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sábado, 29 de agosto de 2009

POSSUIR-TE



POSSUIR-TE
De: Henrique Musashi Ribeiro – Em, 29 de agosto de 2006.

Possuir o teu corpo faustoso
É mais que a plenitude do simples ter
É mais que coito sentir o teu espírito
É mais que o artifício do doce dos doces
– o teu doce natural
Este tal saboreia sequioso
sobre tuas pétalas cheirosas e naturais
É mais que satisfação do inundar,
tua rosa flor a jorradas de um pouco de mim

Está em ti
é doar a mim mesmo com alma e tudo
pra ver brotar em teu sorriso
- o meu maior galardão
o êxtase de todos os dias
ao apenas supor em doces onomatopéias
as tuas lacônicas declarações de amor
nas entrelinhas de tua vida entrelaçada a minha
naquele instante

Tomá-la em meus braços,
montar-te como fêmea
e fazer-te bramir como o vento e tempestade
em teu gozo, é meu doce momento
Beber em tua flor o teu néctar natural
chega a ser signo e significância de amor
Mas não é tão lindo quanto o ‘além disso’,
o momento de teu repousar
sobre o meu braço protetor
ou sobre o meu peito amigo.

Tomar um simples sorvete em tua companhia
é tão gostoso quanto tomá-lo
em tua taça tremula e pulsante
teu comunicar plangente e desconexo, quando nua,
não são mais belos
que a tua companhia vestida de todo teu carinho leal

E os teus lamentos e queixumes de delícia
não são mais belos
que a tua coragem e confiança
quando seguras as minhas mãos ansiosas
por ter-te em tosco viver,
qual coloco-me diante de efêmeras promessas
Doando minha vida pela tua
ao oferecer-me por completo
Em uma afirmação séria, serena
ao dizer-te simplesmente
que quero estar contigo!

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quintino Cunha Defende um Bêbado

     Quintino Cunha (1875-1943), poeta e advogado, foi uma figura folclórica no Ceará. Certa feita foi contratado para defender um bêbado acusado de assassinar um cidadão rico que sempre o insultava na rua.

            Na audiência, Quintino dirigiu-se ao Juiz da seguinte forma:
            - Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito. Meritíssimo Senhor Doutor Juiz...
            A estas alturas, o juiz, já impaciente, interrompe:
            - Um momento, doutor! O senhor vai fazer a sua sustentação oral ou não?
            E então o advogado responde:
            - Pois então, excelência... eu lhe chamei quatro vezes de um título que honrosamente lhe pertence e o senhor me interrompeu, visivelmente irritado... Imagine se eu passasse por meses, todos os dias em sua frente e lhe chamasse com os piores insultos... o senhor não me daria um tiro? 
 
(Fonte: Ceará Moleque)



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Quintino Cunha e o Açougueiro.

      Outra vez, um açougueiro visitou Quintino Cunha em seu escritório:
      -"Se um cachorro solto na rua entra num açougue e rouba um pedaço de carne, o dono da loja tem direito a reclamar o pagamento do dono do cachorro?"
      -"Sim, é claro" -- responde o advogado.
      -"Então você me deve 8 mil réis. Seu cachorro estava solto e roubou um filé da minha loja"
      -"Pois não. Mas o senhor me deve vinte e dois mil réis, porque a consulta custa trinta"
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(Fonte: Sandro Roberto Veloso de Araújo)




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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Charuto - a história!


     Charuto é uma forma de preparação do tabaco para fumar. Pode ser feito à mão ou à máquina, geralmente fechado em uma das extremidades, que após a remoção de parte da cabeça (parte fechada do charuto) é aceso na outra extremidade e fumado a partir da abertura feita pelo corte. O seu nome provavelmente deriva da palavra maia sik'ar.


     Atualmente, os charutos são produzidos em vários países, que inclui países americanos (Cuba e Brasil), europeus (Itália, Suíça e Alemanha), entre muitos outros.
     Mas o país que possui o título de melhor produtor de charutos do mundo, e o retém há décadas, é Cuba. Isto acontece por diversos fatores, entre eles: as condições climáticas, horas de iluminação solar, temperatura, umidade, condições do solo, enfim, características únicas de Pinar del Río, única região de Cuba que produz os charutos chamados de "havanos" (qualquer charuto produzido fora dessa região não recebe essa qualificação).


A História dos charutos: Origem incerta





    Infelizmente, talvez nunca se saberá a origem exata dos charutos. Não se sabe quem o inventou, sua forma original, e muito menos quem foi o primeiro fumante de charutos da história. Mas pode se ter certeza que o cultivo da Nicotiana tabacum teve início no continente americano (provavelmente na província de Iucatã) pelos maias provenientes da América Central.

