.addthis_toolbox{text-align:center;}.custom_images a{width:32px;height:32px;padding:0} .addthis_toolbox .custom_images a:hover img{opacity:1} .addthis_toolbox .custom_images a img{opacity:0.50}

*******

*******
Mostrando postagens com marcador Koans e Contos Zen Buddhistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Koans e Contos Zen Buddhistas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Neko no Myojutsu - As Tecnicas Maravilhosas de Um Gato

Neko no Myojutsu - As Tecnicas Maravilhosas de Um Gato
Retirada da coleção de ensaios intitulada "Inaka Soshi" (o Taoismo do Campo), escrito em 1727 pelo sábio Issai Chozan (Tanba Jurozaemon Tadaaki, em 1659-1741)

    Era uma vez um mestre de esgrima chamado Shoken. Em  sua casa vivia uma ratazana, uma verdadeira praga. Ela aparecia andando para baixo e para cima, até a luz do dia. Certa vez, Shoken fechou a  porta, para que o gato pudesse apanhá-la. Porém, ela pulou no focinho do gato e o mordeu tanto, que ele fugiu gritando. Essa tentativa fracassou.
    O dono da casa trouxe então outros gatos da vizinhança, que gozavam da fama de corajosos, e os colocou dentro do quarto. A ratazana se acocorou num canto e, tão logo um gato se aproximava, ela pulava, mordia e punha o gato a correr. A ratazana parecia tão feroz, que todos os gatos hesitavam em se aproximar uma segunda vez. Shoken ficou furioso, e resolveu apanhar ele mesmo a ratazana e matá-la.  Porém, apesar de sua destreza, a ratazana escapava a cada golpe do mestre de sua esgrima, e este não conseguiu acertá-la. Em suas tentativas, ele dilacerou portas, shojis e karamanis. Mas a ratazana parecia deslizar no ar, rápida como um raio, escapando de cada um dos seus golpes: finalmente ela pulou em seu rosto e o mordeu. Banhado de suor, ele chamou seu ajudante e disse: "Parece que a seis ou sete léguas daqui há um gato que dizem ser o mais esperto do mundo. Vá e traga-o aqui!". O empregado trouxe o gato. Este não parecia distinguir-se dos outros gatos, não aparentava ser especialmente inteligente, nem feroz. Por isso, ao vê-lo, o mestre de esgrima não alimentou grandes esperanças; mesmo assim, entreabriu a porta e o deixou entrar. O gato entrou muito tranquilo, devagarinho, como se não esperasse nada de extraordinário. A ratazana, entretanto, teve um sobressalto e permaneceu imóvel. O gato simples mente foi se aproximando, muito devagar, agarrou-a com a boca e a levou para fora.


    Nessa noite, os gatos vencidos reuniram-se na casa de Shoken, ofereceram o lugar de honra ao velho gato, fizeram uma respeitosa reverência diante dele e disseram, modestos: "Todos nós gozamos da reputação de ser bons trabalhadores. Todos nós nos exercitamos neste ofício, e afiamos nossas garras de modo a poder vencer toda espécie de ratos, e até doninhas e gambás. Nunca poderíamos imaginar que existisse uma ratazana tão forte! Como é que você conseguiu vencê-la tão facilmente? Não guarde segredo da sua arte; por favor, revele-a para nós". Então o velho gato sorriu e disse: "É verdade que todos vocês, gatos jovens, são trabalhadores esforçados. Mas desconhecem o caminho correto. Por isso, ao se depararem com alguma coisa inesperada, falham. Mas primeiro contem-me como vocês têm praticado."
    Um gato preto aproximou-se, então, e disse: "Sou descendente de uma família famosa pela caça de ratos. Por isso decidi seguir o mesmo caminho. Sei pular sobre uma muralha de dois metros. Sei me espremer num buraco tão pequeno, que só um  rato é capaz de atravessar. Desde criança tenho praticado todas as artes acrobáticas. Até mesmo ao acordar, ainda meio adormecido e com os reflexos lentos, basta-me ver, de relance, um rato passar, e já o peguei! Mas a ratazana de hoje foi mais forte do que eu, e sofri a mais terrível derrota de toda a minha vida. Estou envergonhado."
    O velho gato retrucou: "O que você praticou nada mais foi do que a técnica (shosa, a mera arte física), mas você está obcecado com a pergunta: como vencer? E, portanto, fica apegado a uma meta! Quando os antigos mestres ensinavam a "técnica", eles o faziam para indicar uma forma de caminho (michisuji). Sua técnica era simples e, no entanto, encerrava a mais elevada verdade.
    Seus sucessores, porém, só se ocupam com a técnica. É claro que descobriram trejeitos novos, e por isso seguiram a receita do tipo "fazendo isto ou aquilo, se obtém tal e tal resultado". Mas qual é o verdadeiro resultado? Nada além de certa destreza. Assim foi esquecido o antigo modo tradicional, e os praticantes usaram sua inteligência até a exaustão, cada qual tentando superar a técnica do outro. E agora já não sabem como continuar. Isto é o que sempre ocorre quando só se presta atenção à técnica e quando as pessoas confiam inteiramente na própria inteligência. Esta é deveras uma função do espírito, mas se não for baseada no caminho e apenas visar  a habilidade, esta o colocará na senda errada, e tudo o que você conseguir será prejudicial.Procure a verdade na profundidade do seu Ser e pratique de agora em diante o caminho correto.


