações, destruindo aquelas que não podiam vigiar de perto. Esse monopólio fez com que o preço do cravo-da-índia no mercado ficasse muito alto. Os holandeses que sucederam aos portugueses agiram da mesma forma e ganharam o monopólio ao destruir todos os craveiros-da-índia, exceto aqueles que cresciam em uma ilha de sua propriedade: Ambon. Finalmente, a França rompeu o monopólio e, no começo do século XIX, a planta já era cultivada em grandes plantações em muitas regiões tropicais. No Brasil, o cravo-da-índia é cultivado em regiões quentes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

MEL - Um dos principais ingredientes do LICOR MUSASHI

Nos nossos dias, estão tão em voga, os tratamentos alternativos e entre eles, se destaca a cura através de extratos florais, sejam de BACH ou da Califórnia. Parece que é uma coisa nova, porém a humanidade já tem contacto com as propriedades medicinais das flores há milhares de anos. Desde aquele tempo o homem observava que o urso pardo, dotado de grande força e garras possantes, dilacerava com facilidade os troncos das árvores até chegar ao alvo do seu interesse: O MEL DAS ABELHAS. Ali, o grande animal estraçalhava tudo e, alheio às picadas, devorava o que podia: mel, cera e abelhas. Ao se retirar, deixava nos destroços, restos de mel, de que o homem primitivo, ainda um coletor, banqueteava-se. Assim, nossos antepassados tomaram contacto com as abelhas, passaram a gostar de mel e, por conta própria, foram à caça nas fendas dos altos rochedos, onde o urso não podia chegar.
Milênios após estes primeiros contactos, o homem tentou levar as fazedoras de mel para perto de sua moradia. A princípio no próprio tronco, depois em vasilhames de barro e finalmente, em colméias. Assim estava criada a apicultura.
O mel, fabricado pelas abelhas a partir do néctar, secreção adocicada que é colhida nas flores, é transformado no interior do inseto graças a algumas enzimas. É composto principalmente por levulose e dextrose, que são açúcares invertidos, diretamente assimilados pelo organismo humano. Sempre foi considerado pelos médicos de todo o mundo como alimento e medicamento ao mesmo tempo.
É um alimento altamente nutritivo, que não engorda, se consumido com moderação, devido à concentração de óleos voláteis, ácidos, vitaminas e sais minerais. Pode variar de sabor e cor, dependendo das flores que as abelhas visitam.

O mel puro cristaliza de forma homogênea, de baixo para cima. Cuidado! Não guarde o mel em geladeira porque ele cristalizará devido à baixa temperatura. Não ferva o mel, porque ele perderá as suas propriedades. O mel de laranjeira é antiespamódico e sedativo. O mel de assa-peixe é indicado para queimaduras, picadas de inseto e doenças da pele. O mel de eucalipto é indicado para todas as doenças do trato respiratório. O mel de alecrim é indicado para o estômago e intestinos. O mel de hortelã combate a fadiga e as verminoses. O mel de girassol, combate o colesterol. O mel de dente-de-leão é regulador das funções hepáticas. o mel de erva cidreira é recomendado para pessoas de digestão lenta e difícil. O mel de acácia é o mais rico em frutose, sendo recomendado para adoçar mamadeiras de recém-nascidos, que não usam leite materno. outros méis saborosos são: mel de caju, mel de algaroba e mel de candeia

Em cada 100g de mel encontramos aproximadamente: 
 
Ácido pantotênico ____________ 105 mg.
Proteínas e aminoácidos _______ 4,7mg.
Hidratos de carbono ___________70 mg.
Água _______________________ 18 mg.
Vitamina B1 _________________ 6 mg.
Vitamina B2 _________________ 61 mg.
Vitamina B3 _________________ 300 mg.
Vitamina PP _________________ 0,3 mg.
Vitamina C __________________ 2,5 mg.
Enzimas (Invertase e amilase).
Minerais (Ph; Ca; Mg; K; Na; Cl; S; Fe; Si; Cu; etc.).
Ácidos: Fólico, Láctico, Fórmico, Málico, oxálico, tartárico, tânico, cítrico e acético.
Colina e acetilcolina.

