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sábado, 17 de novembro de 2012

Poema do Menino Jesus


Poema do Menino Jesus
Por, Fernando Pessoa (Alberto Caeiro), recitado por Maria Bethânia 

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.

(...)

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão 
E olha devagar para elas.

(...)

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

(...)

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?


sábado, 3 de novembro de 2012

O demônio e a intriga.


Malba Tahan
     Durante as longas peregrinações que empreendeu pelo mundo, o terrível e odiento Enam, o demônio dos olhos chamejantes, foi ter a uma pequena aldeia, muito além do Eufrates, chamada Nagazor. Recebido com acolhedora simpatia pelos habitantes, começou o infernal Enam a agir de acordo com os seus planos. O seu ideal era transformar a pacífica Nagazor num pequenino inferno onde dominasse a discórdia, a cizânia e a desarmonia. Mas todos os esforços do Maligno fracassaram entre as colinas de Nagazor. As artimanhas e maldades do tentador resultaram inúteis.

     Pretendeu semear a discórdia entre os chefes de família e não conseguiu; arquitetou mil e uma desavenças entre as esposas, mas viu cair por terra todos os seus sórdidos artifícios. Insistiam os habitantes de Nagazor em viver em paz e não havia como mudar aquele sereno teor de vida.
Decepcionado com o malogro de seus torpíssimos embustes, retirou-se o Demônio.
     - Eis um recanto que não me interessa. Não vale a pena perder tempo com essa gente desfigurada e inerme. Vou em busca de outros climas.
     A pequena distância da aldeia topou o demônio com um rio de praias límpidas e frescas. Sentou-se na areia clara e pôs-se a meditar. Poucos minutos depois surgiu uma mulher que vinha ao rio lavar as suas roupas. Era uma rapariga forte, de ombros largos, fisionomia simpática, tostada pelo sol. Sob o pano azulado que lhe envolvia a cabeça repontavam pequenas manchas de cabelo castanho; os seus olhos eram negros e vivos.
Ao vê-la chegar Enam sorriu meio desconfiado. A mulher parou, deixou cair ao chão a pesada trouxa que trazia, e encravando resoluta as mãos na cintura encarou com arrogância o maligno viajante.
    Que pretendes aqui? - inquiriu com petulante desembaraço. - A tua fisionomia não me parece estranha. És Enam, o mal-intencionado Enam!
     - Sim, minha boa amiga - volveu o Maligno com voz sucumbida. - Sou Enam, o terrível, mas o período áureo de minha vida já terminou; encontro-me em desastrosa e irremediável decadência; as almas fogem de mim e escapam de minhas mãos. Vejo-me agora despojado de meu tão temido e secular poder. Fui arrasado por essa gentinha impertinente de Nagazor.
E o Demônio relatou à lavadeira, com todas as minúcias, o seu fracasso na aldeia e a inutilidade dos seus embustes e artimanhas.
     - Não passas de um simplório - garganteou a mulher, imprudente, sorrindo com desprezo. - Ainda não percebeste que os teus recursos satânicos se limitam a truques obsoletos e ridículos? As tuas armas, meu velho, outrora tão temidas pelos homens, são no século em que vivemos irrisórias e grotescas. Tens que renovar os teus planos e modificar os teus métodos.
     E, depois de ligeira pausa, encarou o demônio cruzando os braços num desafio, com um relâmpago de inspiração no olhar:
     - Queres apostar comigo? Sou capaz de transformar a pacatíssima aldeia de Nagazor, de ponta a ponta, num verdadeiro inferno. 
     Duvido muito! - retorquiu o demônio, retorcendo a boca. - Bem vejo que não conheces aquela gente insípida de Nagazor. Mas escuta: se fizeres o que acabas de prometer receberás de mim uma bolsa com mil moedas de ouro.
O demônio e a intriga,  por Malba Tahan
     - Combinado! - bradou a lavadeira, endireitando o busto. - Combinado! Vou já para Nagazor. Durante a minha ausência cuidarás destas roupas. Verás qual é a minha maneira de agir.
     E, sem mais palavra, a mulher tomou o caminho da aldeia. E ao chegar a Nagazor bateu à porta de uma casa. Residia ali uma das melhores famílias. - A lavadeira, fingiu-se muito ingênua e bondosa, pediu para falar à dona da casa, a quem ofereceu os seus préstimos como ótima lavadeira, sendo logo contratada. Enquanto entrouxava a roupa suja, ergueu os olhos para o lindo rosto da senhora, e exclamou numa atitude de contemplação envaidecida:
    - Que bandidos os homens! Todos iguais, malditos sejam! Não se pode confiar no melhor deles. Gostam de todas as mulheres, louras ou morenas, menos de suas próprias esposas!
     - Que pretendes insinuar com isso? - inquiriu a dama, mordida pelo veneno da desconfiança, arregalando os olhos sobressaltados.
    - Não sei mentir acudiu a lavadeira, sem hesitações na voz. - Não sei mentir e gosto de revelar sempre a verdade para aqueles que parecem dignos e bondosos. Vindo para cá, quem havia eu de encontrar, entre as sombras do parque, senão teu marido, namorando outra mulher? E, ainda por cúmulo da ingratidão, derretia-se por uma pequena feia, horrorosa; cara de bruxa! Como pode ele desprezar uma beleza como tu, por aquele estafermo, é o que não entendo! Mas não chores, querida patroa, não te aflijas. Não faças caso dessa ingratidão de teu marido. Sou entendida em artes e feitiçarias. Conheço um remédio infalível para fazer teu marido, bilontra e ingrato, retornar ao bom caminho. Aplica-lhe esse remédio e nada mais terás a recear dele. Asseguro-te que ele, depois da primeira dose, nunca mais terá olhos para outra mulher. Escuta bem o que deves fazer: quando o teu volúvel esposo chegar, fala-lhe com brandura; não o deixes desconfiar de coisa alguma. Logo depois que ele pegar no sono apanha a navalha e corta-lhe, com muito cuidadinho, três pêlos da barba, sendo dois pretos e um branco, ou três pretos. É preciso agir com cautela a fim de que ele não perceba nada. Depois dá-me esses pêlos; com eles, prepararei um remédio seguro, que teu marido será, para o resto da vida, de uma fidelidade a toda prova. Odiará todas as outras mulheres e será teu, só teu, com um amor profundo, inalterável e eterno.
     Apanhando a trouxa, a lavadeira saiu à procura do marido da dama e, com a voz e os modos duma criatura consternada, disse-lhe que vinha revelar um segredo horrível; não sabia se teria forças para tanto, preferiria até morrer. O marido naturalmente quis saber do que se tratava, exigiu que ela falasse a verdade e fez sentir que não admitia desculpas ou evasivas.
     - Pois bem - começou a lavadeira, tomando-o à parte, e olhando em roda cautelosamente. – Acabo de sair da tua casa onde minha ama, tua esposa, me deu estas roupas para lavar; enquanto eu estava lá chegou um belo moço, de olhos claros, muito bem trajado, e os dois se retiraram para aquele pequenino quarto que fica ao lado da sala. Pus-me a escutar e ouvi o moço dizer à tua senhora: "Mata o teu marido, querida, e eu casarei contigo". Ela respondeu que não se animava a fazer coisa tão horrível. "Ora - tornou ele com um pouco de coragem, - é muito fácil. Quando teu marido adormecer, corta-lhe o pescoço com uma navalha bem afiada. Aceitarão todos a morte dele como um acidente ou como um suicídio e nada mais. Quem ousaria desconfiar de ti?". A tua esposa relutou um pouco mas acabou por aceitar a idéia e prometeu ao jovem de olhos claros que esta mesma noite executaria o plano.
     Fervendo de raiva, mas perfeitamente calmo na aparência, o marido voltou à casa, sendo cordialmente recebido pela zelosa companheira. À noite, já um pouco tarde, foi para o leito e fingiu adormecer. Pôs-se, entretanto, a vigiar os menores movimentos da esposa.
     Ao vê-la, afinal, abrir a gaveta e apanhar a navalha para cortar os três pêlos necessários ao feitiço da lavadeira, levantou-se num salto, arquejante de cólera, avançou como um louco para a mulher, arrancou-lhe a navalha das mãos e, numa alucinação desesperada golpeou-a várias vezes, prostrando-a sem vida, numa poça de sangue.
     A notícia do crime espalhou-se: os parentes da morta, na certeza de sua inocência, uniram-se para vingá-la e mataram o perverso e sanguinário marido. Os irmãos do assassinado resolveram tomar desforra.
Incendiaram a casa dos assassinos e mataram meia dúzia deles. Lavrou o ódio em Nagazor. E antes de terminar a luta muitas vidas foram sacrificadas e muitos lares arrasados.
     Enam, o demônio dos olhos chamejantes, fiel à palavra dada, pagou a aposta. E, desse dia em diante, passou a usar da intriga como sua arma predileta.
     Bem dizia o sábio:
    - O que o Demônio, com mil perversidades e embustes, não consegue em vinte dias, a intriga realiza, com a maior segurança, em meia-hora.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

