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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SOU NORDESTINO!


"SOU NORDESTINO" poema/letra (embolada) de:
Henrique Musashi Ribeiro - Em, 03/12/1996.


Sou nordestino,
mas moro aqui desde menino
cresci vendo meu pai,
de mãos calejadas, me sustentando na base enxada
deu quase tudo que eu queria,
que não era muito, 
e se não pode eu entedia,
pois bem sei como sofria esse valente sonhador


Sim, ele sonhava,
mas não era com um grande apartamento
nem com uma sela nova pro jumento
Ele só queria me dá escola, 
que eu tivesse algum conhecimento
pra que eu não passasse pelo mesmo sofrimento
Que é a lida de quem a terra cultiva
Dando o suor, 
o sangue 
o tempo e a vida.
Porque a recompensa é a ferida magoada
A roupa rasgada e ensopada,
mas é do suor de um herói trabalhador.


E como tens coragem de vir colocar defeito?
Pois isso aqui tem que ser feito!
Fazer da terra o pão brotar
Ser nordestino não foi escolha foi destino
Temos a mistura do sangue de tanta raça boa
e se estou em terra estranha não é a toa
Se estive ou estou aqui é pra melhorar


Dizem que temos sangue de índio preguiçoso, 
De índio só temos o corajoso
Que pega a onça pelos bigodes,
enquanto ela tenta o abocanhar
Na cidade grande não é muito diferente
na selva de pedra ainda morre mais gente,
pois quem mata não é a onça com fome
ai quem mata é ganância do bicho homem.
E ainda tu vens criticando a gente!?
Agora me responda existe povo mais valente?
E se disser que tem está mentindo... 
É de ti mesmo, cabra besta, estarás rindo
Somos brancos, negros, índios ou caboclos
Sim somos de tudo um pouco
Vida na cidade é vida de louco
Fazemos de tudo pôr tão pouco
E vem tu e chama de “paraíba”, 
“cabeça chata”, “baiano”
“mané” e “joão-ninguém”
Sei que a gente nada tem...
E me joga na cara 
Que “Sampa é terra de gente ativa”
Que “Sampa é igual locomotiva”,
Mas te digo:
- Desta máquina...
O NORDESTINO É O MAQUINISTA 
E O CONDUTOR.

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         Assim como cultivo as boas raízes de meus antepassados, guardo com carinho a minhas raízes naturais, mas sem frescura, bairrismo e a xenofobia de rejeitar o que é diferente daquilo do que estou acostumado a conviver, pois, do contrário não seria diferente daqueles que discriminam nossos conterrâneos quando chegam aos grandes centros urbanos (principalmente) do Sul e do Sudeste, ou aqueles que descriminam a nós, brasileiros, quando chegamos no estrangeiro. Sim, os mesmos que alguns de nós, às vezes, querem lamber os pés quando estes chegam por aqui.





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