    A seguir, um grande gato tigrado aproximou-se e disse: "Acredito que, nas artes marciais, só o espírito importa. Por isso, desde cedo, exercitei essa força (ki wo neru - Mencio).Resultou em  que sinto o meu espírito "rígido como o aço", livre, carregado  do "espírito ki" que preenche o céu e  a terra . Já ao ver o inimigo, esse espírito onipotente o prende, e obtenho a vitória antes mesmo de começar. Só então faço o primeiro gesto! Inconscientemente, cada movimento acontece de acordo com o que a situação requer. Adapto-me ao "som" do meu oponente, lanço o meu poder sobre o rato, faço com que vá para a direita ou para a esquerda a meu bel-prazer, antecipando-me a cada gesto dele. Não me importo absolutamente com a técnica, que surge espontaneamente. Quando um rato vai passando, eu o fito com o olhar, e imediatamente ele cai, é minha presa. Mas essa ratazana misteriosa aparece sem forma e desaparece sem deixar traços. O que será isso? Eu não sei!"
    Então o velho gato lhe disse: "O que você treinou é o efeito que provém da grande força que preenche o céu e a terra. Mas você adquiriu apenas uma força psíquica, que nada tem que ver com um bem que realmente mereça esse nome. O mero fato de  estar consciente da força com a qual você deseja vencer já inibe a vitória. O seu eu está em jogo.E se por acaso o eu do outro  for mais forte que o seu, o que acontece? Se você quer vencer o inimigo com a sua força superior, ele joga a força dele contra a sua. Será que você imagina realmente que será sempre mais forte, e que todos os outros serão mais fracos? Como você agirá se houver algo que a sua grande força, mesmo com a melhor boa vontade, não conseguir vencer? Esta é a pergunta a ser formulada! A força espiritual interior que você sente "livre" e "dura como o aço", capaz de "preencher o céu e a terra" não  é a grande força em si (ki no sho), porém o seu reflexo.
    É o seu próprio espírito, portanto, apenas a sombra do Grande Espírito. É verdade que, às vezes, se apresenta como a grande força oniabrangente, mas na realidade trata-se de algo totalmente diferente. O espírito a que Mêncio se referia é forte porque permanece iluminado pela grande claridade. Porém o seu espírito só é imbuído de força em certas circunstâncias. Sua força e aquela mencionada por Mêncio procedem de origens diferentes, e por isso também atuam de modo diverso. São tão diferentes como o eterno fluxo de um rio, como por exemplo, o Yang-tsé, e uma corrente repentina que se forma durante a noite. Mas qual é o espírito a ser preservado quando você se encontra diante de algo que não pode ser vencido por nenhuma força espiritual (ki sei)? Esta é a pergunta a ser formulada! Diz um ditado: "Um gato encurralado morde até outro gato!"
    Se o inimigo está encurralado, correndo perigo de vida, ele já não se importa com nada. Ele esquece a própria vida, esquece todo o sofrimento, esquece de si mesmo, não pensa em vitórias ou derrotas. Ele nem sequer nutre a intenção de cuidar da sua própria segurança. E por isso torna-se duro como o aço. Como será possível vencê-lo através dos poderes espirituais que você atribuia a si mesmo?"
    "A essa altura, um gato mais velho aproximou-se lentamente e disse: "Sim, tudo o que você disse é verdade. Por mais forte que seja, a força psíquica tem uma forma (katachi). E tudo aquilo que tem uma forma, por menor que seja, pode ser tocado. Por isso, há muito tempo estou a exercitar lentamente a minha alma (kokoro, a força do coração). Não pratico a força que domina espiritualmente o outro (O-sei usado pelo segundo gato). Também não me fico a me debater, como o primeiro gato. Faço as pazes com o meu oponente, permito que se forme uma unidade com ele, e não me oponho a ele de modo algum. Se o outro for mais forte do que eu, simplesmente me rendo e  finjo que faço o que ele quer. De certo modo, minha arte consi ste em pegar as pedrinhas que são arremetidas sobre uma cortina solta. Por mais forte que seja, o rato que queria me agredir nada encontra que possa agarrar. Hoje, porém, essa ratazana simplesmente resistiu ao meu jogo. Ela ia e vinha tão misteriosamente quanto o próprio Deus. Nunca vi nada igual."
    Então o velho gato replicou: "O que você chama fazer as pazes não procede da essência intríseca, nem da grande natureza. É uma paz elaborada, artificial, um truque. Você consciente/mente quer iludir o intuito agressivo do seu oponente. Mas por pensar a respeito, mesmo durante um breve momento, ele nota a sua intenção. Se você tenta uma "reconciliação" nesse estado de espírito, só confunde e obscurece o seu próprio instinto agressivo, e a precisão de sua percepção e da sua ação fica prejudicada. Tudo aquilo que você fizer com uma intenção inibe o ímpeto original e secreto da grande natureza, e perturba o fluxo do seu movimento espontâneo. Como é que você pode esperar um milagre deste modo? Só quando você  não pensa em nada, quando não deseja nem faz nada, e se rende incondicionalmente ao seu próprio ritmo e à vibração da sua natureza intrínseca (shizen no ka), quando já não tem nenhuma forma palpável, é que já nada mais no mundo pode surgir  como contraforma. Então já não existe nenhum inimigo que possa  se opor a você."
    Não acredito, por um segundo sequer, que tudo aquilo que vocês praticaram tenha sido inútil. Tudo, absolutamente tudo, pode converter-se numa forma de caminho. A técnica e o caminho também podem ser uma única e a mesma coisa, e o espírito que tudo governa estará então contido na técnica e falará através dos gestos do corpo. A força do grande espírito (ki) serve à pessoa humana (ishi). Se o seu ki é liberado, você está eternamente livre para ir ao encontro de tudo, da maneira correta. Se o seu espírito está genuinamente reconciliado e em paz, você não pode ser atingido nem com pedras, nem com ouro, e não precisará de esquemas especiais para entrar em luta. Uma única coisa conta: que não haja nem um sopro de consciência do ego em jogo, se não tudo estará perdido. Se você pensar a respeito, nem que seja por uma mínima fração de tempo tudo se torna algo artificial e não fluirá mais a partir da essência, da vibração primordial do corpo do caminho (do-tai). Se isso ocorre, então o seu inimigo também resistirá, em vez de fazer o que você espera dele. Portanto, que espécie de método e de arte devem ser empregados? Só quando você estiver livre de qualquer tipo de consciência (mushin), quando você agir sem agir, sem intenções ou truques, em harmonia com a grande natureza de todas as coisas, é que você estará no caminho correto. Deixe portanto,de lado, qualquer intenção, exercite-se completamente destituído de intenções, e deixe simplesmente que as coisas aconteçam a partir da sua essência intrínseca, de sua verdadeira natureza.
    Esse caminho é sem fim e inesgotável. "E o velho gato acrescentou ainda algo surpreendente: "Vocês não devem acreditar que o que eu lhes disse hoje seja a última palavra. Há pouco tempo vivia numa aldeia vizinha um velho gato. Ele dormia o dia inteiro. À sua volta, porém, não havia o menor vestígio de qualquer coisa que pudesse assemelhar-se a alguma força espiritual. Ele permanecia deitado como um tronco. Ninguém jamais o viu apanhando um rato por perto.Mas não havia o menor vestígio de rato onde quer que ele aparecesse ou permanecesse. Eu o procurei certo dia e lhe pedi que me explicasse esse fenômeno. Ele não me respondeu. Repeti minha pergunta três vezes. Ele se calou. Na realidade, não se tratava de não querer responder, pois ele evidentemente não sabia o que dizer. E então eu soube: "Aquele que sabe não diz, e aquele que diz não sabe". Este gato havia se esquecido de si mesmo e de tudo quanto o rodeava. Havia se convertido em "nada", havia alcançado o mais alto nível de ausência de intenção. Poderíamos até afirmar que ele havia encontrado o divino caminho da "cavalaria": vencendo sem matar. Falta-me ainda percorrer um longo caminho para chegar lá."


