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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tim Maia - Biografia e Vídeo completo de sua história!



  O cantor e compositor brasileiro Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, nasceu no dia 28 de setembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, o 18° filho em uma vasta família de 19 irmãos. Ele cresceu no Bairro da Tijuca, na Rua Afonso Pena 24, iniciando sua atividade artística ainda na infância, quando compunha então suas primeiras canções.
  Sua significativa importância na Música Popular Brasileira foi principalmente ter inserido nesta vertente musical a interpretação em estilo soul. Sua voz grave e intensa contribuiu para a fusão destes dois elementos, convertendo-o, a partir dos anos 70, em um dos principais intérpretes e compositores brasileiros, um campeão de vendas e de ‘hits’ veiculados pela mídia.

  Precoce, Tim Maia já tinha seu próprio grupo musical aos 14 anos, Os Tijucanos do Ritmo, de curta duração, no qual ele exercitava seus dotes de percussionista. Em 1957, já dominando o violão, ele dava aulas para Roberto e Erasmo Carlos, e com o primeiro integrava a banda Os Sputniks.

  Dois anos depois, após o falecimento do pai, ele foi para os EUA estudar inglês, principiando aí sua trajetória como vocalista. Em 1963 ele é detido por porte de maconha e, após seis meses na prisão e mais dois esperando o retorno para seu país, foi finalmente deportado. Somente em 1968 ele lança seu primeiro compacto solo, pela gravadora CBS.


  Com a gravação de um novo trabalho, em 1969, o compacto contendo These are the Songs, canção posteriormente regravada pela cantora Elis Regina em parceria com Tim, e What You Want to Bet, sua caminhada musical começa a se firmar. Um ano depois ele lança o primeiro vinil em formato LP, Tim Maia, pela Polygram, indicado pelo conjunto Os Mutantes, o qual alcançou durante 24 semanas o topo das paradas no Rio de Janeiro.

  Nos três anos posteriores ele gravou Tim Maia volume II, Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, alcançando cada vez mais a fama e o sucesso, especialmente com as melodias dançantes, sem falar nas vendas de discos. Nos anos 70 ele conheceu a ideologia conhecida como Cultura Racional, comandada por Manuel Jacinto Coelho, ligado à questão da ufologia.

  Seguindo esta vertente, Tim lança em 1975 os trabalhos Tim Maia Racional volumes 1 e 2, por um selo próprio intitulado Seroma, que se refere ao termo ‘amores’ e contém também o nome completo do cantor, abreviado. Neste período o artista conseguiu ficar distante de seus vícios, o que influenciou positivamente o timbre de sua voz. Assim, estes são seus trabalhos mais bem aceitos pela crítica. Posteriormente, porém, frustrado com seu guru, se afastou deste ideário e tirou os discos do circuito, o que os converteu em preciosas raridades.

  Na década de 80 ele gravou os álbuns O Descobridor dos Sete Mares, de 1983; Um dia de Domingo, de 1985; e Tim Maia, de 1986, seus mais significativos trabalhos. No ano de 1988 ele conquistou o Prêmio Sharp como Melhor Cantor. Em 1992 ele agradeceu a gravação de seus hits por ícones da música brasileira gravando ‘Como uma onda’, de Lulu Santos e Nelson Motta. Nesta década ele trabalhou ativamente, lançando mais de um CD por ano.

  Nos anos 2000 foram resgatados vários trabalhos de seu estágio racional, entre eles Escrituração Racional, Brasil Racional, Universo em Desencanto Disco, entre outros, encontrados somente na Internet.

  Ao longo de sua carreira ele enfrentou sérias dificuldades com o álcool – ingeria pelo menos três garrafas de uísque todo dia -, com a maconha e a cocaína. Tinha um gênio difícil, cultivava inimizades, processos de trabalho, conflitos com críticos, rejeição de antigos amigos e ausências nos próprios shows.


  Tim Maia morreu no dia 15 de março de 1998, na cidade de Niterói, de infecção generalizada; com a saúde frágil, mesmo assim tentou realizar um show, não suportando as exigências impostas ao seu organismo. Hoje sua memória continua viva, principalmente através de seu sobrinho Ed Motta, herdeiro de seu talento musical.

Fontes:
Biografia por Ana Lucia Santana
http://www.mpbnet.com.br/musicos/tim.maia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Maia

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Alienação Parental - LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010.




Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos





Mensagem de veto
Dispõe sobre a Alienação Parental e altera o art. 236 da Lei no8.069, de 13 de julho de 1990.






O PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o  Esta Lei dispõe sobre a alienação parental. 
Art. 2o  Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este. 
Parágrafo único.  São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:
  
I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; 
II - dificultar o exercício da autoridade parental; 
III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor; 
IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar; 
V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; 
VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; 
VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós. 

Art. 3o  A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda. 

Art. 4o  Declarado indício de ato de alienação parental, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou incidentalmente, o processo terá tramitação prioritária, e o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com genitor ou viabilizar a efetiva reaproximação entre ambos, se for o caso. 

Parágrafo único.  Assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas. 

Art. 5o  Havendo indício da prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial. 

§ 1o  O laudo pericial terá base em ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, conforme o caso, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, exame de documentos dos autos, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou adolescente se manifesta acerca de eventual acusação contra genitor. 

§ 2o  A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar habilitados,
exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.  

§ 3o  O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada. 

Art. 6o  Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso: 

I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador; 
II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado; 
III - estipular multa ao alienador; 
IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial; 
V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão; 
VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente; 
VII - declarar a suspensão da autoridade parental. 



Parágrafo único.  Caracterizado mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar, o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar. 
Art. 7o  A atribuição ou alteração da guarda dar-se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente com o outro genitor nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada. 
Art. 8o  A alteração de domicílio da criança ou adolescente é irrelevante para a determinação da competência relacionada às ações fundadas em direito de convivência familiar, salvo se decorrente de consenso entre os genitores ou de decisão judicial.           


         Art. 9o  (VETADO) 
         Art. 10. 
(VETADO)  
Art. 11.  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília,  26  de  agosto  de 2010; 189o  da Independência e 122o da República. 



LUIZ INÁCIO LULA DASILVA

Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Paulo de Tarso Vannuchi

José Gomes Temporão
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 27.8.2010 e
retificado no DOU de 31.8.2010
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12318.htm



A NASA desmentiu fim do mundo em 2012


Quanto mais o dito "tempo" se aproxima uns não estão mais preocupados, outros se preparam e outros, literalmente, já piraram, se juntando a uma religião ou acabaram com a própria vida. Se serve de alento aos mais nervosos, por meio de um relatório, a NASA (Agência Espacial Americana) esclarece as dúvidas dos internautas e afirma: o mundo não acaba com o fim do calendário Maia.


O aviso foi dado depois que um site mantido pela NASA foi inundado de perguntas de internautas a respeito de um misterioso planeta chamado Nibiru e do fim do mundo programado para 21 de dezembro de 2012.

A página em questão se chama “Ask an Astrobiologist”, e é mantida por David Morrison como parte de seus trabalhos como Cientista Sênior do Instituto de Astrobiologia da NASA. Nela, o público pode perguntar o que quiser e, ultimamente, foram mais de mil e-mails voltados para as previsões apocalípticas.

Na internet os boatos mais recentes do apocalipse entrelaçam uma complexa trama de provas e evidências que levam a crer que o fim dos tempos será no dia 21 de dezembro de 2012 – ou, mais precisamente, o fim do calendário Maia.

A civilização pré-colombiana surgiu no México há mais de três mil anos, e é conhecida por suas habilidades astronômicas, incluindo a divisão do calendário em 365 dias e a previsão de eventos como eclipses.

A causa dessa destruição prevista nos atuais boatos espalhados na internet seria Nibiru, também chamado de Planeta X, um corpo celeste que teria sido descoberto pelos sumérios. O impacto com a Terra seria precisamente na data em que o calendário Maia termina (numa analogia ao “fim dos tempos”) – e o fato estaria sido mantido em segredo pelo governo.

O que parece ter alimentando mais ainda alguns boatos é o lançamento de um filme de Hollywood chamado de “2012”. 

Assista o filme completo: "2012 - O FIM DO MUNDO"


Como parte da campanha de lançamento, a Columbia Pictures criou um site de uma suposta organização para a continuação da humanidade, que reúne evidências de que o mundo realmente acabará agora em 2012.
Agora é só esperar pra ver, não o filme, mas o suposto fim, ou mais uma de inúmeras previsões apocqalipticas do fim do mundo.
Particularmente este que vos escreve neste blog acredita que o único responsável pelo fim de nosso planeta como o conhecemos vai ser o próprio homem.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DOCUMENTÁRIO POLÊMICO: "O Sepulcro Esquecido de Jesus" da Discovery Channel



Sobre o documentário "O Sepulcro Esquecido de Jesus"
da Discovery Channel - 1980


  Análises científicas realizadas em ossuários de pedra calcária e evidências físicas encontradas em uma tumba de dois mil anos, em Talpiot, Jerusalém, indicam que essa sepultura pode ter contido os restos mortais de Jesus de Nazaré e sua família. Este documentário inédito, assinado pelos cineastas James Cameron e Simcha Jacobovici, revela com exclusividade o que pode se tratar do maior achado arqueológico da História. A produção apresenta as últimas evidências sugeridas por especialistas renomados internacionalmente, baseadas em inscrições em aramaico, análises de DNA, ciência forense, arqueologia e estatística. Entre as maiores descobertas relatadas pelo programa, está a evidência de que Jesus e Maria Madalena possam ter concebido um filho chamado Judas.


