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domingo, 31 de maio de 2009

Simplicidade

De: Luís Fernando Veríssimo

    Cada semana, uma novidade.     
    A última,  foi que pizza previne câncer do esôfago.
    Acho a maior graça.
    Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí , não exagere…
    Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
    Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.
    Prazer faz muito bem.
    Dormir me deixa 0 km.
    Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
    Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos!           
    Viagens aéreas não me incham as pernas;   
    incham-me o cérebro, volto cheio de idéias !
    Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
    Ver pessoas tendo acessos de estupidez,me embrulha o estômago !
    Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro,me faz perder toda a fé no ser humano…
    E telejornais… Os médicos deveriam proibir…
    como doem!Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
    Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite,isso sim,é prejudicial à saúde.
    E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
    Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna !
    Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau !
    Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
    Conversa é melhor do que piada.
    Exercício é melhor do que cirurgia.
    Humor é melhor do que rancor.
    Amigos são melhores do que gente influente.
    Economia é melhor do que dívida.
    Pergunta é melhor do que dúvida.
    Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Eliminando três guerreiros com dois pêssegos

中国国际广播电台
(China Radio International)
    No século 7 a. C, a China estava dividida em vários reinos. Tian Kaiqiang, Gu Yezi e Gongsu Jie eram conhecidos como “três valentes” do reino Qi , de quem o rei gostava muito. No entanto, com o decorrer do tempo, os três começaram a gabar-se de sua valentia e do cuidado do rei, atuar a seu bel-prazer e não respeitar ninguém. Nesse momento, um conspirador chamado Cheng Wuyu aproveitou-se de suas vaidades para suborná-los, a fim de derrubar o reino Qi e usurpar o poder.
    O primeiro-ministro do reino, Yan Ying, estava muito preocupado com a situação e decidiu buscar uma oportunidade para eliminar os três valentes. Como um letrado como ele, no entanto, iria eliminar os três guerreiros que antes gozavam da confiança do rei?
    Um dia, o rei do reino Lu, vizinho do Qi, veio fazer uma visita e o rei Qi ofereceu um banquete no palácio real, a que foram convidados Yan Ying, os três guerreiros e os funcionários civis e militares. Ao ver os três homens exalando um ar de vaidade, Yan Ying teve uma idéia. No meio do banquete, foi pedir um favor ao rei para mandá-lo a recolher alguns pêssegos no jardim real oferecendo aos convidados. O rei concordou. Pouco tempo depois, Yan Ying voltou com seis pêssegos. Ofereceu dois ao rei Qi e ao rei Lu, ofereceu dois aos primeiros-ministros dos dois países e restaram dois. Yan Ying fez nova proposta ao rei: os presentes vão apresentar seus méritos e quem fizeram os méritos maiores, ganharão os últimos pêssegos.
    O rei achou a ideia genial para animar o ambiente do banquete e concordou. Nesse momento, um dos “três valentes”, Gongsun Jie, saiu do multidão, dizendo: “Quando acompanhava o rei no caça, matei pessoalmente um tigre e salvei o rei. Isso não foi um grande mérito?”. Yan Ying disse: “Claro. Pode levar um pêssego”. Gongsun Jie ficou muito satisfeito.
    Outro valente Gu Yezi precipitou-se a dizer: “Matou um tigre? Que mérito de burro! Matei uma grande tartaruga no rio Amarelo e salvei a vida do rei. O meu mérito não foi nada menor que o de Gongsun Jie”. Ouvindo isso, o rei achou certo e deu o último pêssego a ele.
    Nesse momento, o último dos três valentes Tian Kaiqiang começou a queixar-se, apresentando como ele fez mais de 500 prisioneiros numa batalha e fez grandes méritos para o reino. Perguntou ao rei se o mérito dele seria ou não suficientemente grande. O rei confirmou o feito, mas consolidou-o dizendo: “O seu mérito foi realmente grande. Mas, você falou tarde demais e os prêmios já estão esgotados. Pode esperar pela próxima vez”.
    Tian Kaiqiang sentiu-se humilhado perante o público. Com raiva, tirou sua espada e suicidou-se. Vendo a morte do amigo, Gongsun Jie também tirou a espada e disse: “Tenho menor mérito do que Tian, mas fui premiado. O general Tian tinha um mérito maior do que o meu não recebeu nada, o que é injusto”. Dito isto, terminou a própria vida.
    O último valente saltou em frente de todos, e disse: “fizemos um juramento para viver e morrer juntos. Agora, eles morreram antes de mim e como poderei viver sozinho”. Suicidou-se.
    Num abrir e fechar olhos, os “três valentes” morreram suicidando-se um após outro, o que nem deu tempo ao rei para impedir o suicídio. Todos os presentes ficaram assustados. Assim, Yan Ying, com sua inteligência e apenas dois pêssegos, eliminou os três guerreiros e a preocupação do país.

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