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sábado, 23 de maio de 2015

OS 95 ANOS DO TIO BRUNO (Aracati/CE)



Nossa, leio e releio sempre o histórico do meu pai, e a cada nova leitura encontro nas entrelinhas magia, simplicidade, amor, dedicação. Hoje ele faz 96 anos. Bem vividos! E todos nós que fazemos parte dessa árvore genealógica sentimo-nos contemplados. Parabéns pai!


Há 95 anos 23 de atrás especificamente no dia maio de 1919, nasceu BRUNO SEBASTIÃO DA COSTA, filho de Sebastião Felipe da Costa e de Maria Francisca Felipe da Costa.
Ele é o sétimo filho, sendo assim, o “caçula” e também músico, isso mesmo, pois todos seus irmãos eram músicos e foi neste âmbito familiar que ele aprendeu sozinho a arte de tocar.
No início, quando ainda
tocava clarinete.
Foi entre as saídas de seus irmãos para o trabalho que o meu pai Tio Bruno, pegava os instrumentos de seus irmãos e treinava, até que um dia o seu irmão voltou mais cedo para casa e o pegou tocando "achei que ia apanhar" – palavras dele, mas nada disso aconteceu.
A sua primeira apresentação deu-se em um determinado dia que chegou um circo na cidade, a banda ia se apresentar lá, meu pai queria entrar, não tinha grana, seu irmão por sua vez estava doente, foi aí que ele se tornou, segundo ele, um "músico de enxerido” ele tocou o sax tão bem que o maestro da época o chamou para fazer parte da Banda.
Esse foi o seu primeiro momento, vale ressaltar que ele tinha na época 13 anos de idade e de lá pra cá, nunca ficou de fora de um carnaval. O seu último carnaval foi em 2012, devido as suas condições de saúde, melhor dizendo, por conta das hérnias adquiridas em função da sua profissão musical, pois o mesmo toca um instrumento de sopro que requer muito esforço pulmonar, e quando podia fazer cirurgia, não o fez por não querer se afastar da banda. Pois como já disse o meu pai “vive para a música” e não da música.
Homenagem em forma de caricatura.
Hoje, ele está fazendo 95 anos, bem vividos, digo isso por presenciar inúmeros momentos de puro prazer que as pessoas têm em encontrá-lo, de lembrar junto com ele episódios marcantes e, para meu orgulho, lembranças boas, significando dizer que ele deixou marcas positivas na vida das pessoas.
Meu pai atuou como músico por oitenta anos e hoje, devo confessar, a cada Carnaval que se aproximava eu ficava inquieta, com medo dele não ser contratado, pois se isso acontecesse eu sabia que ele ia adoecer, porque ele sempre falou o seguinte: "o ano que eu não tocar carnaval, pode ter a certeza que no ano seguinte não estarei vivo".  Eu tinha muito medo dessa expressão dele, mas GRAÇAS A DEUS, esse pressentimento ele errou – ufa!
TIO BRUNO com dois de seus netos, na Rua Dragão do mar...
Pois já faz dois anos que ele não atua como músico e está vivo para apontar a história, enfim, venho através deste post, declarará mais uma vez o meu amor por ti. Eu juntamente com meus filhos Nelson Felipe, Bruna Guimarães e Mafilho Guimarães.

PARABÉNS PAI VOZÃO!

 Profª. Vânia Costa, Aracati/CE.



quarta-feira, 13 de maio de 2015

In Memorian IRMÃO JOSÉ





HOJE, 13 DE MAIO, SERIA ANIVERSÁRIO DO IRMÃO JOSÉ SPIGOLON - IRMÃO MARISTA.
Este homem do qual descrevo cenas de vida, foi para nós um grande José.
Nós o conhecemos desde o ano de 1978. A amizade era incomensurável com todos, especialmente com as crianças em nosso maravilhoso Colégio Marista de Aracati.
Amigo franco e leal, prestativo e corajoso, forte e resistente, dedicado a tudo que se dispunha a executar. Criativo e paciente e até "cientista".
Para as pessoas com as quais ele trabalhava, era um verdadeiro irmão; para com as crianças, um pai; para os professores, um irmão e amigo. Um irmão não só religioso, mas um irmão fraterno.
Com muita paciência e dedicação, até os animais o reconheciam. Aqueles que se lembram do mini zoológico devem recordar com saudades, como ele tratava os animais.
Para as crianças, o barulho e a cor azul de uma moto YAMAHA significavam: "Ir. José Spigolon!" Todos corriam para acompanhá-lo e, por que não, pedir uma voltinha?...
Para mim era semelhante a São Francisco de Assis, amante da Natureza e dos animais. As aves e animais faziam festa em sua presença. Ir. José Spigolon possuía o dom de cativar até os irracionais. Era um homem santo. Ele possuía uma alma de pássaro, espírito alegre; deste modo, sabia transformar o triste no alegre, o mal no bem.
E, quando se aproximava o mês de maio, era sagrado incentivar as crianças a frequentar a Capela para homenagear "MARIA" nossa boa mãe. Elas, por sua vez, não esqueciam que no dia 13 era o seu aniversário. Mesmo sem querer comemorações, havia abraços, presentes, palmas e parabéns. Era uma grande festa nos corações infantis e também dos seus companheiros de trabalho.

Nosso consolo é a certeza de que Nosso Bom Irmão José Spigolon se encontra rodeado de anjos e santos, na companhia de Jesus, Maria e José. E, em meio às angústias de nossa vida terrena, suplicamos humildemente: Ir. José Spigolon, ROGAI POR NÓS!


COORDENADOR DO TURNO TARDE NA DÉCADA DE 80


Foto: as colegas professoras e o Coordenador Ir. José: Aparecida Pinto;
Cleozanice Barbosa;  Helena Cláudia; Angela Pereira; Socorro de Matos;
Maurinha; Salete Damasceno; Rozangiles Barros; IRMÃO JOSÉ; Neide Melo.