FOFOCAR - Além de ser falta de educação é CRIME!?

Fofocas e acusações sem fundamento podem levar a processo judicial Calúnia e difamação são crimes contra a honra, previstos em lei pelo Código Penal. Muita gente, porém, se arrisca a ser processado graças a comportamentos pouco prudentes em assembleia, ou até em conversinhas informais do cotidiano.

  FOFOCA É CRIME? - Dos Crimes contra a Honra

  Segundo o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, a palavra fofoca significa “mexerico, intriga, bisbilhotice.”
  Podemos definir como um meio no qual trafegam informações sobre pessoas, fatos - sejam elas verdadeiras ou falsas.

 Para muitos não passa de um divertimento sem importância, e dificilmente encontraremos alguém que nunca tenha feito uma “fofoquinha.”
 Porem, quando essa fofoca ultrapassa os limites da brincadeira, ofendendo a intimidade, a privacidade de uma pessoa (vítima em sua honra), podemos configurá-la como “Crimes contra a Honra”: calúnia, difamação ou injuria – previstos no Código Penal, Capitulo V (parte especial) em seus artigos 138 á 140, com penas que, dependendo do caso, podem ser de um mês a dois anos de detenção, alem de multa e reclusão um a três anos, e multa. Há ainda a possibilidade de requerer judicialmente, na esfera cível, indenizações por perdas e danos sofridos.

  Mas, como distinguir as diferenças entre essas três modalidades de Crimes Contra a Honra?

  Assim vejamos:

  CALUNIA – artigo 138 e parágrafos do Código Penal:
  “Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
  Pena - detenção, de seis (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.”Calunia significa atribuir, falsamente, a alguém fato definido como crime. Por exemplo, “A” disse que “B” roubou a carteira de alguém, e sendo essa uma afirmação falsa, “A” estará cometendo o crime de calúnia em atribuir o crime de roubo a “B”.
  Além disso, aquele que, mesmo sabendo ser falsa a imputação do crime, propaga, divulga a informação, também sofrerá as mesmas penas previstas para esse crime:
  “§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.’
  Há ainda a possibilidade de punir, nas mesmas penas, a calúnia contra os mortos:
  “§ 2º - É punível a calúnia contra os mortos.”
  Importante destacar que, nessa modalidade de Crimes contra a Honra, é possível a chamada “exceção da verdade” - onde a Lei permite que o ofensor prove, no mesmo processo, que a imputação de crime é verdadeira, descaracterizando assim, a calúnia:
  “§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo:
  I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível;
  II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I do Art. 141;
  III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível.”


