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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A "SANTA INQUISIÇÃO" E OS INSTRUMENTOS DE TORTURA.


  A Inquisição, ou Santa Inquisição foi uma espécie de tribunal religioso criado na Idade Média para condenar todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.
  Fundado pelo Papa Gregório IX, o Tribunal do Santo Ofício da Inquisição mandou para a fogueira milhares de pessoas que eram consideradas hereges (praticante de heresias; doutrinas ou práticas contrárias ao que é definido pela Igreja Católica) por praticarem atos considerados bruxaria, heresia ou simplesmente por serem praticantes de outra religião que não o catolicismo.

  A verdade é que embora o apogeu da Inquisição tenha se dado no século XVIII, as perseguições aos hereges pelos católicos, têm registros bem mais antigos. No século XII os “albigenses” foram massacrados a mando do Papa Inocêncio III que liderou uma cruzada contra aqueles que eram considerados os “hereges do sul da França” por pregarem a volta da Igreja às suas origens e a rejeição a opulência da Igreja da época.

  Em 1252, a situação que já era ruim, piora. O Papa Inocêncio IV publica um documento, o “Ad Exstirpanda”, onde autoriza o uso da tortura como forma de conseguir a conversão. O documento é renovado pelos papas seguintes reforçando o poder da Igreja e a perseguição.

  A Inquisição tomou tamanha força que mesmo os soberanos e os nobres temiam a perseguição pelo Tribunal e, por isso, eram obrigados a ser condizentes. Até porque, naquela época, o poder da Igreja estava intimamente ligado ao do estado.

  Mais terrível que qualquer episódio da história humana até então, a Inquisição enterrou a Europa sob um milênio de trevas deixando um saldo de incontáveis vítimas de torturas e perseguições que eram condenadas pelos chamados “autos de fé” – ocasião em que é lida a sentença em praça pública.

  Galileu Galilei foi um exemplo bastante famoso da insanidade cristã na Idade Média: ele foi perseguido por afirmar através de suas teorias que a terra girava em torno do sol e não o contrário. Mas, para ele o episódio não teve mais implicações. Já outros como Giordano Bruno, o pai da filosofia moderna, e Joana D’Arc, que afirmava ser uma enviada de Deus para libertar a França e utilizava roupas masculinas, foram mortos pelo Tribunal do Santo Ofício.

  Uma lista de livros proibidos foi publicada, o ”Index Librorum Prohibitorum” através da qual diversos livros foram queimados ou proibidos pela Igreja.

  O Tribunal era bastante rigoroso quanto à condenação. O réu não tinha direito à saber o porquê e nem por quem havia sido condenado, não tinha direito a defesa e bastavam apenas duas testemunhas como prova.

  O pior período da Inquisição foi durante a chamada Inquisição Espanhola (Século XV ao Século XIX). De caráter político, alguns historiadores afirmam que a Inquisição Espanhola foi uma forma que Fernando de Aragão encontrou de perseguir seus opositores, conseguir o poder total sobre os reinos de Castela e Aragão (Espanha) e ainda expulsar os judeus e muçulmanos.

A maior demonstração de "psicopatia grave", na idade média, sob os rótulos de fé e devoção apostólica. 

Qual a medida da maldade humana?

Limpeza da Alma – Tortura pela água

 Nos países católicos na idade média, existia a crença que a alma dos hereges e das bruxas estava corrompida e possuída pelo diabo. Optava-se então pela limpeza da alma antes do castigo (que seria a morte).
 A vítima seria amarrada a um banco ou mesa, e um funil ou algo semelhante seria introduzido na sua boca sendo então obrigada a ingerir vários líquidos a ferver: água a escaldar, fachos escaldantes, até mesmo sabão.
 A tortura pela água, era a consequência que um suspeito sofria caso não confessasse num interrogatório. Ele seria obrigado a ingerir grandes quantidades de água até o seu estômago atingir enormes proporções, causando grande agonia, até confessar, ou então eventualmente até a água atingir os pulmões acabando por o afogar.