    Ao ouvir isso tudo, Shoken indagou: "O que significa não haver um eu, nem um antieu, não haver sujeito nem objeto?" E o gato replicou: "Quando há um eu, há também um adversário. Quando   o homem não se apresenta como um eu, também não há um adversário.  Adversário é o princípio da oposição. Enquanto as coisas mantêm uma forma, implicam a existência de uma antiforma. Sempre que se define qualquer coisa, ela passa a ter forma própria. Se a minha essência íntima é desprovida de forma, não existe a sua antiforma. Não havendo oposição, nada se opõe a nada. E isso significa o seguinte: não há um eu, nem um antieu. Ao se soltar completamente, ao se tornar totalmente livre, fundamentalmente desapegado de todas as coisas, o homem se encontra em harmonia com o mundo, tornar-se Um com as coisas na grande Unidade Total. Mesmo se a forma do seu oponente se extinguir, ele permanece completamente alheio a esse desaparecimento. Não se trata de não perceber essa extinção, mas de não se fixar nisso, de não se ater a isso. Seu espírito continua a se movimentar livremente, isento de qualquer fixação, e suas ações fluem diretamente da sua essência intrínseca.
    "Se o nosso espírito já não se apega mais a nada, livre de todo e qualquer apego, então o mundo, tal como é, será completamente nosso, será Um conosco. Isso significa que agora nós o aceitamos, transcendendo o bem e o mal, a simpatia ou a antipatia. Nada mais nos prende, e também a nada mais nos agarramos. Todas as oposições que nos aparecem - ganho ou perda, bem ou mal, alegria ou dor - provêm de nós mesmos. Por isso não há nada entre o céu e a terra que seja tão valioso para nós como o conhecimento da nossa própria natureza intrínseca. Dizia um antigo  poeta: "Um grãozinho de poeira no seu olho, e os três mundos são ainda demasiado estreitos; se já não nos importamos com nada, a menor cama ainda será grande demais." Ou em outras palavras: um grãozinho de poeira, ao entrar em nosso olho, impede que ele se abra, pois algo atrapalha a visão clara, que só acontece quando não há nada no interior do olho. Isso pode  ser uma metáfora do Ser - a luz que brilha e ilumina, em si mesma é completamente isenta de tudo o que é "qualquer coisa". Mas quando qualquer coisa se coloca diante do Ser, essa imagem destrói a sua virtude. "E outro poeta dizia: "Se você está rodeado por cem mil inimigos, então aquilo que você é, na sua própria forma, fica esmagado. Mas a natureza intrínseca é sua, e permanece sua, por mais forte que seja o inimigo. Pois nenhum inimigo pode jamais penetrar."Dizia Confúcio: "A essência intrínseca não pode ser roubada nem mesmo de um homem pobre. Mas se o seu espírito torna-se confuso, sua essência intrínseca volta-se contra ele."
    "Isto é tudo o que eu lhes posso dizer. Penetrem no interior de vocês mesmos, e procurem conhecer-se melhor. Um mestre só pode tentar transmitir algo ao aluno e tentar explicá-lo. Porém,  só você mesmo pode reconhecer a verdade e apropriar-se dela. A isso se chama "autoconhecimento" (jitoku). A transmissão se dá de coração a coração (ishin denshin). Trata-se da transmissão de um dom por intermédio de sendas extraordinárias, que transcendem o vazio e a erudição (kyogai betsuden). O que não  significa que contradizem os ensinamentos do mestre. Quer dizer apenas que mesmo um mestre não é capaz de transmitir a verdade. E isto não é válido somente para o Zen. Desde os exercícios espirituais dos antigos, desde a arte de aprimoramento da alma até as belas artes, o elemento vital sempre foi o autoconhecimento, e este só pode ser transmitido de coração a coração,além de qualquer ensinamento comunicado. O propósito de cada ensinamento é apenas: apontar e ressaltar aquilo que todo homem já possui sem saber.Também não existe nenhum segredo que o mestre possa "passar" para o discípulo. É fácil ensinar. Ouvir é fácil. Difícil é conscientizar-se daquilo que se possui dentro de si mesmo, encontrá-lo e tomar posse dessa essência adequadamente. A isso chamamos olhar para dentro de si mesmo, a isso denominamos visão da essência (ken-sei, ken-sho). Se isso ocorrer, alcançamos o satori. É o grande despertar do sonho, das ilusões  e dos enganos. Despertar - vislumbrar a nossa natureza intrínseca, perceber a própria verdade - é tudo a mesma coisa."



terça-feira, 23 de junho de 2009

Tantra Totem da Boa Sorte

A Maturidade do Dalai Lama aspergida sobre o mundo, via Internet.