Com essa riqueza de elementos, os nutricionistas chegaram à conclusão que 1000 g de mel puro, equivale a 9000 g de cenoura; 5400 g de maçãs; 4000 g de ameixas; 2600 g de carne de boi; 1400 g de carne de porco; 4200 g de uvas; 3600 g de ervilhas; 1000 g de nozes; 675 g de queijo; 40 laranjas e 21 bananas.

 

OUTRAS INDICAÇÕES DO MEL

 
a) Para pessoas sadias:
Amenizar as insuficiências alimentares eventuais em aminoácidos, sais minerais, vitaminas, etc.
Facilitar a assimilação e a digestão de outros alimentos.
Reforçar o organismo em sua luta contra agressões.
Dar ao organismo maior resistência contra o cansaço físico e intelectual em ocasião de atividades intensas.
Dar ao organismo melhor rendimento, principalmente, aos atletas.
b) Para doentes em casos de:
Astenia em casos de cansaço físico ou mental.
Anorexia ou perda de apetite.
Desnutrição (principalmente para crianças).
Deficiência constitucional.
Atraso de crescimento.
Má dentição.
Prisão de ventre.
Úlceras gastro-intestinais.
Anemias (indica-se o mel escuro).
Conjuntivites.
Bronquites.
Tosses.
Hipoglicemias.
Nefrites (o mel é diurético).
Insônia.
Úlceras dermatológicas.
Queimaduras ( aplicação local).
Emagrecimento sem etiologia precisa.

A dose diária para o adulto é de uma colher de sopa, enquanto que para as crianças, é de uma colher de chá. Para tomar mel puro, recomenda-se ingeri-lo vagarosamente, pouca quantidade de cada vez. 

Ainda falando sobre a cristalização do mel, que às vezes leva-nos a suspeitar de adulteração do produto, esclareçamos algumas dúvidas:
  Todos os méis são líquidos quando produzidos pelas abelhas, mas, por serem soluções super saturadas, quando armazenadas em temperaturas abaixo da temperatura média da colméia (37oC), tendem a cristalizar (granular). Esta cristalização varia de acordo com vários fatores, como o teor de glicose; teor de água na sua composição natural e procedência floral do néctar ( espécie de flor na qual a abelha o colheu).
Quanto mais glicose houver, mais tendência a cristalizar terá o mel. Quanto à presença de água, sabe-se que méis com menos de 17% de água na sua composição natural, são mais prováveis de cristalizar que aqueles com mais de 18%. Já aqueles com mais de 19% de água, tendem a fermentar (azedar).
A granulação dos méis também depende da flor que forneceu o néctar que a abelha colheu. O mel originário da flor do assa-peixe, cambará e acácia, dificilmente cristalizará, enquanto o mel originário da flor de nabo e Dente-de-Leão tem grande facilidade de cristalizar.
O mel fluido e o cristalizado não têm diferenças essenciais entre si. Conservam a mesma natureza, tanto em estado líquido como em estado sólido ou granulado. Todo mel bom, maduro e perfeito tende a cristalizar espontaneamente, quando armazenado, portanto recomendamos que se o seu consumo não for rápido, seja conservado em recipientes de vidro de boca larga, que possibilitem a sua remoção com uma colher, para ingeri-lo em estado sólido. Se desejar liquefaze-lo, coloque-o em banho-maria por alguns minutos.
Cada vez que pensamos em adquirir mel para nosso consumo, sempre nos vem à mente a dúvida sobre a pureza ou não do produto. Há várias simpatias populares que garantem verificar a pureza ou não do mel, entre elas, citamos a embebição de um palito de fósforo no mel e tentar risca-lo. Se acendesse, o mel era bom. ao contrario, era adulterado. Outra simpatia seria, virar, lentamente a garrafa de cabeça para baixo. Se as bolhas subissem lentamente, o mel era bom. Alguns "peritos conhecedores", garantem que conhecem um bom mel pelo cheiro ou pelo sabor. Na verdade tudo isso não passa de crendices. A única maneira segura de se comprovar a pureza do mel, é através de exames laboratoriais e como isso não pode ser feito regularmente por todos os compradores, o mais prático é que se adquira o produto diretamente de um apicultor, que geralmente tem uma ética e um orgulho da sua produção.

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