Cozimento

 Esta horrível forma de execução era levada a cabo com a ajuda de um enorme caldeirão que poderia estar cheio de água, azeite ou mesmo sebo.
 A vítima seria então introduzida no caldeirão que seria depois aquecido com a ajuda de uma enorme fogueira.
 Um método alternativo seria a utilização de um recipiente mais raso e menos profundo que o caldeirão. Estando a vítima parcialmente imersa, esta seria literalmente frita em lume brando até à morte.


Fogueira

 A execução na fogueira tem uma longa história como forma de punir a traição ao rei, heresia e casos de bruxaria principalmente nos tempos da Inquisição. Na idade média era comum serem executados na fogueira vários condenados simultaneamente. Atualmente ainda se registra a prática deste método de execução em países como a Índia e o Quênia bem como no continente africano.

 No caso de a fogueira ser suficientemente grande, a causa da morte ao contrário do que se possa pensar, não é o fogo em si mas sim a inspiração do monóxido de carbono que é venenoso para o ser humano. Nesta situação a vítima já estaria inconsciente quando as chamas atingissem o corpo.

 Porém no caso de ser uma fogueira pequena, a vítima manter-se-ia consciente e em grande agonia durante vários minutos enquanto era progressivamente queimada, até que por fim morreria devido à perda de sangue ou a ataque cardíaco.

 Tipicamente a vítima era amarrada a um poste de madeira e à sua volta eram colocadas tábuas e troncos os quais serviam de combustível para a fogueira, por vezes e para tornar menos dolorosa a execução a vítima tinha em certas partes do corpo fachos de madeira de modo a “antecipar” a morte.

 Nalgumas execuções nos países nórdicos as vítimas eram amarradas juntamente com pequenas porções de pólvora o que tornava a queimada uma autêntica sessão pirotécnica. A pólvora se estivesse localizada perto da cabeça serviria no entanto para “humanizar” a execução uma vez que a vítima morreria rapidamente devido à explosão quando o fogo a atingisse.

A Roda

 Neste mecanismo a vítima era firmemente amarrada à roda pelas mãos e pés. O carrasco em seguida utilizava uma barra, normalmente de ferro, ou um enorme martelo para lenta e metodicamente esmagar os ossos dos braços e pernas do condenado. Ele tinha o especial cuidado de não desferir golpes mortais.

 A perícia do executor era avaliada da seguinte forma: se os golpes quebrassem os ossos e não rasgassem a pele ele seria aplaudido pela multidão. A ideia era que não existissem fracturas expostas nem sangue.

 Quando os ossos da vítima estivessem todos quebrados, os seus membros seriam literalmente enrolados nas extremidades da roda, um pouco como um pretzel. A roda seria então elevada horizontalmente e colocada numa estaca onde a vítima agonizante, esperaria uma morte lenta.

A Cegonha ou a Filha do Varredor

 Este instrumento não se destinava a causar dor diretamente embora esta fosse uma consequência própria da sua aplicação. A cegonha consistia numa espécie de algema que unia as mãos e os pés do torturado, impedindo-o assim de fazer qualquer tipo de movimento.

 Ainda que pareça um meio de imobilização e não de tortura, a cegonha provoca após alguns minutos, fortes dores nos músculos e câimbras que com o passar do tempo se transformam numa dor contínua e atroz. Nesta situação a vítima, pode ser maltratada e torturada ao bel prazer dos inquisidores.

Mesa de Esvisceramento

 Este terrível suplício era feito numa mesa sobre a qual havia uma roldana e um sistema de cordas e pequenos ganchos. O carrasco abria o ventre da vítima, que se encontrava amarrada sobre a tábua de maneira a não poder debater-se, em seguida introduzia os ganchos na abertura prendendo-os firmemente às entranhas do condenado.

 Ao manipular a roldana, as entranhas da vítima eram lentamente puxadas para fora, com ela ainda viva. Esta agonia podia prolongar-se por horas e até dias. Quanto mais tempo demorasse a morte, ou seja, quanto mais o condenado sofresse, maior seria considerada a perícia do verdugo.