A tumba de Talpiot, Jerusalém - 1980

  Segundo o documentário, a tumba de Talpiot continha, originalmente, 10 ossuários, nove dos quais ainda estão sob a guarda da instituição Israel Antiquity Authority (IAA – Autoridade de Antigüidades Israelense). Seis dessas caixas, datadas do primeiro século d.C., apresentam inscrições com nomes que constam do Novo Testamento — “Jesus, filho de José”, “Maria,” “Maria Madalena”,  “Mateus”, “José” e “Judas, filho de Jesus.” 
  “Essa tem sido uma jornada de três anos mais extraordinária do que qualquer filme de ficção”, disse Jacobovici. “A idéia de se ter possivelmnete encontrado a tumba de Jesus e de vários membros de sua família, com evidências científicas convincentes, vai muito além do que eu poderia imaginar”.

  “Fizemos nosso trabalho, documentamos o caso; agora, chegou a hora do debate”, comentou James Cameron.
Simcha Jacobovici
  O doutor Carney Matheson, do Laboratório de Paleo-DNA da Universidade de Ontário, Canadá, conduziu análise mitocondrial de DNA em partículas microscópicas de material colhido dos ossuários de  “Jesus, filho de José” e “Mariamene e Mara” (em grego, que sugere o nome “Maria Madalena”).  Os testes concluem que ambos não eram geneticamente relacionados. “Pelo fato de ser tumba reservada a membros de uma mesma família, é possível deduzir que se trata de um casal”.

  Como mostra o documentário, Jacobovici e sua equipe usam câmeras robóticas para localizar a tumba. Acreditava-se que ela tivesse sido destruída, mas na verdade ela se encontrava no centro de um moderno complexo de apartamentos, em Jerusalém. Depois de entrar rapidamente na tumba, os arqueólogos tiveram que seguir o regulamento local e a lacraram, com a esperança de um dia retornar e conduzir suas análises.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SAQUÊ


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     A Historia

      Em meados do século V a.C., no período Nara, os produtores não conheciam técnicas apuradas de fermentação, e o saquê era feito com pouco álcool e água, em uma combinação que mais lembrava uma porção de mingau do que outra coisa... Nessa época, “comia-se” o saquê de hachi, direto de uma tigela. Na verdade, tudo era o resultado de uma receita com pormenores um tanto repulsivos: mascava-se o arroz para fermentá-lo com a saliva e depois cuspia-se em tachos para só então iniciar o preparo da bebida. Esse método era chamado de “Kuchikami no sake”, ou saquê mastigado na boca. Já na província de Hokkaido e em áreas rurais de Okinawa, os fãs da bebida encontraram outras maneiras de “purificar” esse processo, determinando que apenas as jovens mulheres virgens poderiam mastigar o arroz, pois elas eram consideradas representantes dos deuses aqui na terra. Logo não demorou, e a bebida produzida por elas foi chamada de “bijinshu”, saquê de mulher bonita. E por incrível que pareça, essa prática sobreviveu até poucos séculos, mesmo após a adoção de técnicas mais modernas de fermentação.
      
      Diz a lenda que a fermentação da bebida foi descoberta por acaso: “Certo dia, um cidadão desleixado esqueceu de tampar um tacho de arroz que cozinhará e o arroz acabou mofando. E como ele era realmente desleixado, também o esqueceu de jogar fora e só depois de alguns dias “notou” que havia ocorrido uma fermentação e o arroz então, transformara-se em uma deliciosa bebida, na verdade mais pastosa do que líquida. A total falta de cuidado do cidadão, acabou se transformando então, em um método e os produtores descobriram que o fungo que mofara o arroz era o responsável pela transformação do amido em glicose e fermento. Logo, o fungo ganhou nome “kamutachi” e não demorou muito para que os produtores divulgassem que a bebida era “produzida pelos deuses”.
     Até o século passado, o saquê ainda era produzido artesanalmente, onde o arroz era primeiro lavado e depois colocado em tinas (vasos gigantes) para cozinhar. E após esta etapa de fermentação, a pasta resultante era ralada e só então, misturada manualmente até chegar ao produto final. No entanto, atualmente os grandes fabricantes japoneses ainda utilizam métodos que lembram esse antigo processo. E hoje, o saquê é feito em grande escala industrial e não há mais vestígios do romantismo do passado. Pelas leis do país, a produção caseira da bebida é proibida.
       E como os tempos mudam, o “kamutachi” também mudou de nome e hoje é conhecido como “koji”. E é ele quem determina o aroma e o gosto do saquê, uma difícil tarefa para os “tojis”, pois eles que escolhem o fungo que garantirá um sabor ainda mais especial à bebida. O que permanece inabalável, no entanto, é a popularidade do ritual.

