.addthis_toolbox{text-align:center;}.custom_images a{width:32px;height:32px;padding:0} .addthis_toolbox .custom_images a:hover img{opacity:1} .addthis_toolbox .custom_images a img{opacity:0.50}

*******

*******
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poesia. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de abril de 2016

"Pauliceia Desvairada", por Chicão Rodrigues


Francisco Antonio Carlos Rodrigues - Chicão.

ELITE, INOCENTE INÚTIL DO IMPÉRIO


“Dormia A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações.” (Chico Buarque)

Getúlio foi o embrião do crescimento
Instalando indústrias de base e estatais
JK, cinc’anos de desenvolvimento
Depois edificaram “estranhas catedrais”

Após a “década perdida” em transição
Nossa elite liberal curva-se ao império
Doa a preço vil, patrimônio da nação
Rapina a céu aberto, sem nenhum critério.

Hoje o governo constrói um Brasil novo
E “os que lutaram a vida todo pelo povo”
Como Lula, Gandhi, Dilma ou Mandela

Sofrem perseguição “injusta e insofrível”
Atendendo comando alienígena invisível(?)
De transformar Brasil potência em favela.

CHICÃO RODRIGUES
Fortaleza, 15/01/2016


LULA BRASILEIRO


  “Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso...”

 Ainda me lembro dos tempos de desventura
Que no Brasil, foi de Cabral até o Lula
Estamos hoje crescendo de vento em popa
Três refeições/dia alimenta cada boca

Era difícil nos livrar da exploração
O povo sem trabalho, os filhos no lixão
Bens públicos distribuídos entre os amigos
Mas Lula veio e nos livrou dos inimigos

Despertamos no limiar do ano dois mil
E a vontade do povo humilde do Brasil
Já ecoou pelas nações do mundo inteiro

Brasil agora é respeitado em todo o mundo
O trabalhador não é mais um vagabundo
Graças a Lula, o Estadista brasileiro

CHICÃO RODRIGUES


Pauliceia Desvairada


 “Que do céu a terra enfim desceu,
Para subir mortais da terra ao céu.” (Camões)

O complexo de vira-lata da escória
Excremento remanescente do império
Pseudo elite, mergulhada em vitupério,
Não querem ver nosso Brasil fazendo história

Quatrocentões de araque, miscigenados,
Alimentados pelo braço nordestino
E pelas tetas  do governo, ainda menino
Não querem ver o povo pobre resgatado

Lula e Dilma, mais que governo da nação,
(Embora não reconheçam alguns fascistas)
Foram nossa esperança e nossa redenção.

Livraram-nos de chacais e de oportunistas
Que desde Cabral nos mantinha no grilhão
Mas enfim o Brasil ganhou dois estadistas.

CHICÃO RODRIGUES


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Poema "FATO REAL", por José Maria

FATO REAL

José Maria 


Ao sentastes ao meu lado
Transbordou minha alegria
Não falei, fiquei calado
Se falasse estragaria.

Foi forte meu sentimento
Quando ali você sentou
Tudo parou no momento
Mas o meu corpo pulou.

Já passado o momento
Meu estado tenso reagiu
Recuperando bem lento
O momento que surgiu.

Eu tinha pouca esperança
Deste encontro acontecer
Só alimentava a confiança
Que viesses aparecer.

Aparecesses tão bela
Quão a roseira que plantei
Não tinhas as feições dela
Mas as marcas que guardei.

sábado, 17 de novembro de 2012

Poema do Menino Jesus


Poema do Menino Jesus
Por, Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), recitado por Maria Bethânia 

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

(...)

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão 
E olha devagar para elas.

(...)

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

(...)

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?


domingo, 23 de janeiro de 2011

CARPE DIEN À LISPECTOR

CARPE DIEN À LISPECTOR, do livro "Seduza-me! As Nuances do Amor", por Henrique Musashi. 

Beija-me a boca
Faze-o como eu não tivesse pedido
Diz que foi sem querer
E fingiremos juntos estarmos constrangidos
E não entesados...
Eu te pedirei desculpas
e tudo bem!