O Esmaga cabeças

 Este instrumento tipicamente medieval consistia num capacete e numa barra onde se apoiava o queixo da vítima. Seguidamente utilizava-se um parafuso que ia apertando o capacete comprimindo assim a cabeça na vertical.

 O resultado era terrífico: os alvéolos dentários eram destruídos, depois as mandíbulas e caso a tortura não cessasse, os olhos saltavam das órbitas e o cérebro sairia pelo crânio despedaçado.

Esmagador de seios

 Nos tempos da Inquisição, as mulheres acusadas de bruxaria sofriam por vezes a chamada tortura dos seios. Esta tortura consistia em pressionar os peitos das suspeitas, utilizando-se para o efeito duas tábuas que frequentemente estavam cobertas de espetos, provocando grande agonia na vítima.

O despedaçador de Seios

 Este cruel instrumento de tortura era frequentemente utilizado em mulheres acusadas de heresia ou adultério. 

   Como o seu nome indica, ele era usado para rasgar lentamente os seios das vítimas até ficarem irreconhecíveis.

  Por vezes os quatro ganchos eram usados em brasa para aumentar a dor inflingida.

O Strappado

 O Strappado também conhecido como pêndulo era uma das formas mais fáceis e logo mais usadas de tortura na Idade Média. Tudo o que era necessário era uma corda e uma viga robusta.

 Os pulsos da vítima eram amarrados atrás das costas e a corda passada por cima da viga. Ela era então repetidamente içada e largada causando grande dor, processo este que terminaria na deslocação dos ombros.

 Acredita-se que Maquiavel foi sujeito a este tipo de tortura aquando da sua prisão em 1513.


Empalamento
 Este é sem dúvida uns dos mais revoltantes castigos jamais idealizados pelo homem. Consistia em espetar uma estaca afiada no corpo da vítima. A penetração podia ser pelos lados, pelo reto, ou até pela boca. A estaca normalmente seria plantada no chão, deixando a vítima em agonia suspensa à espera da morte.

 Em algumas formas de empalamento, a estaca seria inserida a fim de evitar morte imediata, e seria inserida de forma a prevenir a perda de sangue, estendendo a agonia da vítima durante longas horas quando não dias. Um meio de alcançar esta morte gradual seria inserir a estaca pelo ânus no corpo da vítima deixando-a perfurar lentamente e procurando evitar o coração prolongando assim o sofrimento.

 Este tipo de tortura foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro, sobretudo na Arábia e Europa. Os assírios da antiguidade, conhecidos por inventarem diversos métodos de tortura dos mais cruéis, séculos antes de Cristo, empalavam os inimigos derrotados em guerras e civis que cometiam certos crimes. Diz a lenda que Assurbanípal, monarca assírio das antiguidades, gostava de assistir a sessões de empalamento enquanto fazia as refeições.

As botas

 As botas eram um instrumento de tortura e interrogatório concebido para esmagar os pés e as pernas. Assumiram muitas formas em vários lugares ao longo dos tempos. Variedades comuns incluem a bota espanhola e a bota malaia. As vítimas quando não eram executadas em seguida ficavam com sequelas para toda a vida.

 Consistiam em cunhas que assentavam as pernas dos tornozelos aos joelhos. O torturador usava um pesado martelo para bater as cunhas, apertando-as cada vez mais. Em cada pancada, o inquisidor repetia a pergunta. As cunhas dilaceravam a carne e esmagavam os osso, às vezes tão completamente que era impossível para a vítima voltar a andar, ficando com as pernas completamente desfeitas.

 Uma variante desta forma de tortura é a chamada “Bota espanhola”, então usada na Inquisição naquele país. Era um invólucro de ferro para as perna e pés. Um parafuso ou manivela seria usado para o comprimir cada vez mais.

 A bota espanhola era ainda frequentemente aquecida antes ou durante a sua aplicação, aumentando consideravelmente o sofrimento imposto à vítima.