Gaúcho. Somente quem o conhecia, seria capaz de reconhecer a sua competência. Em todos os setores sabia se apresentar com humildade. Estudioso das Ciências, fazia experiências para as crianças, cientista nato, gostava de transmitir aos alunos Marista, seus notáveis conhecimentos. Ir. José Spigolon foi um homem que sabia repartir.
Seu sofrimento físico raramente era demonstrado por ele. Somente quando a dor de sua perna tornava-se insuportável, sentíamos por alguns instantes sua ausência e concluíamos: Ir. José Spigolon está doente.
Era o nosso Coordenador Pedagógico. Pois marcava uma presença constante e contínua entre todos nós. Jamais se ouviu falar que alguém fosse tão assíduo aos problemas da criançada, quanto o nosso bom Ir. José Spigolon. Resolvia ou pelo menos tentava solucionar todo obstáculo, que viesse contra disciplina dos seus pequeninos...
Muitas crianças provenientes de municípios ou distritos adjacentes, chegavam cedo e ficavam em sua companhia, pelo simples prazer de curtir sua bondade, seus carinho, sua meiguice.
Choros, palavras marcantes, músicas, cartões, poesias, tudo foi demonstrado em sua saída para a Europa. Mas, os desígnios de Deus são insondáveis; a sua partida transforma-se numa viagem sem volta, deixando saudades, dor, luto e desespero.
Em 06 de julho de 1993 em Lourdes na França sofreu um fulminante enfarte...



Profª. Maria do Socorro de Matos, Aracati/CE.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tim Maia - Biografia e Vídeo completo de sua história!



  O cantor e compositor brasileiro Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, nasceu no dia 28 de setembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, o 18° filho em uma vasta família de 19 irmãos. Ele cresceu no Bairro da Tijuca, na Rua Afonso Pena 24, iniciando sua atividade artística ainda na infância, quando compunha então suas primeiras canções.
  Sua significativa importância na Música Popular Brasileira foi principalmente ter inserido nesta vertente musical a interpretação em estilo soul. Sua voz grave e intensa contribuiu para a fusão destes dois elementos, convertendo-o, a partir dos anos 70, em um dos principais intérpretes e compositores brasileiros, um campeão de vendas e de ‘hits’ veiculados pela mídia.

  Precoce, Tim Maia já tinha seu próprio grupo musical aos 14 anos, Os Tijucanos do Ritmo, de curta duração, no qual ele exercitava seus dotes de percussionista. Em 1957, já dominando o violão, ele dava aulas para Roberto e Erasmo Carlos, e com o primeiro integrava a banda Os Sputniks.

  Dois anos depois, após o falecimento do pai, ele foi para os EUA estudar inglês, principiando aí sua trajetória como vocalista. Em 1963 ele é detido por porte de maconha e, após seis meses na prisão e mais dois esperando o retorno para seu país, foi finalmente deportado. Somente em 1968 ele lança seu primeiro compacto solo, pela gravadora CBS.


  Com a gravação de um novo trabalho, em 1969, o compacto contendo These are the Songs, canção posteriormente regravada pela cantora Elis Regina em parceria com Tim, e What You Want to Bet, sua caminhada musical começa a se firmar. Um ano depois ele lança o primeiro vinil em formato LP, Tim Maia, pela Polygram, indicado pelo conjunto Os Mutantes, o qual alcançou durante 24 semanas o topo das paradas no Rio de Janeiro.

  Nos três anos posteriores ele gravou Tim Maia volume II, Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, alcançando cada vez mais a fama e o sucesso, especialmente com as melodias dançantes, sem falar nas vendas de discos. Nos anos 70 ele conheceu a ideologia conhecida como Cultura Racional, comandada por Manuel Jacinto Coelho, ligado à questão da ufologia.

  Seguindo esta vertente, Tim lança em 1975 os trabalhos Tim Maia Racional volumes 1 e 2, por um selo próprio intitulado Seroma, que se refere ao termo ‘amores’ e contém também o nome completo do cantor, abreviado. Neste período o artista conseguiu ficar distante de seus vícios, o que influenciou positivamente o timbre de sua voz. Assim, estes são seus trabalhos mais bem aceitos pela crítica. Posteriormente, porém, frustrado com seu guru, se afastou deste ideário e tirou os discos do circuito, o que os converteu em preciosas raridades.

  Na década de 80 ele gravou os álbuns O Descobridor dos Sete Mares, de 1983; Um dia de Domingo, de 1985; e Tim Maia, de 1986, seus mais significativos trabalhos. No ano de 1988 ele conquistou o Prêmio Sharp como Melhor Cantor. Em 1992 ele agradeceu a gravação de seus hits por ícones da música brasileira gravando ‘Como uma onda’, de Lulu Santos e Nelson Motta. Nesta década ele trabalhou ativamente, lançando mais de um CD por ano.

  Nos anos 2000 foram resgatados vários trabalhos de seu estágio racional, entre eles Escrituração Racional, Brasil Racional, Universo em Desencanto Disco, entre outros, encontrados somente na Internet.

  Ao longo de sua carreira ele enfrentou sérias dificuldades com o álcool – ingeria pelo menos três garrafas de uísque todo dia -, com a maconha e a cocaína. Tinha um gênio difícil, cultivava inimizades, processos de trabalho, conflitos com críticos, rejeição de antigos amigos e ausências nos próprios shows.


  Tim Maia morreu no dia 15 de março de 1998, na cidade de Niterói, de infecção generalizada; com a saúde frágil, mesmo assim tentou realizar um show, não suportando as exigências impostas ao seu organismo. Hoje sua memória continua viva, principalmente através de seu sobrinho Ed Motta, herdeiro de seu talento musical.

Fontes:
Biografia por Ana Lucia Santana
http://www.mpbnet.com.br/musicos/tim.maia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Maia

sábado, 28 de julho de 2012

RAUL SEIXAS - Biografia e Vídeo!