     Beber saquê é um ritual no país, e existem várias razões pelas quais a bebida é apreciada, que vão muito além do paladar, sede ou disposição para encher a cara. Segundo a tradição, bebe-se saquê para eliminar as preocupações e prolongar a vida, e isto por si só, vale qualquer dose a mais. Pega até mal chamar de bêbado quem toma saquê de forma exagerada e sai cambaleando de madrugada pelas ruas das cidades japonesas. Inebriado talvez fosse a designação correta, uma vez que os efeitos da bebida transformam seus apreciadores em cantores, galanteadores e seresteiros ao luar nas noites nipônicas.

     No Japão, costumam-se dizer que o saquê é o melhor companheiro na solidão. Só não se pode toma-lo em qualquer copo ou em qualquer ocasião. Bebe-se em grandes comemorações como no Ano Novo e nas cerimônias xintoístas de casamento, em encontros românticos e também na falta de um pretexto feliz ou dor de cotovelo.

     
Na maioria das ocasiões, o saquê é servido quente em uma temperatura que varia entre 40º e 55º C. Mas ele também pode ser tomado gelado ou misturado a outras bebidas e sucos, originando coquetéis muito interessantes. A maneira mais tradicional de servi-lo é em xícaras quadradas de madeira, chamadas “masu”, que conferem à bebida um suave sabor amadeirado. Nesse caso, sempre é servido frio com temperatura variando entre 20º e 40º C, uma vez que o saquê quente absorveria o gosto da madeira. Em muitos lugares, sugerem-se ainda que coloquem uma pitada de sal no canto do masu, um certo estilo adotado pelos jovens. 
     Rituais à parte, os efeitos “inebriantes” do saquê vão muito além das histórias fantásticas da antiguidade. O saquê é a bebida com mais alta porcentagem de álcool entre os fermentados do mundo. Sem ser diluído, chega a marca de 20% de teor alcoólico, enquanto uma cerveja não passa de 5% e o vinho de 12%. Mesmo assim, com menos álcool, ambos estão ganhando a queda-de-braço com o saquê no mercado japonês. Em 1872, quando a bebida era um dos principais produtos da economia do país, havia 30 mil fabricantes, hoje o numero não chega a 10% do total. São cerca de 2.300 produtores que fabricam anualmente, pouco menos que um bilhão de litros de saquê. O que não quer dizer que a bebida está em declínio, pelo contrário, alguns tipos de saquê atingem cifras absurdas, ganhando o status de bebida, como o saquê produzido na província de Hyogo, considerado o melhor do país. Uma simples garrafa pode custar até 300 mil ienes. E mesmo que a cerveja e o vinho continuem roubando espaço do saquê no Japão, uma coisa é certa: ele está na lista dos principais personagens da história do país e os japoneses não o deixaram de beber, pelo menos em comemoração a isso. E como beber saquê no Japão, é um ritual milenar e os excessos são justificados por milhares de anos de história, o modo mais simples de se desculpar por qualquer estrago provocado em uma noite de bebedeira no Japão, é dizendo “Eu estava bebendo saquê...”. e o perdão é praticamente certo, seja qual for o dano causado.