  DIFAMAÇÃO – artigo 139 e parágrafo único do Código Penal:“Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
  Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”Difamação significa atribuir a alguém fato ofensivo a sua reputação, como por exemplo, se “A” disser que “B” veio trabalhar embriagado, e este sempre demonstrou conduta sóbria em seu trabalho, está claro que “A” está ofendendo a reputação de “B” ao chamá-lo de bêbado.
  Nessa modalidade de Crimes contra a Honra, não é possível a “exceção da verdade”, com exceção se o ofendido for funcionário público e a ofensa for relativa a sua função:
  “Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções”

INJURIA – artigo 140 e parágrafos do Código Penal:
  “Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
  Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.”Injuria significa ofender verbalmente, por escrito ou fisicamente a dignidade, o decoro (moral, dignidade) de uma pessoa. Seria atribuir uma qualidade negativa a alguém (e não um crime, como ocorre na calunia), como por exemplo, “A” chamar “B” de ladrão.

  Com exceções, o Juiz pode deixar de aplicar as penas previstas para esse crime:

  “§ 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena:
  I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria;
  II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria.”Por outro lado, havendo emprego de violência, que humilhe, rebaixe a vítima nessa modalidade de crime, a pena descrita acima poderá ser aumentada:
  “§ 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes”
  “Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa, além da pena correspondente à violência.”E se, caso a injuria venha se referir a raça, cor, etnia, religião, idosos ou portadores de deficiência, além da pena ser aumentada, o regime de prisão passará de detenção para reclusão (regime fechado, mais grave):
  “§ 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.
  Pena - reclusão de um a três anos e multa.”

  Todos esses crimes dependem, por determinação legal, de queixa-crime realizada pela própria vítima na Delegacia mais próxima de sua residencia.Nesse mesmo sentido, alertamos que as vitimas que sofrerem esses mesmos crimes pela internet, devem seguir o procedimento acima descrito, porém, reunindo o máximo possível de provas (impressões, salvar em arquivos, CD-R ou DVD-R, pen drives), como páginas ou dialogos pelas redes sociais, e-mails ofensivos, imagens, que irão auxiliar na investigação da Policia.

  Recomendável ainda que, nesses casos, a vitima vá até um Cartório e faça uma declaração de fé publica demonstrando que o crime existiu – pois, como a internet é muito rápida, dinâmica  as informações podem ser retiradas do ar ou removidas para outro endereço a qualquer momento.

  Por fim, temos a possibilidade de Retratação (artigo 107, inciso VI, do Código Penal) – apenas nos crimes de calunia e difamação. Nessas modalidades, o ofensor retira o que disse, reconhecendo a afirmação feita a vitima como inverídica  Porem, nada impede que, mesmo assim, a vitima ingresse com Ação de Indenização para reparar os danos sofridos.

IMPORTANTE: Levantamento feito com profissionais de 39 grandes empresas que atuam no Brasil mostra que a maior causa das demissões não é ser incompetente ou fracassar na obtenção de resultados. Em 80% dos casos, elas são causadas por problemas como fofocas, uso de palavrões e falta de educação. Outra gafe imperdoável são as brincadeiras que ofendem os colegas, mesmo sem intenção. 

"Ter bom comportamento é essencial para ser bem-sucedido", disse ao jornal Diário de S.Paulo 
  

Matéria de: Dr.ª Vânia 
Publicada no Jornal Gazeta, da cidade de Cosmópolis/SP.
Fonte: 
www.jusbrasil.com.br
www.stj.gov.br

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

NIÓBIO - Estamos sendo roubados... Mais uma vez!

Brasil - Somos mais ricos do que imaginávamos... E estamos sendo roubados mais do que desconfiávamos!