 Sua Santidade o 14.º Dalai Lama


Dê mais às pessoas do que elas esperam e faça com alegria.

Decore o seu poema favorito.

Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.

Quando disser "Eu te amo" seja verdadeiro.

Quando disser "Sinto muito" olhe as pessoas nos olhos.

Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.

Acredite em amor à primeira vista.

Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.

Ame profundamente e com paixão. Você pode se
machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.

Em desentendimento, brigue de forma justa. Não use palavrões.

Não julgue as pessoas pelos seus parentes.

Fale devagar mas pense com rapidez. Quando alguém
perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte "Por que você quer saber?"

Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.

Ligue para sua mãe.

Diga "Saúde" quando alguém espirrar.

Quando você se der conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.

Quando você perder, não perca a lição.

Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, Respeito ao próximo e Responsabilidade pelas ações.

Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.

Sorria ao atender o telefone. A pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.

Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.

Passe mais tempo sozinho.

Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.

Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.

Leia mais livros e assista menos TV.

Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás você poderá aproveitá-la mais uma vez.

Confie em Deus, mas tranque o carro.

Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante.

Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.

Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual. Não fale do passado.

Leia o que está nas entrelinhas.

Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.

Seja gentil com o planeta.

Reze. Há um poder incomensurável nisso.

Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.

Cuide da sua própria vida.

Não confie em alguém que não feche os seus olhos enquanto beija.

Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes.

Se você ganhar muito dinheiro coloque-o a serviço de ajudar os outros enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação da riqueza.

Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele onde o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.

Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para consegui-lo.

Lembre-se de que seu caráter é seu destino.

Usufrua o amor e a culinária com abandono total.




quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sem trabalho, Sem comida

    HYAKUJO, o mestre Zen chinês, costumava trabalhar com seus discípulos mesmo na idade de 80 anos, aparando o jardim, limpando o chão, e podando as árvores. Os discípulos sentiram pena em ver o velho mestre trabalhando tão duramente, mas eles sabiam que ele não iria escutar seus apelos para que parasse. Então eles resolveram esconder suas ferramentas.
    Naquele dia o mestre não comeu. No dia seguinte também, e no outro.
    "Ele deve estar irritado por termos escondido suas ferramentas," os discípulos acharam. "É melhor nós as colocarmos de volta no lugar."
    No dia em que eles fizeram isso, o mestre trabalhou e comeu exatamente como antes. À noite ele os instruiu, simplesmente:
    "Sem trabalho, sem comida."

Garotas

    Tanzan e Ekido certa vez viajavam juntos por uma estrada lamacenta. Uma pesada chuva ainda caía, dificultando a caminhada. Chegando a uma curva, eles encontraram uma bela garota vestida com um quimono de seda e cinta, incapaz de cruzar a intercessão.
    "Venha, menina," disse Tanzan de imediato. Erguendo-a em seus braços, ele a carregou atravessando o lamaçal.
    Ekido não falou nada até aquela noite quando eles atingiram o alojamento do Templo. Então ele não mais se conteve e disse:
    "Nós monges não nos aproximamos de mulheres," ele disse a Tanzan, "especialmente as jovens e belas. Isto é perigoso. Por que fez aquilo?"
    "Eu deixei a garota lá," disse Tanzan. "Você ainda a está carregando?"




Nas Mãos do Destino

    Um grande guerreiro japonês chamado Nobunaga decidiu atacar o inimigo embora ele tivesse apenas um décimo do número de homens que seu oponente. Ele sabia que poderia ganhar mesmo assim, mas seus soldados tinham dúvidas. No caminho para a batalha ele parou em um templo Shintó e disse aos seus homens:
    - "Após eu visitar o relicário eu  jogarei uma moeda. Se a Cara sair, iremos vencer; se sair a Coroa, iremos com certeza perder. O Destino nos tem em suas mãos."
    Nobunaga entrou no templo e ofereceu uma prece silenciosa. Então saiu e jogou a moeda. A Cara apareceu. Seus soldados ficaram tão entusiasmados a lutar que eles ganharam a batalha facilmente.
    Após a batalha, seu segundo em comando disse-lhe orgulhoso:
    - "Ninguém pode mudar a mão do Destino!"
    - "Realmente não..." disse Nobunaga mostrando-lhe reservadamente sua moeda, que tinha sido duplicada, possuindo a Cara impressa nos dois lados.

Uma Parábola

     Certa vez, disse o Buddha uma parábola:
    Um homem viajando em um campo encontrou um tigre. Ele correu, o tigre em seu encalço. Aproximando-se de um precipício, tomou as raízes expostas de uma vinha selvagem em suas mãos e pendurou-se precipitadamente abaixo, na beira do abismo. O tigre o farejava acima. Tremendo, o homem olhou para baixo e viu, no fundo do precipício, outro tigre a esperá-lo. Apenas a vinha o sustinha.
    Mas ao olhar para a planta, viu dois ratos, um negro e outro branco, roendo aos poucos sua raiz. Neste momento seus olhos perceberam um belo morango vicejando perto. Segurando a vinha com uma mão, ele pegou o morango com a outra e o comeu.
    "Que delícia!", ele disse.

Uma xícara de Chá


    Nan-In, um mestre japonês durante a era Meiji (1868-1912), recebeu um professor de universidade que veio lhe inquirir sobre Zen. Este iniciou um longo discurso intelectual sobre suas dúvidas.
    Nan-In, enquanto isso, serviu o chá. Ele encheu completamente a xícara de seu visitante, e continuou a enchê-la, derramando chá pela borda.
    O professor, vendo o excesso se derramando, não pode mais se conter e disse:
    "Está muito cheio. Não cabe mais chá!"
    "Como esta xícara," Nan-in disse, "você está cheio de suas próprias opiniões e especulações. Como posso eu lhe demonstrar o Zen sem você primeiro esvaziar sua xícara?"



quarta-feira, 3 de junho de 2009

As Quatro Nobres Verdades

         Assim foi dito por Buda o iluminado. Por não compreender e não realizar quatro coisas, que eu discípulos, da mesma forma que vocês, tivemos que vagar tão longamente através desta roda dos renascimentos.