O Banco da Tortura

 Nenhuma câmara de tortura estaria completa sem este instrumento. Conhecido por vários nomes: os romanos chamavam “equuleus” (cavalo jovem); os franceses de “Banc de Tortura”, os espanhóis “escalera” (escada), Alemanha tratava-o como “Folter” (armação) ou “Liesel de Schlimme” (Eliza temeroso), os italianos nomearam-no “La Veglia” e o apelido britânico era “o Duque de Filha do Exeter”. Qualquer que fosse o nome, era um artifício temível que quebrou incontáveis prisioneiros.

 A ideia básica da prateleira pode ter tido origem na lenda grega do gigante bandido Procrustes . Segundo a lenda ele tinha uma cama de ferro do tamanho exato de cada convidado. Depois de atrair os incautos viajantes, ele os deitaria na cama e esticava-os até que coubessem.

 Isto era um meio popular muito simples de conseguir uma confissão. A vítima era amarrada através de uma tábua pelos seus tornozelos e pulsos. Os cilindros nos topos da tábua seriam então rodados puxando o corpo em direções opostas o que resultava em graves, e muitas vezes irreversíveis lesões nas rótulas e ossos.

A Forquilha dos Hereges

 Este instrumento era composto de dois pequenos garfos , um oposto ao outro e as pontas tocando na carne, uma sob o queixo e a outra sobre o peito.

 Um colarinho pequeno apoiava o instrumento prevenindo assim qualquer movimento da vítima. Os garfos estavam colocados de forma a não penetrar em pontos vitais, prolongando assim o sofrimento da vítima antes da morte.

 Obviamente, as mãos da vítima estariam amarradas atrás das costas, impedindo assim qualquer tentativa de resistência.

 Bastante usado nos tempos da Inquisição para incitar a confissão real ou imaginária de heresias, a forquilha sempre inspirou medo entre as suas vítimas.

A máscara da Infâmia

 A máscara de infâmia proporciona simultaneamente dois diferentes tormentos: um espiritual e um físico. 
 As vítimas eram ao mesmo tempo vítimas de humilhação pública e fisicamente torturadas.

 As máscaras por vezes tinham artifícios interiores, tal como uma bola, ou lâmina que era forçada no nariz ou na boca da vítima, impedindo-a assim de gritar ou chorar. Se a vítima tentasse gritar os protestar a sua língua seria dilacerada pelas lâminas e espetos da máscara.

 A máscara com orelhas longas representava uma pessoa ridícula, enquanto o com uma máscara com focinho de porco simbolizava o animal que considerava bastante sujo.

A pata do Gato

 Este instrumento muito parecido com uma pata de gato de garras afiadas e muito longas foi brutalmente utilizado para rasgar a carne da vítima em farrapos.

 Por causa da dimensão das garras, músculos e ossos não eram obstáculo nesta bárbara tortura. A pata do gato era naturalmente usada com as vítimas amarradas nas mãos e nos pés.

A Cadeira Inquisicional

 Todas tinham uma característica em comum: eram cobertas de espetos afiados no assento, nas costas, nos braços, nas pernas e nos pés. Era um instrumento básico no arsenal dos inquisidores.

 É fácil de compreender o efeito das pontas perfurando o corpo da vítima, sendo que esta estava imobilizada por um sistema de barra de parafuso que a impedia de se mexer fazendo com que os espetos penetrassem mais profundamente.

 O assento frequentemente feito de ferro podia ser aquecido. Estas inovações foram usadas na Alemanha até ao século XIX, em Itália e em Espanha até o fim do século XVIII, em França e noutros países europeus centrais, de acordo com certas fontes até ao fim do século XIX também.

 A força deste instrumento reside principalmente no terror psicológico que causa e a ameaça que a tortura piorará crescentemente, adota um modelo onde a dor começa “fácil” e então piora progressivamente. A ideia é que o Inquisidor pode interrompê-lo a qualquer momento, mediante a avaliação visual dos ferimentos infligidos.

A Pêra

 O seu nome provém da sua forma. Este instrumento tem um mecanismo de parafuso que progressivamente se vai expandido até à abertura máxima dos dois ou três elementos de que é feito.