Dize-me para aparecer sozinho em tua casa
E eu fingirei procurar outro endereço
E eu tirarei, em meus pensamentos,
os teus adereços,
e outro dia tu desejaras que eu volte,
quando tu estiver só
Ou que isso ocorra em outro endereço...

Dize-me, finge ser uma artista
E que tu posas para um nu artístico
Que eu te pintarei com os meus dedos
sobre a tela de teus lençóis
e me despirei, das máscaras, junto contigo.

E dançaremos sobre este tálamo
Tu me farás feliz suar e soar
Eu te farei cantar soprano e contralto
Com a minha língua
a explorar todos os teus lábios
as tuas pétalas quatrifomes
enquanto eu me perco em ti
Tuas mãos se perdem em meus cabelos
Depois de tudo te olharei nos olhos
E deixarei, saudoso, que a tua vida siga, 
até o dia que me quiseres outra vez 

Nem que fosse uma única vez, 
mas que ficarão para sempre 
Nos melhores lugares 
de meus seis sentidos,
pois depois deste dia, 
mesmo se me tornasse cego,
perceberia tua presença,
seria capaz de distinguir o teu cheiro 
em meio a outras lindas flores,
pois nenhuma delas
se igualaria a meu doce encanto
aos seus lábios mais lindos
que os botões de rosa.

(E a partir deste dia de Luz 
sempre iria me lembrar de sua boca  
quando olhasse um botão de rosa) 

XXV.IV.MMIV













sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SOU NORDESTINO!


"SOU NORDESTINO" poema/letra (embolada) de:
Henrique Musashi Ribeiro - Em, 03/12/1996.


Sou nordestino,
mas moro aqui desde menino
cresci vendo meu pai,
de mãos calejadas, me sustentando na base enxada
deu quase tudo que eu queria,
que não era muito, 
e se não pode eu entedia,
pois bem sei como sofria esse valente sonhador


Sim, ele sonhava,
mas não era com um grande apartamento
nem com uma sela nova pro jumento
Ele só queria me dá escola, 
que eu tivesse algum conhecimento
pra que eu não passasse pelo mesmo sofrimento
Que é a lida de quem a terra cultiva
Dando o suor, 
o sangue 
o tempo e a vida.
Porque a recompensa é a ferida magoada
A roupa rasgada e ensopada,
mas é do suor de um herói trabalhador.


E como tens coragem de vir colocar defeito?
Pois isso aqui tem que ser feito!
Fazer da terra o pão brotar
Ser nordestino não foi escolha foi destino
Temos a mistura do sangue de tanta raça boa
e se estou em terra estranha não é a toa
Se estive ou estou aqui é pra melhorar


Dizem que temos sangue de índio preguiçoso, 
De índio só temos o corajoso
Que pega a onça pelos bigodes,
enquanto ela tenta o abocanhar
Na cidade grande não é muito diferente
na selva de pedra ainda morre mais gente,
pois quem mata não é a onça com fome
ai quem mata é ganância do bicho homem.
E ainda tu vens criticando a gente!?
Agora me responda existe povo mais valente?
E se disser que tem está mentindo... 
É de ti mesmo, cabra besta, estarás rindo
Somos brancos, negros, índios ou caboclos
Sim somos de tudo um pouco
Vida na cidade é vida de louco
Fazemos de tudo pôr tão pouco
E vem tu e chama de “paraíba”, 
“cabeça chata”, “baiano”
“mané” e “joão-ninguém”
Sei que a gente nada tem...
E me joga na cara 
Que “Sampa é terra de gente ativa”
Que “Sampa é igual locomotiva”,
Mas te digo:
- Desta máquina...
O NORDESTINO É O MAQUINISTA 
E O CONDUTOR.