Você sabia que só existem 2 países no mundo que exportam Nióbio? (Brasil e Canadá)
Que o Nióbio é mais valioso que o ouro? Que esse mineral é essencial para a industria médicas, aeronáutica, incluindo a NASA e outras?
O Canadá com 2% da exploração de Nióbio consegue proporcionar uma vida digna aos seus (educação, saúde, segurança e etc)... Pasmem! O Brasil com 98% não faz nada!

 Só assistindo o vídeo para entender!


 Por favor, repassem este vídeo!

O QUE É NIÓBIO?         
O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 (41 prótons e 41 elétrons) e massa atômica 92,9 u. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou VB da classificação periódica dos elementos. O nome deriva da deusa grega Nióbe, filha de Tântalo — que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo. É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. Em condições normais, é sólido. Foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett.
O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio e ferronióbio, uma liga de nióbio e ferro.
Aplicações
          O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.Usado em soldas elétricas.Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de joias como, por exemplo, os piercings. Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica (e quando puro) , tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores de tipo I, 9.3 K. Além disso, é um elemento presente em ligas de supercondutores que são do tipo II (como o vanádio e o tecnécio ), significando que atinge a temperatura crítica a temperaturas bem mais altas que os supercondutores de tipo I (30K, por exemplo).
Fonte: Wikipedia.org


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Tim Maia - Biografia e Vídeo completo de sua história!



  O cantor e compositor brasileiro Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, nasceu no dia 28 de setembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro, o 18° filho em uma vasta família de 19 irmãos. Ele cresceu no Bairro da Tijuca, na Rua Afonso Pena 24, iniciando sua atividade artística ainda na infância, quando compunha então suas primeiras canções.
  Sua significativa importância na Música Popular Brasileira foi principalmente ter inserido nesta vertente musical a interpretação em estilo soul. Sua voz grave e intensa contribuiu para a fusão destes dois elementos, convertendo-o, a partir dos anos 70, em um dos principais intérpretes e compositores brasileiros, um campeão de vendas e de ‘hits’ veiculados pela mídia.

  Precoce, Tim Maia já tinha seu próprio grupo musical aos 14 anos, Os Tijucanos do Ritmo, de curta duração, no qual ele exercitava seus dotes de percussionista. Em 1957, já dominando o violão, ele dava aulas para Roberto e Erasmo Carlos, e com o primeiro integrava a banda Os Sputniks.

  Dois anos depois, após o falecimento do pai, ele foi para os EUA estudar inglês, principiando aí sua trajetória como vocalista. Em 1963 ele é detido por porte de maconha e, após seis meses na prisão e mais dois esperando o retorno para seu país, foi finalmente deportado. Somente em 1968 ele lança seu primeiro compacto solo, pela gravadora CBS.


  Com a gravação de um novo trabalho, em 1969, o compacto contendo These are the Songs, canção posteriormente regravada pela cantora Elis Regina em parceria com Tim, e What You Want to Bet, sua caminhada musical começa a se firmar. Um ano depois ele lança o primeiro vinil em formato LP, Tim Maia, pela Polygram, indicado pelo conjunto Os Mutantes, o qual alcançou durante 24 semanas o topo das paradas no Rio de Janeiro.

  Nos três anos posteriores ele gravou Tim Maia volume II, Tim Maia volume III e Tim Maia volume IV, alcançando cada vez mais a fama e o sucesso, especialmente com as melodias dançantes, sem falar nas vendas de discos. Nos anos 70 ele conheceu a ideologia conhecida como Cultura Racional, comandada por Manuel Jacinto Coelho, ligado à questão da ufologia.

  Seguindo esta vertente, Tim lança em 1975 os trabalhos Tim Maia Racional volumes 1 e 2, por um selo próprio intitulado Seroma, que se refere ao termo ‘amores’ e contém também o nome completo do cantor, abreviado. Neste período o artista conseguiu ficar distante de seus vícios, o que influenciou positivamente o timbre de sua voz. Assim, estes são seus trabalhos mais bem aceitos pela crítica. Posteriormente, porém, frustrado com seu guru, se afastou deste ideário e tirou os discos do circuito, o que os converteu em preciosas raridades.