E quais são essas quatro coisas?



    1- A nobre verdade do sofrimento.
    2- A nobre verdade da causa do sofrimento.
    3- A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.
    4- A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.

     Enquanto o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades não estavam perfeitamente claros em mim, eu não estava certo que tinha atingido a suprema iluminação que é insuperável em todo o mundo.
     Mas tão logo o absoluto e verdadeiro conhecimento e introspecção relativos a estas Quatro Nobres Verdades se tornaram perfeitamente claros em mim, surgiu a certeza que tinha atingido esta suprema iluminação insuperável.
     Então descobri essa profunda verdade, tão difícil de perceber, difícil de compreender, tranquilizante e sublime à qual não é para ser ganho por mero intelecto e é visível apenas ao sábio.
 

 1ª - A Nobre Verdade do Sofrimento


     Nascimento é sofrimento, doença é sofrimento, morte é sofrimento, tristeza, lamentação, dor, pesar e desespero são sofrimento. Não ter o que se deseja é sofrimento, separação do que se deseja é sofrimento, união com o que não se deseja é sofrimento. Saudade é sofrimento, ser escravo de um passado já morto e um futuro inexistente é sofrimento. Ser presa fácil de estímulos exteriores de toda ordem é sofrimento. Quando sopram os ventos da sensibilidade nós vamos cegamente a sensualidade, quando sopram os ventos da raiva nós vamos cegamente a violência, quando sopram os ventos da agitação e preocupação nós vamos cegamente em direção a ansiedade e angústia, quando sopram os ventos da dúvida nós vamos cegamente  ao ceticismo.
     Todo sofrimento, assim como toda a nossa felicidade está na própria mente, pois nenhum inimigo nos poderá fazer tão infelizes quanto nossa mente mal dirigida. Também nenhum parente, seja pai, mãe ou irmão nos tornará tão felizes quanto nossa própria mente bem dirigida.
      Em resumo, os cinco agregados da existência quando objetos de apego, isto é, quando tomados como “eu”  e “meu” são sofrimento.
    Os cinco agregados da  existência são: corpo, sensações, percepções, consciência e formações mentais.
 

2ª - A Nobre Verdade da Causa do Sofrimento


     Qual é a causa do sofrimento? é a ignorância, o desejo, o apego, a cobiça, o ódio, e a ilusão. Mas aonde o desejo e a ignorância surgem? aonde estão suas raízes? Aonde houver coisas deliciosas e agradáveis lá o desejo e ignorância surgem, lá eles têm as suas raízes.
     Visão, audição, olfato, paladar, tato e a mente são deliciosos e agradáveis lá o desejo e a ignorância surgem, lá eles fincam raízes. Quando percebemos um objeto pela visão, se o objeto é agradável a pessoa é atraída e se é desagradável a pessoa o repele.
     Então, seja qual for a sensação que experimente, se a pessoa o aprova e acha agradável então a sensação condiciona o desejo, e desejando a pessoa se apega ao objeto desejado. Então o desejo condiciona o apego. Quando a pessoa se apega ela irá agir pela palavra ou pelo o corpo para possuir o objeto desejado.
     Deste modo, então o apego condiciona a ação (Karma) ou processo de vir a ser. O processo de vir a ser (ou existência) condiciona o nascimento.
      Dependendo do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e lamentação dor e pesar, ressentimento e desespero.
      Assim surge essa imensa massa de sofrimento.
 

3ª - A Nobre Verdade da Extinção da Causa do Sofrimento


     O que é a extinção do sofrimento? É a completa erradicação e desaparecimento da ignorância, desejo, apego, cobiça, ódio e ilusão e em conseqüência o abandono e libertação da ilusão do EU e do MEU. 
      Com a extinção da ignorância o desejo é extinguido.
      Pela cessação do desejo cessa-se o apego.
     Pela cessação do apego o processo de vir a ser ou as ações (Karma) é extinguido.
    Pela cessação de vir a ser ou existência, o nascimento é extinguido.
     Pela cessação do nascimento, a decadência e a morte, tristeza e a lamentação, dor pesar, ressentimento e desespero serão extinguidos.
Assim se dá a extinção de toda esta massa se sofrimento.


Nirvana

 
Isso verdadeiramente é a paz, isto é, o mais elevado a saber o fim de todas as formações Kármicas, o abandono de todo substrato de ressarcimento, o fim da ignorância, do desejo, e apego, da cobiça, ódio e ilusão. 
     Encantado pelo desejo, irado pela cobiça, vendado pela ilusão, derrotado com a mente enganada, o homem, pela ignorância provoca a sua própria ruína, a ruína de outros e a ruína de ambos, e ele experimentará sofrimento mental e pesar. Mas se a ignorância e desejo e apego, cobiça, ódio, e ilusão forem abandonados, o homem não mais provocará a sua própria ruína, a ruína de outros, nem a ruína de ambos, não mais experimentando sofrimento mental e pesar.
     Assim é o Nirvana, imediato, visível nesta vida, convidado, atrativo e compreensível apenas pelo sábio.
     A extinção completa, total e global, sem deixar qualquer vestígio da ignorância, desejo e apego, cobiça, ódio e ilusão, isto verdadeiramente é chamado de NIBBANA.
 