 A pera era então forçada na boca ou recto das vítimas masculinas e na vagina das vítimas femininas. A pera rectal, vaginal ou oral foi infligida nas pessoas suspeitas de sodomia, em mulheres suspeitas de adultério e nas pessoas suspeitas de incesto ou “união sexual com Satã”, ela também foi infligida em pregadores heréticos ou blasfemos.

 Esta tortura tem implícita em si a ideia de infligir o castigo que era oposto ao tipo de crime que a pessoa tinha cometido.
 Os usos diferentes da pera oral, anal ou vaginal normalmente eram determinados pelo suposto crime. Um acusado de praticar atos homossexuais seria torturado analmente. Uma bruxa ou um blasfemo receberia a pera oral.

 De acordo com o livro “Torture Instruments: From the Middle Ages to the Industrial Era” a pera tinha os seguintes efeitos:

 São forçados na boca, recto ou vagina da vítima e aí aberta por força do parafuso até à abertura máxima dos segmentos. O interior da cavidade em questão é irremediavelmente mutilado, quase sempre fatalmente. Os dentes pontiagudos no final dos segmentos servem para melhor rasgar a garganta, os intestinos ou o útero.

O Garrote

 Este mecanismo foi melhorado na Espanha onde se tornou um instrumento oficial de pena de morte e permaneceu em uso até 1975, quando a última pessoa executada foi um jovem estudante que veio mais tarde a ser declarado inocente.

 Este instrumento tem origens muito antigas. Originalmente foi feito com um enorme barrote enterrado no chão e uma corda amarrada que servia para virar o pescoço da vítima.
 Este tipo de tortura foi usado no mundo inteiro. A versão espanhola foi aperfeiçoada para este instrumento ser utilizado para execução. Teve um colarinho de ferro que possuía um ferro que penetrava as vértebras cervicais de maneira à vítima morrer ou por asfixia ou devido a ter a espinha dorsal esmagada.

O Serrote

 Este instrumento foi utilizado um pouco por toda a Europa na Idade Média. O serrote serviu para punir os mais variados crimes ( bruxaria, desobediência militar, rebelião, homossexualidade,…) provavelmente porque seria encontrado facilmente e garantia uma execução rápida.

 Como podemos ver nas gravuras da época, a vítima era atada pelos pés de cabeça para baixo de modo a obter a máxima oxigenação cerebral e atrasar a inevitável perda de sangue, deste modo ela só perdia a consciência quando a serra lha atingisse o umbigo, ou às vezes até o peito.

 Na Espanha o serrote foi um meio de execução até meados do século XVIII.

A virgem de Nuremberg – dama de Ferro

 O nome deste instrumento parece ter a sua origem num protótipo que foi construído na cidade de Nuremberg. Também é dito que este tipo de sarcófago teve um rosto de donzela esculpido na sua porta principal provavelmente com o objetivo de tornar este horrível contentor ainda mais refinado.

 O sarcófago foi construído com pontas no interior que perfuravam diversas partes diferentes do corpo mas nunca os órgãos vitais isto para manter a vítima viva, em posição vertical.

 Este mecanismo seria aberto tanto da frente como do lado traseiro sem que a vítima fosse capaz de sair. O sarcófago era tão grosso que nenhum grito poderia ser ouvido de fora a menos que as portas fossem abertas.

 Quando as portas do sarcófago eram fechadas, as pontas de ferro afiadas penetrariam as mesmas partes do corpo e nas mesmas feridas como dantes, infligindo uma longa e cruel agonia.

O Berço de Judas

 Neste instrumento medieval a vítima era despida e pendurada por um cinto de ferro à volta da cintura, com as mãos e pés bem presos. As suas pernas eram mantidas levemente abertas por um pau de tal forma que ele só poderia movê-las ao mesmo tempo.

 Era erguido sobre uma pirâmide pontiaguda, as suas pernas eram estendidos para a frente e unidas com uma corda nos tornozelos. A vítima seria abaixada sobre o topo afiado da pirâmide onde esta penetraria o ânus ou vagina. Assim a vítima, com os seus músculos contraídos, não poderia relaxar ou cair no sono.