Nascido em 28 de junho de 1945, Salvador, Bahia, Raul Santos Seixas, tinha dois ideais: o de ser cantor ou escritor. Sempre à frente, em matéria de música, o rock tornou-se uma necessidade, levando-o em 1962 a fundar o Grupo "Relâmpagos do Rock", passando-se a chamar de "The Panthers" e por fim "Raulzito e os Panteras". (Em 1968, já casado vai para o Rio e grava o primeiro LP. Mesmo fracassando não desiste). Criou músicas e discos de sucesso para Jerri Adriani, Trio Ternura, Renato e Seus Blue Caps, Tony e Frankie, Diana e Sérgio Sampaio, combinou o Rock de Elvis com o baião. Dividiu parceria com Paulo Coelho no álbum Gita, conseguindo assim seu primeiro Disco de Ouro. Hora de mudar o mundo! A controvertida "Sociedade Alternativa" não agradou e Raul foi preso e torturado pelo DOPS tendo que deixar o País. "Há dez mil anos atrás" é o fim da parceria com Paulo Coelho e acaba por deixar a Phillips. Em 1977 faz com Claudio Roberto: "O Dia em que a Terra Parou" junto a WEA. Recupera-se de uma forte pancreatite e em 1978 lança o álbum "Mata Virgem".

          Em 1983 lança o álbum "Raul Seixas", pela Eldorado onde numa das faixas ele conta a história do Rock, e no mesmo ano lança o livro "As aventuras de Raul Seixas na cidade de Thor". Sempre com um público enorme, seu fã-clube oficial lança o álbum "Let me Sing My Rock and Roll". Em 1987 lança o álbum "Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!" pela Nova Copacabana. É importante ressaltar o lançamento do LP Pedra do Gênesis em 1988, por se tratar de tudo o que significou a Sociedade Alternativa. Em 1989 juntamente com Marcelo Nova, lança o que seria seu último trabalho o álbum "A Panela do Diabo". Mudar o mundo!! O ideal de mudar o mundo! Entre 30 de julho e 13 de setembro de 1987, Raulzito esteve em tratamento de desintoxicação em Vila Serena, São Paulo. A seguir temos um depoimento que ele mesmo chamou de "Inventário", escrito a partir das sessões de terapia e que conta de forma breve um pouco de sua vida,

Vídeo completo sobre a vida de Raul Seixas
(exibido pela Rede Globo)


Uma história Emocionante

Nasci em 45, no final da guerra , portanto minha juventude foi uma juventude pós-guerra necessariamente. Comecei a usar cabelo James Dean, blusão de couro e a beber cuba-libre, o que espantava meus pais burgueses de classe média: 'Um menino que teve tudo , nasceu em berço de ouro, mimado , por que age assim?' , meus pais se indagavam. 


Minha mãe queria que eu fosse presidente da República. Meu pai era chefe de Telecomunicações da Viação Férrea Federal da Bahia. Além disso ele sempre foi um sombra em minha vida. Na realidade, hoje é que ele está sentindo necessidade de se chegar; eu e meu único irmão o estamos acatando.



Casei quatro vezes e morei um ano e meio com a carioca Tânia, com a qual não tive filhos. Foi minha terçeira mulher. 



Anos 50: nossa familia com meu pai saímos viajando por todo o interior da Bahia inspecionando estações de trem. Ouvia muito Luiz Gonzaga e os repentistas da estrada de ferro. Meu irmão e eu tomávamos cachaça escondido junto com os matutos do norte. 



Na cidade em Salvador papai ouvia o Repórter Esso, mamãe colecionava a revista O Cruzeiro, e ficou muito deprimida quando Marta Rocha perdeu por duas polegadas a mais!!! Eu metido em brigas de turma nos bairros: lambreta e conduíte. 

Naquela época a Bahia estava infestada de americanos que trabalhavam para a Petrobrás. Em 54 surge nos Estados Unidos Elvis e o Rock'n'Roll caipira, além do blues dos negros do sul. Os filhos dos gringos me apresentavam esse novo fenômeno através de discos e revistas. Quando a gente se encontrava na rua o papo era: 'E aí , tudo bem, tem disco novo?' Aprendi blues e rock antes destas músicas terem chegado ao Brasil. Além disso aprendi inglês fluentemente. 

Troquei minha lambreta por dois velhos pares de violão e um contrabaixo de pau. Baixo acústico. 

Perdi a segunda séria do ginásio por cinco anos para comparecer aos programas de rádio e ao Elvis Rock Club, onde se bebia e dublava os artistas americanos; eu era o único que cantava e tocava ao vivo." 



A VOLTA E A EXPLOSÃO DO DISCO GITA: 



O disco "Gita" explode, vendendo 600 mil cópias, fazendo Raul voltar para o Brasil. É o primeiro disco de ouro de sua carreira. 



"Raulzito" lança o "Novo Aeon" e "Há Dez Mil Anos Atrás", e encerra sua parceria com Paulo Coelho. 



Seguem-se os lançamentos de 19 discos, entre eles: "O dia em que a Terra parou" (1977), "Abre-te Sésamo" (1980), "Metro Linha 743" (1984) e "UAH-BAP-LU-BAP-LAH-BÉIN-BUM!" (1987), entre outros. Raul fundiu o tal rock'n roll americano com diversas variações rítmicas brasileiras, do xote ao baião, ajudando a criar a cara do rock nacional, e influenciando assim as bandas que foram surgindo. 



Lançou ainda dezenas de compactos, o livro "As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor" e fez contratos em todas as gravadoras majors do país. Teve ao todo cinco mulheres e três filhas. 

Entre 30 de julho e 13 de setembro de 1987, Raulzito esteve em tratamento de desintoxicação em Vila Serena, São Paulo. 

No dia 21 de agosto de 1989, às 9 horas, Dalva Borges da Silva, empregada de Raul, chega ao apartamento nº 1003 do Edifício Aliança, zona central de São Paulo, e encontra Raul morto em sua cama. Ele havia falecido duas horas antes da chegada de Dalva, de parada cardíaca causada pela pancreatite de que sofria há anos, consequência do alcoolismo. 