O Arahat (Monge)  -  O Santo Sábio e Iluminado 

    
E para o discípulo assim livre, em cujo coração reina a paz não há nada mais a ser acrescentado àquilo que ele já faz, nem nada mais resta para ele a fazer. Como uma sólida massa de rocha. Formas visuais ou sons, odores ou gostos, contatos de qualquer natureza, o desejável ou o indesejável, nada poderá fazê-lo entrar em vibração, inabalável está a sua mente. Foi ganha a libertação.
     E ele que já atingiu o supremo equilíbrio e equanimidade à todas as coisas deste mundo, não é mais perturbado por nada, seja o que for. Ele está livre da raiva, da tristeza e da saudade, ele passou além do nascimento, decadência e morte.
 

4ª - Nobre Verdade da Senda que Leva à Extinção do Sofrimento


     Os dois extremos e a Senda do meio. Os prazeres sensuais, o comum, o vulgar, o mundano, sem qualquer sentido para o progresso na Senda espiritual. Ou:
     A mortificação do corpo que é dolorosa e também sem vantagem qualquer para a vida santa.
     Ambos estes extremos, o iluminado evitou e descobriu a Senda Média, a qual propícia qualquer um ver e a compreender, leva à paz, ao discernimento, a iluminação e ao NIBBANA.



E qual é a Senda do Meio? É a nobre Senda Óctupla:


1) Palavra Correta
2) Ação Correta
3) Meio de Vida Correto     (Moralidade)
4) Esforço Correto
5) Plena Atenção Correta
6) Concentração Correta    (Concentração)
7) Correta Compreensão
8) Correto Pensamento    (Sabedoria)
                   
     Livre da dor e tortura é esta Senda, livre de lamentos e sofrimento uma Senda perfeita. Verdadeiramente, como esta Senda não existe outra para a purificação dos seres. Se você seguir está Senda porá fim ao sofrimento. Mas cada um tem que lutar por si próprio, o iluminado apenas aponta o caminho.


1) Palavra Correta

a) Abster-se de mentir e de Caluniar.
b) Abster-se de levar e de trazer conversas que causem desarmonia e discórdia.
c) Abster-se de palavras pesadas, duras e ofensivas.
d) Abster-se de tagarelice e de conversas frívolas.

    

2) Ação correta

a) Abster-se de destruir os seres vivo, isto é, não matar.
b) Abster-se de pegar para nós aquilo que não nos pertence, isto é, não roubar.
c) Abster-se de errôneo comportamento sexual (infidelidade, adultério etc.)
d) Abster-se de tóxicos e de bebidas alcoólicas que entorpeçam a mente.

    

3) Meio de vida correto

     Abster-se de profissões como:
a) caçador, pescador, abatedor;
b) comércio de armas e drogas, bebidas, cigarros etc.

     O meio de vida deve ser honesto, para o bem comum e nunca prejudicando e explorando  nosso semelhante.


4) Esforço Correto

a) O Esforço de evitar o mal.
b) O Esforço de superar o mal.                                           
c) O Esforço de fazer surgir o bem.
d) O Esforço de manter e de desenvolver o bem.

    

5) Plena Atenção Correta

a) Atenção sobre o corpo
b) Atenção sobre as sensações.
c) Atenção sobre os estados de consciência.
d) Atenção sobre os objetos da mente.

    

6) Concentração Correta

A concentração é a mente unipolarizada, isto é: mente voltada para um único ponto. Existem cinco obstáculos para o desenvolvimento da concentração: 


l - Sensualidade (luxúria)

II - Raiva, ira, ódio.
III - Sonolência, preguiça e torpor.
IV - Agitação e preocupação.
V - Dúvida



7) Correta Compreensão

a) Compreender as quatros nobres verdades.
b) Compreender as três características da existência.
c)Compreender as ações meritórias e a raiz dessas ações.                   
d) Compreender as ações demeritórias e a raiz dessas ações.
 

a) As Quatros Nobres Verdades 


     O homem comum, desprovido de correta compreensão, é ignorante dos ensinamentos dos homens Santos e não é treinado na nobre doutrina. Seu coração é possuído e dominado pela:
 
         1) Ilusão da existência de um eu;
         2) Pela dúvida;
         3) Pelo apego e meras regras e rituais;
         4) Pelo desejo sensual;
         5) Pela raiva.


     E como livrar-se destas coisas ele não sabe! Não sabendo o que é digno de considerações e o que é indigno (para libertar-se desses cinco grilhões) ele acaba considerando  justamente o que é indigno e não o que é digno.

E pela ignorância ele se preocupa e reflete dessa maneira:


     O mundo é eterno ou temporal? Finito ou infinito? O princípio vital é idêntico ao corpo ou alguma coisa diferente? O Buda continuará depois a morte ou não? Eu existi no passado ou não existi numa vida passada? O que eu fui na vida passada? Quem eu fui na vida passada? Eu existirei numa vida futura ou eu não existirei numa vida futura? Eu sou ou eu não sou? O que sou eu? Como sou eu? Este ser, de onde ele veio, para onde vai? "Sábias" Considerações!

     O instruído e nobre discípulo entretanto, que sabe os ensinamentos dos homens Santos e é bem treinado na nobre doutrina; compreende o que é digno de consideração e o que é indigno. E assim sabendo, ele considera o digno e não o indigno.

         O que é sofrimento, ele sabiamente considera.
         O que é a origem do sofrimento, ele sabiamente considera.
         O que é a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.
        Qual é a Senda que leva a extinção do sofrimento, ele sabiamente considera.

   

b) As três características da existência são:

1) Impermanência
2) Não satisfatoriedade    
3) Impessoalidade
   
     O corpo é impermanente, as sensações, são impermanentes, as percepções são impermanentes, as formas mentais são impermanentes, e as consciências são impermanentes. E tudo o que é impermanente é sujeito ao sofrimento e mudança, não se pode corretamente dizer:

isto pertence a mim,
isto sou eu, 
isto é o meu ego.


     Assim como a bolha d’água é oca, vazia e não substanciável, da mesma forma todos os fenômenos psicofísicos são também ocos, vazios e sem um ego.


c) As ações Meritórias são de três tipos:

1) Pelo corpo, o mesmo que ação correta.
2) Pelo o verbo, o mesmo que Palavra Correta.
3) Pela mente, o mesmo que Pensamento Correto.