Tubo de crocodilo

   O torturado era obrigado a entrar em um tubo de dentes de crocodilos, que funcionavam como pregos. Dentro, apenas seu rosto e seus pés ficavam expostos. Aí começava a pior parte. Com fogo, o torturador aquecia, gradualmente, o dente de crocodilo, queimando as vítimas. Era o preço por não passar informações. 
   O fogo também podia ser colocado diretamente na face ou nos pés da pessoa. Quem pegava mais pesado obrigava o torturado a se agachar dentro do próprio anel, movimento que acabava perfurando os órgãos vitais da vítima.

Tean Zu

  Era um método simples no qual a vítima colocava seus dedos em uma superfície de madeira e tinha seus dedos separados por varas ligadas a cordas. Se não respondesse às perguntas, as cordas de ferro começavam a ser fechadas, esmagando os dedos do torturado que podiam até ter os ossos escancarados para fora da pele.

A esfola

   Método muito utilizado durante a Idade Média e, sobretudo, na Caça às bruxas. 
     O torturado tinha as mãos e os pés amarrados em uma espécie de poste e ficava totalmente exposto ao carrasco. Esse, então, pegava uma faca e começava a cortar, lentamente, a pele da vítima, deixando seu corpo em carne viva. A tortura, na maioria das vezes, começava pela cabeça e descia em direção dos pés. Geralmente, antes mesmo de chegar à cintura, a vítima já tinha morrido por insuficiência sanguínea.

O Corta-Joelhos


  Os joelhos do acusado eram colocados no meio dessas garras, para serem esmagados lentamente. Às vezes, o aparelho - um dos preferidos pelos espanhóis - era aquecido, para aumentar a dor da vítima. Outras partes do corpo eram colocadas nas garras, como os pulsos, cotovelos, braços, ou as pernas. A ideia era inutilizar as articulações da vítima, ou o método servir como o início da tortura, visto que não era mortal em grande parte dos casos.


Qual a medida da maldade humana?

Fonte:

www.infoescola.com
Wikipedia 
nerdssomosnozes.blogspot.com.br






quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DOCUMENTÁRIO POLÊMICO: "O Sepulcro Esquecido de Jesus" da Discovery Channel



Sobre o documentário "O Sepulcro Esquecido de Jesus"
da Discovery Channel - 1980


  Análises científicas realizadas em ossuários de pedra calcária e evidências físicas encontradas em uma tumba de dois mil anos, em Talpiot, Jerusalém, indicam que essa sepultura pode ter contido os restos mortais de Jesus de Nazaré e sua família. Este documentário inédito, assinado pelos cineastas James Cameron e Simcha Jacobovici, revela com exclusividade o que pode se tratar do maior achado arqueológico da História. A produção apresenta as últimas evidências sugeridas por especialistas renomados internacionalmente, baseadas em inscrições em aramaico, análises de DNA, ciência forense, arqueologia e estatística. Entre as maiores descobertas relatadas pelo programa, está a evidência de que Jesus e Maria Madalena possam ter concebido um filho chamado Judas.


A tumba de Talpiot, Jerusalém - 1980

  Segundo o documentário, a tumba de Talpiot continha, originalmente, 10 ossuários, nove dos quais ainda estão sob a guarda da instituição Israel Antiquity Authority (IAA – Autoridade de Antigüidades Israelense). Seis dessas caixas, datadas do primeiro século d.C., apresentam inscrições com nomes que constam do Novo Testamento — “Jesus, filho de José”, “Maria,” “Maria Madalena”,  “Mateus”, “José” e “Judas, filho de Jesus.” 
  “Essa tem sido uma jornada de três anos mais extraordinária do que qualquer filme de ficção”, disse Jacobovici. “A idéia de se ter possivelmnete encontrado a tumba de Jesus e de vários membros de sua família, com evidências científicas convincentes, vai muito além do que eu poderia imaginar”.