* * * * * * *

         Assim como cultivo as boas raízes de meus antepassados, guardo com carinho a minhas raízes naturais, mas sem frescura, bairrismo e a xenofobia de rejeitar o que é diferente daquilo do que estou acostumado a conviver, pois, do contrário não seria diferente daqueles que discriminam nossos conterrâneos quando chegam aos grandes centros urbanos (principalmente) do Sul e do Sudeste, ou aqueles que descriminam a nós, brasileiros, quando chegamos no estrangeiro. Sim, os mesmos que alguns de nós, às vezes, querem lamber os pés quando estes chegam por aqui.





segunda-feira, 25 de outubro de 2010

DIZENDO NÃO!

DIZENDO NÃO!
 H. Musashi Ribeiro – outubro de 2010.

-
Dizer não é uma virtude
Principalmente para mim
Que não acredito no clamor convincente ‘pseudocarinhoso’
Nos excessos vocativos dos bons adjetivos.
Não sou de peitar tolos e lisonjeiros,
mas meu silêncio não é subjacente

Não me penduro nas linhas das costuras alinhavadas
do improviso semiprofissinal
Antes olho o tanto que já me esforcei
em meus estudos seculares,
olho meu Curriculum Humanum e Vitae
E ainda irei buscar muito mais...
Por isso não acredito e nem me empolgo
com promessas floreadas.
Não sei viver ou esperar por planos infalíveis
aos lábios dos charlatões domésticos,
mas adiados ao sabor dos ventos da ciclotimia.

Adoro tomar umas nos finais de semana
Às vezes nas sextas,
na companhia de bons irmãos
(3 brindes à família Ribeiro)
Mas nem por uma noite ébria
Eu me diria fã daqueles
"que amam pra sempre enquanto dure".
Pois  quando bebo, só bebo.
Não fico rico, não fico valente,
nem esquecido nem sonso cristão,
Nem tenho uma cara para cada companhia e situação.
(“Se tô com Chico desprezo o Francisco?”)

Só me abstenho dos “abstêmios moralistas”!

Tomo minha pinga com soda zero açúcar,
Meu Wisk com gelo e água de coco
E não sei tomar meu Dry Martine
apressado e em copo descartável
Gosto de sondar transparências,
a azeitona empalada na madeira
observar a graça feminina das meninas
que passam tranqüilas de sei lá de onde.
Ah! Raramente tenho ressaca!

Se olharem...
Meus cabelos longos
não me deixam passar despercebido
e a minha educação e condição
Não meu deixam passar desapercebido
E só!

Não saberia, por exemplo,
ser subalterno de um sujeitinho ordinário
que não sabe o básico - SER GENTE!
Não tenho saco pra lidar com malogrados e mulambentos
acometidos de solisticismo
que os impede de agir com clareza
de olhar nos olhos e não saber simplesmente dizer:
- BOM DIA!
Não tenho nem quero sociedade
com a escola da malandragem.

Acabou meu último lote de tolerância com a ignorância,
Com aqueles analfabetos funcionais.
Estes que não suportam a luz do SABER.
Ou seria o fato de “saber” que fugiram da escola?

Desculpem os que são gratos e satisfeitos
com suas esmolas da preguiça,
mas que insistem a atribuir aos céus
por todo dia terem feijão com arroz
Isso pra mim não basta
E digo mais:
- TRABALHAR PRA LISO
 É PEDIR ESMOLA PRA DOIS.


******* 

       Interessante que a única coisa que todo espertinho (canalha) sabe cobrar, com convicção, é a ‘humildade  alheia’, afinal o que seriam deles se não fossem NÓS, os "bons otários", a esperar nossos direitos e benefícios caírem dos céus. Acordem Ovelhinhas!


Idiota não é quem “toma umas biritas” com os amigos, quando pode e se pode, tendo conquistado esse direito sem depender de ninguém. Agora acho extremamente imbecil, não apenas idiota, certos abstêmios de cara lisa, espiritualistas de 5.ª categoria, que cospem na cara de quem lhes são generosos, mas não deixam de ser, convenientemente,  subservientes a determinado tipo de contraventores...


Tem Toxicômano FDP,  que quando quer se fazer de santo, para até de beber e ainda tira onda da cara de quem bebe. Bem, EU posso dizer ao delegado quem é o meu fornecedor e quem sabe até convidar a mesmo pra tomar uma lá em casa, como de fato, na época de repórter, já tomei Whisky na companhia do Dr. João Eudes Felix (Ex. Delegado em Aracati) com outros amigos e colegas de trabalho. Um viciado poderia fazer o mesmo?