Quais são as raízes das Ações Meritórias:

1) Renúncia
2) Desapego
3) Boa vontade
4) Benevolência
5) Generosidade
6) Moralidade
7) Meditação
8) Reverência, gratidão e respeito
9) Serviço não egoísta ao próximo
10) Transferência de mérito
11) Alegrar-se com o sucesso e o mérito de outros.
12) Ouvir o Dhamma (Doutrina)
13) Expor o Dhamma
14) Ter corretos pontos de vista e correta compreensão
15) Gratidão
16) Respeito.


As Ações Demeritórias são também de três tipos:


1) Pelo corpo: destruir seres vivos roubar e explorar, adultério, ingerir tóxicos e bebidas alcoólicas.
 
2) Pelo verbo: mentir e caluniar, levar e trazer conversas, palavras pesadas, duras e ofensivas, tagarelice e conversas frívolas.
 
3) Pela mente: cobiça-egoísmo, vaidade, má vontade, ódio e raiva, errôneos pontos de vista
As raízes das Ações Demeritórias são:
Cobiça, ódio, ilusão ou ignorância, egoísmo.    .

8) Pensamento Correto  
São todos os pensamentos baseados na renúncia e desapego, tais como:
Boa vontade, benevolência e amor.
Bondade e camaradagem.
Correta compreensão e corretos pontos de vista.

    
Todo pensamento que for motivado pela Cobiça, Ódio, ilusão e ignorância, egoísmo, vaidade, inveja etc. Serão necessariamente pensamentos incorretos.
     Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.
     Que todos os seres que estejam inseguros e com medo, possam se libertar de sua insegurança e do seu temor.
     Que todos os seres que estejam tristes e em lamento, passam se libertar de sua tristeza e da sua lamentação.
     Pela realização dessas afirmações que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente muito bem e muito felizes. 




__________________________________________________



 Link para o site da editora...




As dez figuras do boidadeiro

     As dez figuras do boidadeiro é uma conhecida representação Zen do treinamento da mente. Mostram o movimento da alma humana em direção à Consciência e Unidade. Em cada um dos passos, coloco uma reflexão. Você pode descobrir uma chave interna, um novo jeito de fazer esta travessia.

O UNIVERSO CONSTANTEMENTE ESTÁ EM TRANSFORMAÇÃO!
OUSE FLUIR COM ELE !
Procurando o touro
A inspiração para este primeiro passo, procurar o touro, é a sensação de que as coisas não são íntegras, de que alguma coisa está faltando. Este sentimento de perda produz dor. Você está procurando algo que faça a situação se endireitar. Você descobre que as tentativas do ego na direção de criar um ambiente ideal são insatisfatórias.
     Esta é a fase na qual acontecem as RESISTÊNCIAS e LUTAS INTERNAS. O caos (sensação interna de fragmentação e confusão) também é o local da emergência do novo. Aqui, neste ponto, aconselho você a ABANDONAR A LUTA e a VISLUMBRAR OS SEUS MEDOS. Seria de mudar? de fracassar? de perder o controle?
     Os medos são sempre muitos e refletem a natureza inconsciente da mente, pronta para revelar-se para você!
Descobrindo as pegadas
Ao compreender a origem desta dor, você descobre a possibilidade de transcende-la. Este é o reconhecimento das Quatro Nobres Verdades. Você vê que a dor resulta dos conflitos criados pelo ego, e descobre as pegadas do touro, que são suas pesadas marcas, e que tomam parte em todos os eventos os transformando em jogos. Você é inspirado por conclusões lógicas inabaláveis, não pela fé cega. Isto corresponde aos caminhos Shravakayana e Pratyekayana.
     As quatro nobres verdades são as bases da compreensão em direção à consciência e liberação. Saõ elas: 1. Todos os seres estão sujeitos ao sofrimento (velhice, doença, morte, insatisfação etc.); 2.  O sofrimento surge de causas (cobiça, raiva, ignorância etc.); 3. Ao eliminarmos as causas, o sofrimento é eliminado; 4. Praticando o nobre caminho óctuplo, o sofrimento e suas causas são eliminadas.
Praticar o aprendizado com todas as coisas que acontecem no caminho é encontrar um oásis no meio do caos apontado pelo movimento interior. Isto só será possível se a ACEITAÇÃO DE SI MESMO e o NÃO JULGAMENTO tomarem assento nas experiências da vida, junto a você.
Encontrando o touro
Você fica pasmo ao perceber o touro e então, porque já não há mais nenhum mistério, você se pergunta se ele está realmente ali; você percebe sua qualidade insubstancial. Você perde a noção de um critério subjetivo. Quando você começa a aceitar esta percepção da não-dualidade, você relaxa, porque não precisa mais defender a existência de seu ego. Você pode dar-se ao luxo de ser aberto e generoso. Você começa a ver outras formas de lidar com seus projetos e isso em si é alegria, o primeiro nível espiritual de conquista de um Bodisatva.
     Aqui a consciência do caminho ensinado pelo Buddha, que leva ao Despertar, passa a acionar a ação correta. São 3 ensinamentos e oito chaves (ou praticas) do caminho.
Os Três Treinamentos Superiores
O Nobre Caminho Óctuplo
I. Sabedoria 1. Visão Correta
2. Pensamento Correto
II. Ética (ou Moralidade) 3. Fala Correta
4. Ação Correta
5. Meio de Vida Correto
III. Meditação 6. Esforço Correto
7. Atenção Correta
8. Meditação Correta