  Na década de 80 ele gravou os álbuns O Descobridor dos Sete Mares, de 1983; Um dia de Domingo, de 1985; e Tim Maia, de 1986, seus mais significativos trabalhos. No ano de 1988 ele conquistou o Prêmio Sharp como Melhor Cantor. Em 1992 ele agradeceu a gravação de seus hits por ícones da música brasileira gravando ‘Como uma onda’, de Lulu Santos e Nelson Motta. Nesta década ele trabalhou ativamente, lançando mais de um CD por ano.

  Nos anos 2000 foram resgatados vários trabalhos de seu estágio racional, entre eles Escrituração Racional, Brasil Racional, Universo em Desencanto Disco, entre outros, encontrados somente na Internet.

  Ao longo de sua carreira ele enfrentou sérias dificuldades com o álcool – ingeria pelo menos três garrafas de uísque todo dia -, com a maconha e a cocaína. Tinha um gênio difícil, cultivava inimizades, processos de trabalho, conflitos com críticos, rejeição de antigos amigos e ausências nos próprios shows.


  Tim Maia morreu no dia 15 de março de 1998, na cidade de Niterói, de infecção generalizada; com a saúde frágil, mesmo assim tentou realizar um show, não suportando as exigências impostas ao seu organismo. Hoje sua memória continua viva, principalmente através de seu sobrinho Ed Motta, herdeiro de seu talento musical.

Fontes:
Biografia por Ana Lucia Santana
http://www.mpbnet.com.br/musicos/tim.maia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Maia

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Alienação Parental - LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010.




Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos





Mensagem de veto
Dispõe sobre a Alienação Parental e altera o art. 236 da Lei no8.069, de 13 de julho de 1990.






O PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1o  Esta Lei dispõe sobre a alienação parental. 
Art. 2o  Considera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este. 
Parágrafo único.  São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:
  
I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; 
II - dificultar o exercício da autoridade parental; 
III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor; 
IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar; 
V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; 
VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente; 
VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós. 

Art. 3o  A prática de ato de alienação parental fere direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de tutela ou guarda. 

Art. 4o  Declarado indício de ato de alienação parental, a requerimento ou de ofício, em qualquer momento processual, em ação autônoma ou incidentalmente, o processo terá tramitação prioritária, e o juiz determinará, com urgência, ouvido o Ministério Público, as medidas provisórias necessárias para preservação da integridade psicológica da criança ou do adolescente, inclusive para assegurar sua convivência com genitor ou viabilizar a efetiva reaproximação entre ambos, se for o caso. 

Parágrafo único.  Assegurar-se-á à criança ou adolescente e ao genitor garantia mínima de visitação assistida, ressalvados os casos em que há iminente risco de prejuízo à integridade física ou psicológica da criança ou do adolescente, atestado por profissional eventualmente designado pelo juiz para acompanhamento das visitas. 

Art. 5o  Havendo indício da prática de ato de alienação parental, em ação autônoma ou incidental, o juiz, se necessário, determinará perícia psicológica ou biopsicossocial. 

§ 1o  O laudo pericial terá base em ampla avaliação psicológica ou biopsicossocial, conforme o caso, compreendendo, inclusive, entrevista pessoal com as partes, exame de documentos dos autos, histórico do relacionamento do casal e da separação, cronologia de incidentes, avaliação da personalidade dos envolvidos e exame da forma como a criança ou adolescente se manifesta acerca de eventual acusação contra genitor. 

§ 2o  A perícia será realizada por profissional ou equipe multidisciplinar habilitados,
exigido, em qualquer caso, aptidão comprovada por histórico profissional ou acadêmico para diagnosticar atos de alienação parental.  

§ 3o  O perito ou equipe multidisciplinar designada para verificar a ocorrência de alienação parental terá prazo de 90 (noventa) dias para apresentação do laudo, prorrogável exclusivamente por autorização judicial baseada em justificativa circunstanciada. 