Fonte: ielaine.br.tripod.com
www.mdig.com.br
Youtube

















terça-feira, 27 de março de 2012

RENATO RUSSO e a LEGIÃO URBANA - Biografia e Vídeo completo .



RENATO MANFREDINI JÚNIOR NASCEU, NO DIA 27 DE MARÇO DE 1960 NO RIO DE JANEIRO.

Renato Russo é considerado por muitos fãs o irmão mais velho de toda uma geração. Uma geração que ele mesmo batizou de Coca-Cola. Desde 1985, quando a Legião Urbana lançou seu primeiro disco, até hoje, milhões de fãs, de diversas idade, classes sociais e culturas diferentes se sentiram profundamente tocados pelas letras do cantor.
Considerado por alguns como o líder quase messiânico dos jovens, Renato Russo refutava veeementemente essa idéia, dizendo que era apenas um cantor que cantava o que as pessoas gostavam e queriam ouvir. Renato Manfredini Júnior (seu verdadeiro nome) nasceu no dia 27 de março de 1960, às quarto horas da manhã, na Clínica Santa Lúcia, em Humaitá, no Rio de Janeiro. Aos sete anos foi morar em Nova Iorque, após seu pai, funcionário do Banco do Brasil, ser transferido para os Estados Unidos.

15 ANOS

Renato sofre de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos de suas pernas.
Em 1969 a família Manfredini volta para o Rio de Janeiro, mais precisamente para a Ilha do Governador onde ficam morando até 1973, quando mais uma vez seu pai é transferido, desta vez para Brasília.
Aos 15 anos, Renato Russo sofre de uma doença rara chamada Epifiólise, que tira os movimentos de suas pernas, fazendo com que ele passé o tempo todo sentado ou deitado. O período da doença dura dois anos onde Renato estudou e leu muito, tanto que em 1977 passa direto no vestibular de jornalismo da CeuB.

THE 42ND STREET BAND

Renato começa a esboçar os primeiros desejos de se tornar músico.
É nesse período da doença que Renato começa a esboçar os primeiros desejos de se tornar músico. Em sua imaginação ele cria uma banda chamada 42nd Street Band, na qual ele era o vocalista e se chamava Eric Russel. Pela primeira vez o seu nome artístico começava a aparecer. “Russel”era uma homenagem a um dos seus filósofos favoritos, o ingles Bertrand Russel. Mais tarde, o “Eric Russel” daria lugar ao conhecido “Renato Russo”.
Banda Aborto Elétrico

O EMBRIÃO…

Renato começa a se envolver com o movimento Punk.
Totalmente recuperado da doença, Renato começa a se envolver com o movimento punk criado em Londres nos anos 70. Calças rasgadas, alfinete na orelha eram o suficiente para chocar a sociedade brasileira da época.
Em 1978, já aos 20 anos, Renato Russo realiza o seu primeiro show com músicas próprias no bar Só cana, em Brasília. O Aborto Elétrico ia bem até que André Pretorius deixa a banda para prestar o serviço military na África do Sul. A banda então ganha dois integrantes: Flávio Lemos e Ico Ouro Preto. Nesse ano Renato conhece Dado Vila-Lobos e Marcelo Bonfá.

TROVADOR SOLITÁRIO

Renato passa a compor com mais intensidade e a realizar shows onde ele toca violão e canta sozinho.
No ano seguinte, o Aborto Elétrico acaba por causa de diversas brigas entre Renato Russo e o baterista Fê Lemos. Renato passa a compor com mais intensidade e a realizar shows onde ele toca violão e canta sozinho, ficando conhecido como o Trovador Solitário. É nessa época que alguns clássicos do rock nacional como “Eu Sei” e “Química” foram escritos por Renato.

LEGIÃO URBANA

Renato convida Marcelo Bonfá para formarem uma banda chamada Legião Urbana.
Sabendo do talento de Renato, o baterista aceita imediatamente e convida o guitarrista Eduardo Paraná e o tecladista Paulo Paulista para fazerem parte da nova banda. Paraná também  deixa a Legião Urbana para estudar violão clássico em Tauí, interior de São Paulo. Um mês depois de entrar na banda, Ico Ouro Preto também sai da Legião e finalmente em março de 1983 é convidado Dado Villa-Lobos para assumir definitivamente a guitarra.

EMI ODEON

A Legião Urbana faz seu primeiro show no Rio de Janeiro e é convidada pela EMI Odeon para gravar uma fita demo.
A Legião Urbana começa a fazer sucesso e diversas fitas com shows piratas da banda são trocadas por fãs de toda parte do país. Com o sucesso do primeiro disco do Paralamas do Sucesso, onde a música “Química” foi gravada, a banda começava a interessar grandes gravadoras. Em 23 de julho a Legião toca pela primeira vez no Rio de Janeiro, no Circo Voador, e é convidada pela EMI Odeon para gravar uma fita demo.

1984

A Legião Urbana fecha contrato com a EMI e Renato volta para o Rio de Janeiro.
No ano seguinte, Renato Rocha é convidado por Bonfá para assumir o baixo da Legião Urbana, deixando Renato Russo mais livre para cantar. Em outubro de 1984 a Legião fecha contrato com a EMI e, em janeiro de 1985, lança seu primeiro disco, com sucessos como “Será”, “Ainda é Cedo”, “Geração Coca-Cola” e “Por Enquanto”. Em agosto, os integrantes da banda deixam Brasília e vão morar no Rio de Janeiro. Renato volta para sua antiga casa na Rua Maraú, na Ilha do Governador.
Com o sucessos do primeiro disco, Renato Russo começa a compor muitas músicas para o novo trabalho. A banda desejava lançar um disco duplo chamado Mitologia e Intuição, mas acabou lançando um disco simples, com 12 faixas. Para muitos, Dois, gravado entre janeiro e março de 1986 é o melhor disco da história do rock nacional.
Em dezembro de 1987 é lançado o terceiro disco da banda, Que País É Este, com músicas compostas na fase do Aborto Elétrico. A Legião Urbana começa a ganhar status de maior banda de rock do Brasil, o os seus shows estão sempre lotados. Estoura nas radios de todo o Brasil o épico “Faroeste Caboclo”, uma paulada de quase dez minutos e 159 versos, nenhum repetido.


ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA

A banda enfrentou um dos piores momentos da sua carreira.
Em dezembro de 1988 outro fato marcaria profundamente a Legião Urbana. O baixista Renato Rocha sairia da banda após diversas divergências com os outros integrantes. A Legião Urbana deixava de ser um quarteto para ser um trio.
Renato Russo assumiu novamente o baixo nas gravações do disco As Quatro Estações, lançådo em novembro de 1989, consumindo dezesseis meses de gravação.
Após o disco pronto, Renato Russo viaja para São Francisco, nos Estados Unidos. É ali que começa a imaginar a sua carreira solo que só viria a se tornar realidade em 1994.

AS QUATRO ESTAÇÕES

Lançado em novembro de 1989, estoura em todo país.
Vendendo mais de um milhão de cópias e lançando de vez a Legião Urbana para o estrelato. Nos dias 11 e 12 de agosto de 1990 a Legião fez dois impressionantes shows no Parque Antártica, em São Paulo, para mais de 80mil pessoas. Os fãs, cada vez mais fervorosos, acompanham cada passo da carreira de Renato Russo e fazem um trocadilho com o nome da banda a chamando de “Religião Urbana”, fato que incomoda profundamente o cantor, que rechaçava essa idéia.
Em dezembro de 1991 o disco V é lançado pela EMI Odeon. Nessa época Renato enfrentava uma séria crise com drogas e álcool, e a turnê de divulgação do disco foi cancelada em Natal, no Rio Grande do Norte, apenas um mês após seu início.

ACÚSTICO MTV

A Legião Urbana gravou no Hippodromo, em São Paulo, o especial Acústico MTV.
O Acústico foi lançado sete anos depois, em outubro de 1999, em video e em cd. No dia da gravação Renato Russo cantou a música “Hoje A noite Não Tem Luar”, uma versão para a música dos Menudos. Em dezembro de 1992 é lançado o disco Música para Acampamento, com diversas gravações realizadas entre 1984 e 1992.

THE STONEWALL CELEBRATION CONCERT

Renato Gravaria seu primeiro disco com 21 músicas em ingles.
A carreira solo
O disco O Descobrimento do Brasil é lançado em novembro de 1993, e a música “Perfeição” fica em primeiro lugar nas radios de todo o país. A excursão do disco começou apenas em junho de 1994, poise m fevereiro e março Renato gravaria seu primeiro disco solo: The Stonewall Celebration Concert, com 21 músicas em ingles. Os royalties do disco foram doados para a Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, campanha do sociólogo Betinho.

1995

O ultimo show da história da Legião Urbana
Feliz com o resultado do seu primeiro disco solo, Renato viajaria com Gilda Mattoso para a Itália, a fim de iniciar uma pesquisa para seu próximo disco solo, todo em italiano. Logo após a sua volta da Europa a Legião faria um show em Santos, na Reggae Night. Durante a apresentação Bonfá foi atingido por uma lata de cerveja. Em protesto, Renato Russo passou boa parte da apresentação, deitado no chão, olhando seu relógio. Era 14 de janeiro de 1995, e aquele foi o ultimo show da história da Legião Urbana.
Renato dedicou o restante de 1995 para as gravações do segundo disco solo, Equilíbrio Distante, lançado em dezembro do mesmo ano. No início de 1996, a Legião Urbana começa as gravações que resultaram no disco A Tempestade. Mais de 30 faixas foram gravadas, apenas 15 lançadas em setembro.

1996

Morre Renato Russo em seu apartamento na rua Nascimento Silva, em Ipanema.
No dia 11 de outubro, 1h15, more Renato Russo em seu apartamento na rua Nascimento Silva, em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Legião Urbana acaba oficialmente uma semana depois, deixando milhões de fãs órfãos.

HOMENAGEMS PÓSTUMAS

Em julho de 1997, é lançado o disco póstumo Uma Outra Estação, com o restante das faixas gravadas entre janeiro e junho de 1996. Logo depois, em novembro foi lançado o disco O Último Solo, também com faixas inéditas que deixaram de entrar nos dois discos solos do cantor.
O primeiro disco com a antologia dos maiores sucessos da Legião Urbana chamado Mais do Mesmo foi lançado em março de 1998, esgotando-se rapidamente nas lojas. Em outubro de 1999, o acústico MTV foi lançado em CD e em Vídeo.
Em março de 2001, é lançado o disco ao vivo Como É Que Se Diz Eu Te Amo, com oso shows gravados nos dias oito e nove de outubro de 1994 no Metropolitanm Rio de Janeiro.

PRESENTE

O trabalho de catalogar todo o material inédito de Renato Russo e da Legião Urbana, como sobras de estúdio e outras versões está a cargo do jornalista Marcelo Fróes. O primeiro fruto desse trabalho de arqueólogo foi Renato Russo Presente, lançado em março de 2003, quando Renato completaria 43 anos de vida.
Músicas inéditas como “Hoje” (parceria com Leila Pinheiro), “Mais Uma Vez”, “Thunder Road” e “Boomerang Blues” se misturam a entrevistas concedidas pelo cantor e a outras parcerias com músicos consagrados.

Fonte:
http://www.renatorusso.com.br
Youtube



 
 
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O’Sensei Morihei Ueshiba




O’Sensei Morihei Ueshiba


Em 14 de dezembro de 1883 nasceu em Tanabe, na província de Kii (hoje Prefeitura de Wakayama) o filho de Yoroku e Yuki Ueshiba, aquele que viria a ser o grande Mestre, criador da mais perfeita e elevada síntese das Artes Marciais Japonesas.

Chamou-se Morihei Ueshiba e até a adolescência era um garoto pequeno de aparência frágil.