  “Fizemos nosso trabalho, documentamos o caso; agora, chegou a hora do debate”, comentou James Cameron.
Simcha Jacobovici
  O doutor Carney Matheson, do Laboratório de Paleo-DNA da Universidade de Ontário, Canadá, conduziu análise mitocondrial de DNA em partículas microscópicas de material colhido dos ossuários de  “Jesus, filho de José” e “Mariamene e Mara” (em grego, que sugere o nome “Maria Madalena”).  Os testes concluem que ambos não eram geneticamente relacionados. “Pelo fato de ser tumba reservada a membros de uma mesma família, é possível deduzir que se trata de um casal”.

  Como mostra o documentário, Jacobovici e sua equipe usam câmeras robóticas para localizar a tumba. Acreditava-se que ela tivesse sido destruída, mas na verdade ela se encontrava no centro de um moderno complexo de apartamentos, em Jerusalém. Depois de entrar rapidamente na tumba, os arqueólogos tiveram que seguir o regulamento local e a lacraram, com a esperança de um dia retornar e conduzir suas análises.



quarta-feira, 30 de junho de 2010

SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ - O crime hediondo cometido pelo governo.

A chacina que, até agora, ninguém conhece porque nunca foi contada pelos livros de história, mas, vergonhosamente, rendeu méritos aos assassinos e outros colaboradores.





Existe uma Ação Civil Pública requer que a União e o Estado do Ceará informem o local da COVA COLETIVA onde o Exército e a Polícia Militar do Ceará enterraram as 1000 vítimas do massacre do Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.

    Foi o único ataque militar à civis usando aviões de guerra no Brasil!

    No dia 10/11 de maio de 1937 a comunidade de camponeses católicos do sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, ou Sítio Caldeirão, localizado no município do Crato, Estado do Ceará, Brasil, foi invadido por forças do Exército brasileiro e da Polícia Militar do Estado do Ceará. Na Chapada do Araripe, enquanto a comunidade corria os militares subiam matando... Foi um crime de lesa humanidade, um genocídio, um crime de desaparecimento forçado de pessoas, já que após o massacre / chacina, os militares enterraram as 1000 vítimas em uma COVA COLETIVA e não dizem a localização da mesma para que as vítimas sejam enterradas com dignidade.


OBSERVE na imagem acima, e note que a posição dos guerrilheiros mortos no Araguaia, se assemelha muito à das três vítimas do ataque do Sítio Caldeirão fotografadas como forma de zombaria pelos militares (como se fossem três santos), demonstrando um alto grau de humor negro e um modus operandi de humor negro (tipico de psicopatas) para não dizer sociopata, porque assassinar covardemente pessoas indefesas do Sítio Caldeirão já é patológico, imagine fazer chacota com seus cadáveres. E se fosse sua família, caro leitor?

    Em 2008, a SOS DIREITOS HUMANOS , em defesa das vítimas do Caldeirão e do direito à Memória Histórica, ajuizou uma Ação Civil Pública contra a União Federal e o Estado do Ceará requerendo entre outros pedidos, que o Exército e a Polícia Militar cearense informem o local da vala coletiva, para que, os camponeses católicos massacrados sejam finalmente sepultados com dignidade. A ação foi extinta a pedido do MPF de Juazeiro do Norte, Ceará, mas a ONG SOS DIREITOS HUMANOS recorreu ao TRF5ª Região em Recife/Pernambuco, bem como, DENUNCIOU o Brasil à OEA - Organização dos Estados Americanos, para que informe a localização da cova coletiva.

    ATENÇÃO: As vítimas ou familiares das vítimas falecidas durante a ação do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937 no Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e arredores, no município do Crato, Ceará, ou familiares das vítimas que faleceram depois da ação Genocida, devem entrar em contato com a SOS DIREITOS HUMANOS  para a devida habilitação na Ação Civil Pública, através do celular: (85) 8613.1197 ou pelo e-mail: sosdireitoshumanos@ig.com.br 

MEMORIAL "SÍTIO CALDEIRÃO"


    Foto do beato José Lourenço rodeado pela comunidade da SANTA CRUZ DO DESERTO (não sabemos os nomes destas pessoas nem se elas foram mortas na chacina praticada pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará em 1937 ou se conseguiram escapar).
   