Ah! E como dizia Dr. Abelardo Costa lima Filho (já falecido) político e amigo da minha família em Aracati:
- “Cachaceiro é quem faz, eu sou apenas consumidor!”
E no caso sou “licorseiro” e além de consumir moderadamente a boa e velha pinga do nosso amado quilombo do Cumbe, adoro uma cerveja gelada com os amigos, também aprecio um bom vinho entre outras na companhia de GENTE que sabe ser GENTE. Só não quero associação com indivíduos que andam pela contra mão da vida pelos atalhos da deslealdade, seja de que forma for.


Eu nunca perco uma BOAS AMIZADES, mas o destino se encarrega de se livrar do lixo excessivo que passa pela minha vida. Ser responsável é muito mais que dar rompantes de moralismo... É atitude. 

Atenciosamente


Henrique Musashi Ribeiro 
Poeta, cronista e escritor -  Eterno aprendiz!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

MENINO REMBRANDT

 MENINO REMBRANDT 
Texto de: Henrique Musashi Ribeiro – Em, 12/07/2010

Rembrandt
menino de olhos de anjinho barroco
pinta de artista, jeito de moleque
 de olhar confuso,
pensamento distante e inquieto,
mas querido por quem
apenas te queria por perto.

Sabe, Rembrandt
A tua presença era apenas o suficiente
Sem “lombras”, “nóias” e neuras
 sem o mecanismos químicos,
mas apenas de cara, com a sua gente
tomando uma cerveja sem compromisso,
rindo, brincando e falando besteira.

Queríamos mais tempo contigo
Que pena, que não tiveste tempo de descobrir
quem eram os teus verdadeiros amigos
que queriam compartilhar contigo
coisas muitos muito mais raras e caras:
Amizade e sinceros sorrisos.

Que pena...
Não receberás nesta vida mais esse convite
Não foi apenas a tal da ausência,
mas a forma que tão tolamente
tão cedo partiste
Isso deixou o nosso mundo um tanto mais triste.

Menino Rembrandt
hoje, por tua causa amanheceu diferente esta manhã
não houve a agitação dos afazeres
da pressa da labuta
amanheceu frio, mesmo aos 38 graus

Ontem à noite,
Mais uma vez roubaste a cena
Paralisastes nossos olhos marejados
Levaste um pouco de nossa alegria
E nosso coração não quis acreditar
Que era tu que se ia.

Vai em paz garoto
Agente se encontra um dia
E vamos fazer mais festas regadas
de saudáveis alegrias.
Vai em paz Rembrandt
Agente se encontra um dia.


***
 In memorian do jovem amigo Rembrandt Mendes
Juazeiro do Norte - Ce




domingo, 9 de maio de 2010

CORAÇÃO DE MÃE

DE: ALZIRO ZARUR

A mãe era uma santa, mas o filho
Com amigos seguia errado trilho.
Sofria tanto a pobre criatura
Porque o filho vivia vida impura!


E dizia-lhe: "Filho, sê bonzinho..."
Mas ele: "Já me enfara o teu carinho!"
E saía. E voltava já noite alta.
Chorava a mãe na ausência do peralta.


II

Um dia, uma paixão cruel tirou
Do moço o raciocínio, e o desvairou.
Certa mulher lascivamente o olhara...
Com um simples olhar o escravizara!


Confessa-lhe o infeliz o seu amor,
E escuta, mudo, sem nenhum tremor:
"Eu não creio no amor da Humanidade;
A bondade dos homens é a maldade...


"Mas, se rasgar à sua mãe o peito
E me trouxer seu coração perfeito,
"Então, sim, poderei ser toda sua..."
A noite fria tinha um céu sem lua.


Contempla a velha mãe no leito puro.
Repousa a santa... O desvairado impuro
Rasga-lhe o seio! E em sua horrenda mão
Traz, inda a palpitar, o coração!