Entretanto ele era espiritualmente forte e seu comportamento diferia muito dos garotos de sua idade. Desde os 10 anos demonstrou grande interesse pelas Artes Marciais conhecidas na época.

Yoroku Ueshiba era membro do conselho local e o principal guardião da aldeia. Havia na localidade um grupo de oponentes políticos que desafiava sua autoridade, opunham-se a ela e o seu chefe vinha sempre à casa de Yoroku para negociações; nessas ocasiões o agressivo oponente apresentava-se grosseiro, não só o criticava mas o ameaçava seriamente.

O fundador, rememorando aqueles tempos, quando tinha cerca de doze anos, dizia que surgiu em si um profundo sentimento de revolta e jurou que não importa que dificuldades, tornar-se-ia forte e não permitiria mais tais ofensas, já que seu pai era um homem de caráter reto e honesto. Este sentimento impulsionou ainda mais o adolescente Morihei para o aprendizado das Artes Marciais.

Em 1901, o jovem Morihei com 18 anos, subiu o primeiro degrau na direção de sua sonhada ambição.

Mudara-se para Tokyo para atender a vocação de tornar-se um grande comerciante. Dispendia seu tempo aplicando-se como vendedor e estudando jujutsu-kitoryu à noite. Nesses tempos gostava de ouvir debates políticos, algumas vezes. Esse período de sua vida durou pouco, pois dentro de poucos anos foi obrigado a retornar ao lar, por motivos de doença.

Retornando à sua terra natal, Tanabe, província atual de Wakayama. Após curado de sua enfermidade, o jovem Morihei objetivou tornar-se mais forte e iniciou a prática de exercícios físicos, dentre eles a caminhada. Andava ou corria cerca de 5 quilômetros, mas preferia andar. Aos poucos foi adquirindo excelente vigor físico e dentro de pouco tempo conseguia levantar dois balaios de arroz, quando antes mal conseguia erguer um.

Ao completar 20 anos sua aparência era bem diferente da daquele garoto franzino da adolescência. Sua estatura era baixa, mas sua estrutura corpórea era bem mais forte que a maioria das pessoas. Mas a força física, suas performances não o satisfaziam plenamente. Sua vocação o atraía para o Budo.

Com o objetivo de estudar Yagyu-Ryu-Jujutsu transferiu-se para Sakai. Seguindo um chamado interior que o levara à prática de atividades sociais. Ocupou-se na época a resolver os problemas de limites de sua aldeia com as vizinhas e também com os problemas da indústria de pesca local. Foi através dessas atividades que se tornou muito conhecido na região, envolvendo-se em inúmeras atividades que, vez por outra, gerava boas dores de cabeça para seu pai.

Espírito forte, pleno vigor da juventude, não se contentava em igualar-se aos outros. Queria fazer sempre o dobro dos demais e não havia atividade em que não se destacasse; se uma pessoa carregava 160 libras, ele se esforçava para levar 180, e isto se dava a qualquer hora ou lugar.

Este temperamento impetuoso o levou às disputas da produção de pasta de arroz, tradicional em sua região. Um tipo especial de arroz cozido era colocado em um pilão de pedra , de tamanho considerável, e o objetivo era torná-lo pasta através do martelamento com uma grande marreta de madeira de cabo longo. Após martelamento contínuo, esse arroz tornava-se numa pasta consistente, laminado, que após resfriamento era servido para comer. O grande peso dessa marreta aliado à sua forma desajeitada , devido ao longo cabo , dificultava a operação , exigindo do operador grande dose de força e habilidade; a freqüência das marretadas era cansativa e penosa. O fundador esperava ansiosamente por estas disputas e desafiava dois, três ou até mais jovens e todos eram abatidos sem apelação. No final as marretas que ele usava acabavam quebradas . Mais disputas, mais marretas quebradas.

Ocorre aqui uma situação pitoresca.

Os promotores das disputas, para economizar marretas encontraram uma fórmula simpática: convidavam o jovem Morihei a participar do chá servido às personalidades, desviando-o da competição recusando, sem ofensa, sua ajuda na produção da pasta.

Agravaram-se nesta época as relações Rússia-Japão e o governo japonês estimulou a arregimentação militar. O jovem Morihei alistou-se como soldado no regimento de Wakayama. Sua excelente forma física e sua habilidade e capacidade atraíram de pronto as atenções do comando do regimento. 

O fundador tinha apenas 1,57 m de altura mas uma estrutura atlética estraordinária, pesando 80 quilos, jamais foi o segundo da turma quando se tratava de exercícios pesados, ginásticas preparatórias para a guerra, corrida e transporte de pesadas cargas de material bélico. Muitas vezes seus companheiros de regimento arriavam nas marchas frente às duras exigências das marchas com equipamentos. Nessa oportunidade o fundador, que sempre era o primeiro do pelotão arcava com duas e até três mochilas e armamentos pessoais pesados.

Na batalha da Manchúria foi várias vezes citado como homem de valor e suas atitudes corretas e justas não raro ajudaram a debelar crises na tropa.

Quando deu baixa do serviço militar foi solicitado pelo seu comandante direto a realistar-se, além de ser requisitado para serviços volutários. Foi convidado também a entrar na academia militar. Recebeu várias visitas de comandantes de sua companhia, batalhão e regimento, sempre tentando persuadí-lo a dedicar-se à carreira militar. Mas parece que o fundador tinha realmente uma premonição sobre a importância que teria sua vida para toda a humanidade., se seguisse sua própria vocação, seu caminho.

Após dar baixa no serviço militar não retornou às suas atividades anteriores. Seu dinamismo, sua juventude e seu espírito vigoroso o levaram a liderar as atividades dos jovens do seu distrito.

Foi nessa época que o então 3o grau faixa preta de judô Kiyochi Takagi visitou a cidade natal do fundador. Este organizou um grupo dentro do clube dos jovens que tomou o Mestre Takagi como seu mestre (Takagi tornou-se mais tarde 9o grau de faixa preta de judô). 