     O nobre caminho é conhecido como o “caminho do meio” porque é baseado na moderação na harmonia, e na sabedoria.
Capturando o touro
Após ter o vislumbre do touro, você descobre que a generosidade e a disciplina não são suficientes parar lidar com suas projeções, você ainda tem que transcender completamente a agressão. Você tem que reconhecer a precisão dos meios hábeis e a simplicidade de ver as coisas como elas são, o que está ligado com a compaixão plenamente desenvolvida. O subjugar da agressão não pode ser feito num panorama dualista – é preciso um compromisso total com o caminho compassivo do Bodisatva, ou seja, um desenvolvimento mais amplo da paciência e do vigor.
     Tenha GRATIDÃO por tudo o que acontece na sua vida! A gratidão dissolve a fragmentação da mente e o leva a um estado de OBSERVADOR INTERNO. Este não está mais preso e não sofre mais.
Domando o touro
Uma vez capturado o touro, altinge-se sua doma através da atenção meditativa panorâmica e do lancinante chicote do conhecimento transcendental. O Bodisatva conquistou as ações transcendentes (paramitas) – e não se fixa a coisa alguma.
     A palavra paramita significa “ir até a outra margem”. Essas ações são como um bote que usamos para atravessar o rio do samsara. As paramitas são também chamadas ações transcendentes porque são baseadas em dar um passo além das noções convencionais de virtude e não-virtude. Elas nos treinam para irmos completamente além das limitações da visão dualista e para desenvolvermos uma mente flexível (Pema Chodron)
     Entre em contato com o que há de FLEXIVEL e BEM HUMORADO dentro de você. Deixe que estas qualidades o ajudem a atravessar o rio!
Montando no touro e indo para casa
Já não há mais nenhuma busca. O touro (a mente) finalmente obedece ao mestre e se torna energia criativa. Este é o rompimento final ao estado da iluminação – o samadhi vajra do Décimo Primeiro Bhumi. Com o desdobrar da experiência de Mahamudra, a luminosidade e cor da mandala transformam-se na música que guia o touro para casa.
PERMITA QUE O QUE HÁ DE NOVO E CRIATIVO EMERJA!
Transcendido o touro
Mesmo aquela alegria e cor torna-se irrelevante. A mandala de símbolos e energias do Mahamudra se dissolve no Maha Ati através da total ausência da idéia de experiência. Não há mais touro. A louca sabedoria torna-se cada vez mais evidente e você abandona completamente a ambição de manipular.
RELAXE E DEIXE A CRIAÇÃO TE LEVAR PARA ALEM DE VOCÊ, PARA A UNIDADE!
Transcendidos touro e eu
Esta é a ausência tanto do esforço quanto do não-esforço. É a imagem desnuda do princípio primordial do Buda. Esta entrada no Dharmakaya é a perfeição do não-vigiar – não há mais critérios, e a compreensão de Maha Ati como um estágio definitivo é completamente transcendida.
USUFRUA DA PAZ DE ESTAR LIBERTO: DA LIBERDADE DE SI MESMO!
Alcançando a fonte
Já que este espaço e abertura e a total ausência de medo estão presentes, a brincadeira espontânea das sabedorias é um processo natural. A fonte da energia que não precisa ser buscada se manifesta; é como se você fosse rico em si e não como se fosse enriquecido por algum fator. Porque há tanto calor básico quanto espaço básico, a atividade de compaixão do Buda está viva e assim toda comunicação é criativa. É uma fonte no sentido de ser o tesouro inexaurível da atividade do Buda. Este é, portanto, o Sambhogakaya.
ENTRE, DEFINITIVAMENTE, NA BRINCADEIRA CÓSMICA
Em meio ao mundo
O Nirmanakaya é o estado completamente desperto de estar em meio ao mundo. Sua ação é como a lua refletindo em centenas de tigelas de água. A lua não mantém o desejo de refletir, mas esta é sua natureza. Trata-se de lidar com a terra e a derradeira simplicidade, trancendendo o seguir o exemplo de alguém. É o estado de “completo fiasco” ou “cachorro velho”. Você destrói o que quer precise ser destruído, subjuga o que quer que precise ser subjugado, e você se importa com o que quer que precise que você se importe.
E A CONSCIÊNCIA DO UNIVERSO SE REVELARÁ A VOCÊ, SER DE LUZ!


Um homem que era um ateu...


    Há uma estória indiana de um homem que era um ateu e agnóstico, um raríssimo tipo de postura na Índia. Ele era uma pessoa que desejava livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da direta experiência da Verdade. Ele atraiu discípulos que costumavam se reunir a seu redor toda semana, quando ele falava a todos sobre seus princípios. Após algum tempo eles começaram a se juntar antes do mestre aparecer, porque eles gostavam de estar em grupo e cantar juntos.
    Eventualmente foi construída uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o mestre agnóstico. Após sua morte, tornou-se uma prática entre seus seguidores fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em uma mesa especial a imagem do mestre era mostrada em uma moldura de ouro, e as pessoas deixavam flores e incenso lá, em respeito ao mestre.
    Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem, que em vida não praticava nada disso, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava freqüentemente a pessoa a se iludir no caminho da Verdade.

    "Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
    Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
    Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
    Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
    Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
    Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
    Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
    Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
    Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida."
*
Gautama Buddha - Kalama Sutra

    Quando curiosamente te perguntarem, buscando saber o que é Aquilo,
    Não deves afirmar ou negar nada.
    Pois o que quer que seja afirmado não é a verdade,
    E o que quer que seja negado não é verdadeiro.
    Como alguém poderá dizer com certeza o que Aquilo possa ser
    Enquanto por si mesmo não tiver compreendido plenamente o que É?
    E, após tê-lo compreendido, que palavra deve ser enviada de uma Região
    Onde a carruagem da palavra não encontra uma trilha por onde possa seguir?
    Portanto, aos seus questionamentos oferece-lhes apenas o silêncio,
    Silêncio - e um dedo apontando o Caminho.

    Verso Zen

    Antes de entendermos o Zen, as montanhas são montanhas e os rios são rios;
    Ao nos esforçarmos para entender o Zen, as montanhas deixam de ser montanhas e os rios deixam de ser rios;
    Quando finalmente entendemos o Zen, as montanhas voltam a ser montanhas e os rios voltam a ser rios.




Mapa!

Locations of visitors to this page