    Uma relíquia datada do século X, descoberta em Uaxactun, no território da Guatemala, mostra um maia fumando folhas de fumo juntas por um fio de barbante, amarradas na forma de um rolo. O único problema com essa evidência histórica sobre a invenção dos charutos, é que a civilização maia já tinha surgido há mais de dois milênios, portanto, não é possível determinar com precisão quando se fumou dessa forma pela primeira vez.

    Nativos de outras áreas também fumavam tabaco por diversos motivos. Os norte americanos nativos, fumavam cachimbos como parte de suas celebrações espirituais; habitantes antigos da América do Sul fumavam folhas de fumo moído envolto em folhas de vegetais; e é conhecido o fato de que os astecas fumavam um caniço oco com tabaco em seu interior.
    Raras são as evidências realmente precisas sobre os charutos e outras formas de consumir tabaco, mas pode-se dizer que o tabaco vem sido utilizado para fumar há milênios, e o charuto como é conhecido hoje se originou disso.


Sik'ar e Tabaco



    A palavra charuto deriva provavelmente da palavra maia sik'ar, expressão que originou a palavra espanhola e portuguesa "cigarro". Uma outra possibilidade é a palavra jig ou ciq, que é utilizada para se referir ao charuto presente na crônica maia guatemalteca que trata sobre cultura e história dessa civilização, o Popol Vuh. Este texto foi traduzido pelo padre Francisco Jimenez no século XVIII para o espanhol.

    O verdadeiro significado da palavra "tabaco" permanece desconhecido até hoje. Empregada pelos índios tainos, não se sabe se ela se referia à folha, ao meio de liberar a fumaça ou à própria fumaça. Existem muitas teorias sobre o real significado, mas não existe uma resposta definitiva.


Colombo e sua chegada a América


    O fumo e suas diversas formas só começaram a se difundir após a chegada de Cristóvão Colombo na América, no ano de 1492. Tentando encontrar um novo caminho para chegar até a Índia, aonde o comércio de especiarias gerava grandes fortunas, ele acabou por desembarcar no dia 28 de Outubro em Cuba pensando estar na China. Dois homens de sua tripulação - Rodrigo de Jerez e Luis de Torres - foram enviados para explorar a região no mês de Novembro, e retornando, fizeram relatos sobre os índios tainos que: "...tinham tochas nas mãos e ervas das quais inalavam fumaça, ervas secas dentro de uma folha, igualmente seca... acesas na ponta, eram chupadas ou aspiradas, o que lhes intorpece a pele e é quase intoxicante, e dizem que dessa forma jamais sentem fadiga". É provável que um desses homens tenha sido o primeiro europeu a fumar um desses charutos rudimentares.
    Décadas mais tarde, Gonzalo Fernandez escreveu em A História Natural das Índias Ocidentais, publicado no ano de 1535, o seguinte relato: "Os habitantes locais utilizavam tubos ocos de madeira em forma de Y pondo as pontas bifurcadas dentro do nariz e no tubo ervas ardentes", demonstrando que o tabaco era consumido pelos mais diversos motivos. Mas o verdadeiro ancestral do charuto era feito de folhas de fumo envoltas em uma folha de outro tipo, tais como bananeira, milho ou palmeira.


A chegada do fumo ao Velho Mundo

   
Assim como a maior parte da história da invenção do charuto é desconhecida, o seu introdutor no Velho Mundo também é. Cristóvão Colombo não estava interessado pelo fumo, pois sua viagem tinha como objetivo encontrar uma nova rota para chegar até a Índia. Existem vários candidatos ao cargo: o monge Ramon Pane, os navegadores portugueses Fernão de Magalhães e Pedro Álvares Cabral, o conquistador espanhol Hernán Cortés, Francisco Hernandez Gonçalo, Hernandez de Toledo, e até mesmo Américo Vespúcio (o florentino que deu nome a América).
    Embora a origem do introdutor seja obscura, pode-se afirmar que com o domínio europeu sobre o Novo Mundo, os marinheiros, exploradores logo começaram a fumar, e após estes, os colonos e conquistadores. Quando os conquistadores retornaram para a sua terra natal, introduziram o hábito na Espanha e Portugal por volta do século XVI.
    Daí, provavelmente o fumo foi levado até a França pelo embaixador francês em Portugal, Jean Nicot,(figura acima) que deu nome à planta (Nicotiana tabacum) e à nicotina. Embora haja a versão do padre André Thievet, que teria feito isto no ano 1556, segundo seus defensores. O fumo também foi levado para a Itália e Grã-Bretanha, sendo que neste último país o introdutor foi um dos homens de Sir Walter Raleigh, Thomas Hariot, após uma expedição (embora Raleigh tenha contribuído muito na popularização do hábito na Grã-Bretanha).
    No início, o tabaco foi utilizado com outros propósitos, inclusive medicinais: Catarina de Médicis, rainha da França de março de 1547 até julho de 1559, foi apresentada à planta por Nicot, e a tomava em pó para combater enxaquecas, enquanto outros a tomavam para remediar infecções de pele. Quando Catarina começou a utilizar a planta, esta se tornou sinal de riqueza e ficou conhecida por um certo período de tempo como "erva da rainha", e depois como "erva do embaixador", após Nicot ter começado a cultivá-la.