Art. 6o  Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso: 

I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador; 
II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado; 
III - estipular multa ao alienador; 
IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial; 
V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão; 
VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente; 
VII - declarar a suspensão da autoridade parental. 



Parágrafo único.  Caracterizado mudança abusiva de endereço, inviabilização ou obstrução à convivência familiar, o juiz também poderá inverter a obrigação de levar para ou retirar a criança ou adolescente da residência do genitor, por ocasião das alternâncias dos períodos de convivência familiar. 
Art. 7o  A atribuição ou alteração da guarda dar-se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente com o outro genitor nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada. 
Art. 8o  A alteração de domicílio da criança ou adolescente é irrelevante para a determinação da competência relacionada às ações fundadas em direito de convivência familiar, salvo se decorrente de consenso entre os genitores ou de decisão judicial.           


         Art. 9o  (VETADO) 
         Art. 10. 
(VETADO)  
Art. 11.  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília,  26  de  agosto  de 2010; 189o  da Independência e 122o da República. 



LUIZ INÁCIO LULA DASILVA

Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Paulo de Tarso Vannuchi

José Gomes Temporão
Este texto não substitui o publicado
no DOU de 27.8.2010 e
retificado no DOU de 31.8.2010
Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12318.htm



A NASA desmentiu fim do mundo em 2012


Quanto mais o dito "tempo" se aproxima uns não estão mais preocupados, outros se preparam e outros, literalmente, já piraram, se juntando a uma religião ou acabaram com a própria vida. Se serve de alento aos mais nervosos, por meio de um relatório, a NASA (Agência Espacial Americana) esclarece as dúvidas dos internautas e afirma: o mundo não acaba com o fim do calendário Maia.


O aviso foi dado depois que um site mantido pela NASA foi inundado de perguntas de internautas a respeito de um misterioso planeta chamado Nibiru e do fim do mundo programado para 21 de dezembro de 2012.

A página em questão se chama “Ask an Astrobiologist”, e é mantida por David Morrison como parte de seus trabalhos como Cientista Sênior do Instituto de Astrobiologia da NASA. Nela, o público pode perguntar o que quiser e, ultimamente, foram mais de mil e-mails voltados para as previsões apocalípticas.

Na internet os boatos mais recentes do apocalipse entrelaçam uma complexa trama de provas e evidências que levam a crer que o fim dos tempos será no dia 21 de dezembro de 2012 – ou, mais precisamente, o fim do calendário Maia.

A civilização pré-colombiana surgiu no México há mais de três mil anos, e é conhecida por suas habilidades astronômicas, incluindo a divisão do calendário em 365 dias e a previsão de eventos como eclipses.

A causa dessa destruição prevista nos atuais boatos espalhados na internet seria Nibiru, também chamado de Planeta X, um corpo celeste que teria sido descoberto pelos sumérios. O impacto com a Terra seria precisamente na data em que o calendário Maia termina (numa analogia ao “fim dos tempos”) – e o fato estaria sido mantido em segredo pelo governo.

O que parece ter alimentando mais ainda alguns boatos é o lançamento de um filme de Hollywood chamado de “2012”. 

Assista o filme completo: "2012 - O FIM DO MUNDO"


Como parte da campanha de lançamento, a Columbia Pictures criou um site de uma suposta organização para a continuação da humanidade, que reúne evidências de que o mundo realmente acabará agora em 2012.
Agora é só esperar pra ver, não o filme, mas o suposto fim, ou mais uma de inúmeras previsões apocqalipticas do fim do mundo.
Particularmente este que vos escreve neste blog acredita que o único responsável pelo fim de nosso planeta como o conhecemos vai ser o próprio homem.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