Entretanto, talvez devido à fadiga provocada pela vida militar, pela guerra, Ueshiba Sensei ficou acuado por seis meses, sofria de penosas dores de cabeça e estranhos sintomas. Isto deixou seus pais muito contristados. Finalmente recuperou totalmente sua saúde.

Com seu extraordinário espírito audacioso e capacidade de enfrentar o novo sem vacilar decidiu estabelecer-se em uma terra pouco desenvolvida, mudando de ares. Em busca de nova ocupação, transferiu-se para Hokkaido, no limite norte do Japão. Para lá se transferia como líder de um grupo de prisioneiros, oriundo de sua região e iniciou o desenvolvimento em torno de Shirataki, região de Morisetsu, província de Kitami.

Uma vez reconquistado seu vigor, sua total saúde, com espírito renovado entrou nos seus trinta anos, disposto a levar avante a missão que se tinha imposto. 

Ampliou sua capacidade ao realizar suas tarefas a cavalo pelos campos e montanhas treinando duramente e ampliando sua resistência aos rigorosos frios de inverno, enfrentando eventualmente terríveis tempestades, tomando-se um homem intrépido. Foi eleito membro do Conselho da vila de Kamiyubetsu em Shirataki.

Tornou-se conselheiro do prefeito Urataru Kameshige nos assuntos dos imigrantes e para tanto entrou em contato com o escritório do governador de Hokkaido.

Organizou nessa ocasião uma associação para a extensão da ferrovia de Sekihoku, para levá-la até o distrito e foi recomendado como presidente da associação.

Seus esforços sinceros foram reconhecidos e aprovados pelo povo, e em 1912 os habitantes de Shirataki lhe concederam a honra de um voto de confiança por estas atividades e o denominaram "rei de Shirataki".

Em 1915, com 32 anos, suas terras e a vila que liderava haviam prosperado substancialmente, graças a seus esforços e seu espírito de união. Nessa ocasião, chegou a Hokkaido o Mestre de Daito-Ryu Jujutsu Sokaku Takeda e sua estadia ali, encontrou-se com a incontida ambição do Fundador de aprender mais e mais, aprofundando seus conhecimentos e sua capacidade nas artes marciais. Procurou o mestre Sokaku e recebendo dele a opinião de que poderia aceita-lo como aluno devido à sua excepcional potencialidade tornou-se seu discípulo.

Descreve-se a origem do Daito Ryu Jujutsu como tendo sido iniciado pelo príncipe Sadazami, sexto filho do Imperador Seiwa, no século 19. Esta arte foi desenvolvida e preservada até os dias atuais, com a profundidade de sua teoria e a existência de grande número de técnicas.

Após tornar-se discípulo do mestre Sokaku, o Fundador hospedou-se no mesmo hotel em que ele morava por um mês, sempre demonstrando profundo respeito pelo Mestre. Mestre Sokaku tinha gênio difícil, um espírito violento e tratava seus discípulos com muita severidade. O Fundador procurou adaptar-se a essa situação, convidou o Mestre para morar em sua residência para que pudesse aprender mais e cuidou dele com todo o desvelo, cozinhando para ele e dando-lhe banho, o que era tradicional quando um estudante era adotado por um mestre.

Esquecia-se de si mesmo e concentrava todos os seus esforços no aprendizado. Pode-se dizer que estes fatos têm profunda relação com o Aikidô que recebemos como heranças do O'Sensei. Nessa ocasião construiu uma casa para o seu mestre.

Entre 1915 e 1916 o O'Sensei recebeu cerca de 100 aulas do seu Mestre tendo recebido dele um precioso certificado de capacitação. Não foram só as 100 aulas a causa de seu progresso; o seu esforço e dedicação ampliaram seu aprendizado, treinando por sua própria conta. Como aluno de Takeda pagava cerca de 300 a 500 ienes por aula ( 1 ien é igual a 1/2 dólar). Mas seu pagamento se ampliava contando-se como tal os serviços prestados, como rachar lenha e carregar água, etc. para o Mestre. Com esta situação dispendeu grande parte do que havia acumulado, incluindo o recebido de seus pais.

Em 1919 recebeu notícias de sua família que narravam séria doença do seu pai. Com o progresso de Hokkaido e dos pioneiros o Fundador também progrediu em suas posses. A vila que iniciaram já havia desenvolvido muito, com inúmeras construções, incluindo-se a escola local. Devido às notícias recebidas doou todos os seus bens ao Mestre Sokaku Takeda, esqueceu-se do prestígio que já havia alcançado e retornou a seu lar, sem bens e posses, como havia partido.

Durante o retorno ao lar ouviu notícias referentes ao reverendo Wanisaburo (ou Onisaburo) Deguchi, líder da Omoto-kyo, uma nova religião. Decidiu então dirigir-se a Ayabe, prefeitura de Kyoto, onde estava a Igreja Central do Omoto-kyo para orar e pedir preces para o restabelecimento da saúde de seu pai.

Convém citar aqui que, quando criança, o Fundador recebeu profundos ensinamentos religiosos dos seus pais, além de receber também ensinamentos do Monge Mitsujo Fujimoto do Templo Budista Jizoji e aos l0 anos estudou budismo no Templo Homanji de Akitsu. Tornando-se adulto, ali retornava sempre que tinha oportunidade para buscar instruções e orientação espiritual para se fortalecer.

Ao visitar o reverendo Deguchi o Fundador tinha em mente orar pela saúde do seu pai, entretanto, ao ouvir as orientações do reverendo foi tomado por profundo sentimento religioso, como se tivesse sido chocado pelas palavras desse mestre, como se um raio luminoso o tivesse atingido.

Para sua grande tristeza ao retornar a seu lar em Tanabe, recebeu a notícia do falecimento do seu pai. Diante da perda de um dos entes que mais ornava na vida e para sair fora do estado mental em que se encontrava, como se estivesse em um beco sem saída, decidiu avançar nos propósitos de sua vida e desvendar os segredos do budô.