Curiosidades sobre a degustação

      Enquanto para se provar vinho, basta uma simples taça e não mais que meia dúzia de palavras para classifica-lo, o saquê tem uma infinidade de recipientes para ser tomado, conforme a região do país e a ocasião a ser celebrada. Só para expressar suas opiniões numa degustação de saquê, os especialistas têm a disposição um vocabulário com mais de noventa palavras, em sua maioria desconhecidas do público.
      Uma sessão de degustação de saquê começa com uma regra fundamental: durante a reunião, só se pode falar em saquê.       As paredes da sala devem ser de cor creme claro e com janelas de face norte para aproveitar a luz natural do sol, no entanto, o saquê não deve estar sob exposição direta do mesmo. O horário de degustação sempre é entre às 10 e 11 horas da manhã, quando o sol ainda não está forte e os técnicos já fizeram a digestão do café e ainda não almoçaram. Não se degusta saquê com estomâgo cheio. A bebida é servida em temperatura ambiente, à cerca de 20ºC.
     O copo usado é de porcelana branca com dois círculos azuis no interior, denominado de olho-de-cobra. Os círculos coloridos servem para que os especialistas avaliem a transparência da bebida, enquanto o fundo branco, é utilizado para observar a cor do saquê.
     Existe um ritual especial à mesa para tomar o saquê. Levante o seu copinho para receber a bebida, servida sempre por seu vizinho de mesa, apoiando-o com a mão esquerda e segurando-o com a direita. É imprescindível que você sirva o seu vizinho de mesa porque não é de bom tom servir a si próprio. O copo de saquê deve sempre ficar cheio até o final da refeição. A tradição manda fazer um brinde, Campai, esvaziando o copinho num só gole. É sinal de hospitalidade e atenção. (NIKKEYPEDIA)


Tipos de Saquê.


  • Junmai-shu – É o sake mais puro, com arroz, gua e koji, e que não sofre acréscimo de álcool. O arroz é “polido” de forma que perde a parte externa, conservando menos de 70% do seu volume original. Honjozo-shu – Tem pequena quantidade de álcool etílico destilado, o que melhora o sabor, tornando o sake mais suave. O arroz recebe o mesmo tratamento de Junmai-shu.
  • Ginjo-shu – O arroz é “polido” para conservar apenas 60% do seu formato original. Isso diminui a gordura e as proteínas. Além disso, esse sake é fermentado a uma temperatura baixa por muito tempo.
  • Daiginjo-shu – Através do polimento, o arroz perde pelo menos 50% de seu volume original, chegando em alguns casos a perder até 65%. É um tipo de sake que exige muito trabalho em cada nível do processo.
  • Namazake – É o sake que não é pasteurizado, e deve ser guardado na geladeira.
  • Nigori-zake – Não é filtrado e tem aspecto leitoso, resultante da adição ou preservação de partículas de arroz ou koji por meio de filtragem rústica. De sabor pesado, é servido após as refeições
Sakê (酒). O que nem todo mundo sabe, é que na língua japonesa essa palavra é usada para qualquer bebida alcoólica em geral, não apenas para aquela tradicional bebida japonesa feita com arroz. Para esta, existe uma palavra específica: 日本酒 (nihonshu – o mesmo kanji, mas aqui é lido como “shu”).

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Receita de Ovomaltine "genérico"

Por: Henrique Musashi Ribeiro

Você também é fã do sabor de Ovomaltine tenho aqui a receita genérica daquele pó que faz nosso leite ficar uma delícia e se misturado com sorvete então fica uma coisa quase do outro mundo de tão gostoso. A receita original do Ovomaltine original é segredo quase tão bem guardado quanto o da Coca-cola, mas temos aqui a receita genérica, caseira, pra você na sua cozinha. E sabendo fazer vai ficar com o sabor bem aproximado do original e, com este pó base,  da pra fazer até aquele Frozen Ovomaltine, que a receita  já esta disponível em outros sites. Então sem mais delongas vamos a receita.


INGREDIENTES


  • 2 copos de proteína de soja (carne de soja) - triturada, mas que não fique fina feito pó.
  • 2 colheres de (sopa) de manteiga ou margarina (eu prefiro manteiga daquelas de cor bem amarelada)
  • 1 copo americano de açúcar
  • 1 colher de (sopa) de mel
  • 1/2 colher de (sopa) de cacau 100% ou 1 de chocolate.
  • 1 colher de sopa canela em pó 


PREPARO


  1. Em uma passarola larga coloque 1colher de manteiga e deixe derreter e ficar bem quente, depois coloque a proteína de soja e deixe fritar bem, mas fique mexendo como se estivesse fazendo uma farofa. "Farofa" uniforme e  pronta, tire do fogo e reserve;
  2. Em outra panela coloque o açucar e deixe caramelizar, em ponto de calda;
  3. Feito a calda, adicione o restante da manteiga, o cacau (ou chocolate) e o mel.
  4. Deixe apurar por uns 5 minutos;
  5. Adora adicione essa calda na "farofa" e continue mexendo  até soltar da panela.
  6. Assim que soltar,misture,1 colher de canela, +1 de chocolate e 1 de açúcar... Mexer bem até esfriar. Então está pronto!


Mapa!

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