Ei-lo a correr, desabaladamente!
Mas, oh! tropeça, e cai pesadamente.
E o coração materno, já esmagado,
Diz apenas ao filho desgraçado,


Como flor que murchou e tombou da haste:
"Ai... filho amado... tu... te machucaste?"






sexta-feira, 9 de abril de 2010

Poema NO CABARÉ

http://4.bp.blogspot.com/_lY4EdPOYaKk/RuwHB8UKZ9I/AAAAAAAAAPc/363GZV-eHT4/s400/pt_6.jpg
NO CABARÉ
De: Henrique Musashi Ribeiro - Em, 9 de abril de 2005. 

Relevante!
Sinto minhas forças se esvaírem
neste ambiente funesto
Fungos em minha consciência
a dizer-me vulgar
entre as cinzas de um cigarro barato
a submeter-me ao preludio profano
como o tigre, que sou, ando solitário
entre as 'damas' propostas.

Cheio de cachaça,
um embrulho nas entranhas.
- NADA A VER COMIGO!
Social carrasco a dizer-me estranho
Não me encaixo!
Sou o estranho em meio as garrafas
a incinerar garganta, bucho e filme.

Penso...
Penso e tonto como meu caminhar
balbo e ébrio cruzando o prostíbulo
Não me encaixo!
Nada neste lupanar me identifica
a não ser o desejo mútuo de se entorpecer
como o meu vulgar tranqüilizante.

(1 hora depois...) 

Ébrio é o meu comportamento infeliz
Faço merda... Falo merda...
da solidão que me impõe o carrancismo
a dizer-me freguês do fútil
talvez útil ao meu 'ID' a dizer-me animal comum
quando na verdade sou o poeta
deslocado de tudo que aqui existe
Sou o social carrasco! 

Pélvis a contemplar-me comum
em meio a vulgaridade ali,
citada também, tão comum
Aqui paixão é algo flutuante e enganoso
a dizer-me que o amor,
talvez, seja algo inexistente...

Fujo! Roubo segundos de minha vida
a dizer-me eterno
quando na verdade sou mais que efêmero. 
Brega, triste,
inusitada voz irritante
sobre os meus conceitos incomuns,
pois que nunca paguei por sexo (neste contexto!)
Não irei pagar por segundos fantasmas e tristes
por apenas satisfação de um instante
a pagar por um espasmo hormonal.



sábado, 19 de dezembro de 2009

DOCE ENCANTO


DOCE ENCANTO
DE: Henrique Musashi Ribeiro - 19/12/2009

Pra onde mando aquelas flores agora?
Se não tenho vosso endereço
Agora  teu busto povoa meus pensamentos
em um discreto negligê em fenício ambiente 
onde  soltos estavam teus cabelos,
pois que te preparavas para teu doce repousar
Hoje, certamente contigo irei dormir 
em minhas lembranças duradouras
Se já que me encontro perdido 
pela doçura de teus olhos
e pela textura de teus lábios 
que parecem ser tão doces 
que o mais doce morango dos pampas
Imaginei por segundos o odor de tuas madeixas
Meu doce encanto...

Teu rosto é a moldura perfeita 
das jóias que da cobiça do meu peito
Me refiro sequioso aos teus olhos e a tua boca.
Ai de mim que não me engano pelas vistas
não sei se nesta vida,
mas já te vi em outro lugar.

Sou às vezes seco e sem lirismo
Não corro atrás do vento
como tolo valete que anda atrás 
de olhares e rostos bonitos
Nem jogo confete fora e nem faço graça
a toda menina que passa 
contigo foi diferente...
GUARDA ESTE MEU SEGREDO!
Minha doce me leide!

Mas pra onde mando aquelas flores?
O que faço com a lembrança
de teus cabelos repousando sobre colo
de teu negligê?
Com a lembrança do rubro de tua boca
E da luz de teu olhar?
E as rosas vermelhas que tenho pra te dar...
Pra onde mando...
Comigo elas irão murchar! 






Mapa!

Locations of visitors to this page