O Cultivo em larga escala

    No início do século XVI, o tabaco era conhecido em todo o continente europeu e cultivado por colonos na América. A esse ponto, o fumo já tinha adquirido valor comercial e passou a ser negociado com as metrópoles. Mas a produção em larga escala começou no ano de 1531 em Santo Domingo, Cuba, e em 1600 no Brasil. Na Europa o cultivo começou em 1558 em Portugal, 1559 na Espanha, 1565 na Inglaterra e 1620 na França.
    A partir do ano de 1676, a Espanha passou a produzir os primeiros charutos usando fumo cubano em Sevilha, sendo instaladas em 1731 as principais fábricas (após o monopólio estatal ser anunciado em 1717). Finalmente os charutos ganharam fama e outras formas de utilização do tabaco passaram a ser menos utilizadas.
    Mas o hábito só chegou até a América do Norte depois que o coronel Israel Putnam retornou de Cuba, aonde era um oficial do exército inglês e participou no cerco à Havana. Antes de participar nas guerras contra os franceses e índios, Putnam era lavrador, e quando retornou para sua casa em Connecticut, EUA, com charutos e tabaco cubanos, fábricas foram abertas rapidamente na região de Hatford.


FRASES SOBRE CHARUTO


    * Se nos esquecermos de uma deixa, tudo o que há a fazer é enfiar um charuto na boca e puxar umas fumaças até que nos lembremos do que nos tínhamos esquecido. (Groucho Marx, humorista americano) 

    * Aquele que não fuma... ou nunca conheceu grandes mágoas ou recusa a si próprio o mais doce consolo, comparável ao que provém dos céus. ( E.G. Bulwer-Lytton) 

    * O fumo é um ótimo companheiro para a solidão do soldado. (Ernesto Che Guevara) 

    * Fumar é humano, fumar charutos é divino. (Anônimo) 

    * O tabaco é a planta que transforma pensamentos em sonhos. (Victor Hugo, escritor francês) 

    * Meu caro, fumar é um dos maiores e mais baratos prazeres da vida, e se à partida decidires não fumar, só poderei lamentar-te. (Sigmund Freud, psiquiatra tcheco) 

    * Meu pai era um fumador de charutos e apreciava realmente um bom charuto... Costumava fumar charutos cubanos e beber vinho espanhol. E ensinou-me ambas as coisas. (Fidel Castro) 

    * Aos 30, calibre 30; aos 50, calibre 50. (Provérbio Cubano) 

    * Não me peçam para descrever os encantos do devaneio ou êxtase contemplativo em que o fumo de um charuto nos mergulha. (Jules Sandeau, escritor francês)

    * Tenho noventa e cinco anos de idade e há noventa não dispenso um puro charuto cubano. (Compay Segundo, músico cubano)


 
  * Como disse Chico Buarque, dinheiro é bom para comprar uísque, charuto e pagar o aluguel. (Tom Jobim, compositor brasileiro)

    * Bebo muito. Quase não durmo e fumo um charuto atrás do outro. É por isto que estou duzentos por cento em boas condições físicas e mentais. (Winston Churchill, político inglês)


    * O charuto é quase uma extensão do meu rosto. Este é um dos meus vícios, é vício confessável, exibido. Um bom charuto é um prazer cotidiano, mágica fumaça consoladora. (Câmara Cascudo, folclorista brasileiro)

  

    * "A fumaço do charuto é apenas o gás carburante da aeronave de meus pensamentos profundos, nos meus momentos de criação. Sou um pacifista, mas ninguém, no sossego do meu lar, ouse me mandar apagar meu charuto, por razões pseudomorais, pois, por mais que eu não o faça, ficarei tentado em apagá-lo na bunda do moralista em questão." (Henrique Musashi – escritor)






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