Foi a partir desse momento que a vida do Fundador transformou-se grandemente. Par meditar e orar vestia-se de traje branco, subia ao alto de uma rocha e ali se quedava em profunda meditação e orava. Outras vezes, caminhava sozinho pelas montanhas e, não raro, ajoelhava-se e orava continuamente preces shintoístas. Antigos amigos que não conseguiam compreender os problemas pelos quais passava o Fundador acreditavam que ele estava perdendo o juízo.

Depois de 1916 suas recordações o levavam a pensar no Mestre Deguchi a quem encontrara anteriormente e por sua causa transferira toda sua família para Ayabe. Buscava uma iluminação para seu coração. Fez de uma casa ao pé de uma montanha sagrada de Ayabe o seu lar. Ali ele ensinava Jujutsu e estudava ativamente como Reverendo Deguchi até o ano de 1926.

O Reverendo Deguchi defendia o princípio de que a o homem é portador do amor e da bondade e tinha como objetivo unir o mundo moral através da religião.

Sonhava construir um reino de Paz na Mongólia, com o poder da união das novas religiões, livre da servidão aos velhos costumes, a fim de realizar a prosperidade mútua do Oriente. Com esse propósito o Reverendo Deguchi estabeleceu contato com a Putienchia, religião da Coréia e com a religião chinesa Taoyiian.

Na primavera de 1924 ele decidiu ir pessoalmente à Mongólia. Convidou Masumi Matumura e o Fundador para encontrarem-se no templo Shounkaku, em Ayabe, a fim de delinear seu programa e pediu-lhes que o acompanhassem nessa viagem. Nessa época Deguchi esteve implicado, desde 1921, no escândalo da Omoto Kyo, ocasionado pela acusação de desrespeito ao Imperador. Devido a essa circunstância a viagem proposta estava cercada de segredo. A maioria dos confidentes não tocava nesse assunto. Secretamente Deguchi partiu em viagem de trem de Ayabe pela madrugada de 13 de fevereiro de 1924 e a ele se juntou ao Fundador em Tsuruoba e dali partiram para a Manchúria e a Mongólia.

Foi uma viagem de verdadeiro sofrimento. Sem estradas, com pouquíssimas posses e em constante expectativa para fugir dos inimigos, foram obrigados a usar toda sua força e criatividade para sobreviverem.

Durante os cinco meses da viagem com destino a Mukdeu, interrompida pelos acontecimentos internos da China, que afetavam profundamente a região, o grupo liderado pelo Reverendo Deguchi teve que fugir de assaltos de grupos militares dispersos, desertores e bandidos. O Fundador esteve sempre ao lado do Reverendo Deguchi selando seu destino ao dele. Chegando o grupo a determinado lugar, recebeu um ataque de forças locais, que capturaram todo o grupo, pilhando tudo o que tinha inclusive roupas e sapatos.

As atitudes do Fundador ao serem presos se destacaram da dos demais e, devido a isto, seus captores lhe deram tratamento especial, mantendo-o sob severa vigilância, acorrentando-o e prendendo-o a um pelourinho. Em um determinado momento o grupo foi conduzido a um pelotão de fuzilamento. Momentos antes de se consumar o fuzilamento as forças do general os atacaram, abrindo fogo. Diante desses acontecimentos, o grupo se manteve tranquilo, não aparentando nenhum medo diante daquela fatalidade. O Fundador, de maneira particular, teve uma atitude especial e calma perante essa situação, mantendo-se como sempre, sem demonstrar qualquer emoção e sim uma atitude de grande paz.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Alfred Charles Kinsey - Pai da sexologia e da revolução sexual dos anos 60.



      Alfred Charles Kinsey (1894-1956), o famoso Dr. Kinsey; foi um entomologista e zoólogo norte-americano que trouxe contribuições significativas parasexualidade humana em suas pesquisas. Em 1947, na Universidade de Indiana, fundou o Instituto de Pesquisa sobre Sexo, hoje chamado de Instituto Kinseypara Pesquisa sobre Sexo, Gênero e Reprodução. (Vide Filme: "Kinsey - Vamos Falar de Sexo")
     Pai da sexologia, da revolução sexual dos anos 60. Na verdade, em sua formação, era biólogo. Largou o curso de engenharia para cursar biologia e se tornar doutor em Harvard, defendendo a diversidade padrões de uma espécie de vespa. O pai, professor conservador e religioso, não via com bons olhos os estudos do filho. Sofreu de raquitismo na infância, que deixou seqüelas físicas.

Com Clara McMillen
      Casou-se com Clara McMillen e teve quatro filhos. Na Universidade de Indiana completou seu trabalho de capturar e catalogar mais de um milhão de vespas, que foram doadas ao Museu Nacional de História Natural, em Nova York. Lá, iniciou um centro de estudos sobre a sexualidade humana, hoje Instituto Alfred Kinsey, além de criar o primeiro curso de sexologia.
   Suas investigações científicas na área da sexualidade resultaram em duas grandes obras: Sexual Behavior in the Human Male e Sexual Behavior in the Human Female; que influenciaram profundamente os valores sociais e culturais no mundo todo. Ainda hoje, elas são fundamentais para compressão da diversidade sexual humana.

     Os estudos de Kinsey são considerados muito polêmicos. As críticas apontam desde erros estatísticos de amostra, reconhecidos pelo próprio Kinsey; até o tipo de metodologia, que alguns casos envolviam práticas sexuais dos pesquisadores com participantes. Apesar disso, nunca houve um estudo sobre a sexualidade humana que envolveu tantas pessoas, sendo considerado como um dos maiores estudos mundiais do comportamento sexual humano.

     Por conta dos resultados de sua pesquisa, em 1973, a Associação Americana de Psiquiatria removeu a homossexualidade do catálogo internacional de doenças, recusando-se a continuar considerando os homossexuais como indivíduos com desordem mental. O mesmo aconteceu com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que também passou a não considerar a homossexualidade como uma doença em 1986.

Tabela de Kinsey: classifica de 0 a 6 os níveis de sexualidade.

Mapa!

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