Foto da comunidade do Sítio da Santa Cruz do Deserto (não sabemos os nomes destas pessoas nem se elas foram mortas na chacina praticada pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará em 1937 ou se conseguiram escapar).
   
Desenho de como era o arraial da Santa Cruz do Deserto, ou Sítio Caldeirão, comunidade organizada, rica em humanidade e e auto-suficiente.

 



Foto do boi mansinho.

Foto de duas das muitas jovens que moravam na comunidade de camponeses católicos da SANTA CRUZ DO DESERTO (não sabemos os nomes destas pessoas nem se elas foram mortas na chacina praticada pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará em 1937 ou se conseguiram escapar).

Foto de militares e armas (metralhadoras) da época em que ocorreu a chacina / massacre / genocídio / crime de lesa humanidade contra a comunidade do Sítio da Santa Cruz do Deserto.

Foto do bispo da cidade de Crato, na época do beato José Lourenço e da comunidade da SANTA CRUZ DO DESERTO. Esse aí é outro filho ilustre da região.

Foto do túmulo do beato José Lourenço, no cemitério do Socorro, na cidade do Crato, Ceará, Brasil.
Foto do beato José Lourenço antes de ser enterrado.

Foto do ex-prefeito da cidade de Juazeiro do Norte, o farmacêutico JOSÉ GERALDO DA CRUZ que após o massacre do Sítio Caldeirão, encontrou em um único lugar na Chapada do Araripe, 16 (dezesseis) crânios de crianças.





Foto do austero GOVERNADOR FLORO BARTOLOMEU DA COSTA, que mandou prender o beato José Lourenço e depois mandou matar o boi Mansinho na frente da delegacia onde estava o beato. Hoje, este indivíduo é tido como pessoa ilustre na região do Cariri. Um fanático pela própria imagem que "combatia" fanatismo!


Foto do túmulo da beata MARIA DE ARAÚJO que quando recebia a hóstia das mãos do padre CÍCERO, transformava-se em sangue em sua boca. Após a morde do "Padim", o túmulo foi destruído e seus restos mortais escondidos por um sacerdote da igreja católica.
Foto do cariri na época em que existia o Sítio Caldeirão da Santa Cruz do Deserto.


Foto de avião usado pela Aviação Naval brasileira do ano de 1916, comprovando que no ano de 1937, quando o Exército brasileiro atacou a comunidade do Sítio Caldeirão usando dois aviões, já há muito o governo brasileiro dispunha deste tipo de arma de guerra, uma vez que a Escola de Aviação Naval foi fundada pelo Decreto nº 12.167, de 23 de agosto de 1916, assinado pelo Presidente Wenceslau Braz, “avô” da aviação naval brasileira.


Foto de avião utilizado pelas forças armadas brasileiras na década de 30, ou seja, quando ocorreu o massacre via aéreo e terrestre contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto, ou, Sítio Caldeirão.





AJUDE A SOS DIREITOS HUMANOS ENCONTRAR A COVA COLETIVA DAS VÍTIMAS DO SÍTIO CALDEIRÃO

     Você é geólogo? geofísico? arqueólogo? É capaz de sentir empatia em relação às vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO e deseja ajudar nas buscas? Você foi um dos militares que atuaram no massacre / chacina / genocídio dos camponeses católicos do SÍTIO CALDEIRÃO, e está arrependido, não pretende morrer levando para o túmulo este crime de lesa humanidade e deseja informar a localização da COVA COLETIVA de forma anônima? Você é filho de um militar que esteve na chacina, sabe a localização da cova e deseja cooperar? Entre em contato conosco via e-mail: sosdireitoshumanos@ig.com.br ou pelo celular: (85)8613-1197 sua identidade será preservada.

Karen Melo
85 - 8613.1197
Diretora de Comunicação da SOS DIREITOS HUMANOS

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