DOCUMENTÁRIO POLÊMICO: "O Sepulcro Esquecido de Jesus" da Discovery Channel



Sobre o documentário "O Sepulcro Esquecido de Jesus"
da Discovery Channel - 1980


  Análises científicas realizadas em ossuários de pedra calcária e evidências físicas encontradas em uma tumba de dois mil anos, em Talpiot, Jerusalém, indicam que essa sepultura pode ter contido os restos mortais de Jesus de Nazaré e sua família. Este documentário inédito, assinado pelos cineastas James Cameron e Simcha Jacobovici, revela com exclusividade o que pode se tratar do maior achado arqueológico da História. A produção apresenta as últimas evidências sugeridas por especialistas renomados internacionalmente, baseadas em inscrições em aramaico, análises de DNA, ciência forense, arqueologia e estatística. Entre as maiores descobertas relatadas pelo programa, está a evidência de que Jesus e Maria Madalena possam ter concebido um filho chamado Judas.


A tumba de Talpiot, Jerusalém - 1980

  Segundo o documentário, a tumba de Talpiot continha, originalmente, 10 ossuários, nove dos quais ainda estão sob a guarda da instituição Israel Antiquity Authority (IAA – Autoridade de Antigüidades Israelense). Seis dessas caixas, datadas do primeiro século d.C., apresentam inscrições com nomes que constam do Novo Testamento — “Jesus, filho de José”, “Maria,” “Maria Madalena”,  “Mateus”, “José” e “Judas, filho de Jesus.” 
  “Essa tem sido uma jornada de três anos mais extraordinária do que qualquer filme de ficção”, disse Jacobovici. “A idéia de se ter possivelmnete encontrado a tumba de Jesus e de vários membros de sua família, com evidências científicas convincentes, vai muito além do que eu poderia imaginar”.

  “Fizemos nosso trabalho, documentamos o caso; agora, chegou a hora do debate”, comentou James Cameron.
Simcha Jacobovici
  O doutor Carney Matheson, do Laboratório de Paleo-DNA da Universidade de Ontário, Canadá, conduziu análise mitocondrial de DNA em partículas microscópicas de material colhido dos ossuários de  “Jesus, filho de José” e “Mariamene e Mara” (em grego, que sugere o nome “Maria Madalena”).  Os testes concluem que ambos não eram geneticamente relacionados. “Pelo fato de ser tumba reservada a membros de uma mesma família, é possível deduzir que se trata de um casal”.

  Como mostra o documentário, Jacobovici e sua equipe usam câmeras robóticas para localizar a tumba. Acreditava-se que ela tivesse sido destruída, mas na verdade ela se encontrava no centro de um moderno complexo de apartamentos, em Jerusalém. Depois de entrar rapidamente na tumba, os arqueólogos tiveram que seguir o regulamento local e a lacraram, com a esperança de um dia retornar e conduzir suas análises.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

SAQUÊ


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     A Historia

      Em meados do século V a.C., no período Nara, os produtores não conheciam técnicas apuradas de fermentação, e o saquê era feito com pouco álcool e água, em uma combinação que mais lembrava uma porção de mingau do que outra coisa... Nessa época, “comia-se” o saquê de hachi, direto de uma tigela. Na verdade, tudo era o resultado de uma receita com pormenores um tanto repulsivos: mascava-se o arroz para fermentá-lo com a saliva e depois cuspia-se em tachos para só então iniciar o preparo da bebida. Esse método era chamado de “Kuchikami no sake”, ou saquê mastigado na boca. Já na província de Hokkaido e em áreas rurais de Okinawa, os fãs da bebida encontraram outras maneiras de “purificar” esse processo, determinando que apenas as jovens mulheres virgens poderiam mastigar o arroz, pois elas eram consideradas representantes dos deuses aqui na terra. Logo não demorou, e a bebida produzida por elas foi chamada de “bijinshu”, saquê de mulher bonita. E por incrível que pareça, essa prática sobreviveu até poucos séculos, mesmo após a adoção de técnicas mais modernas de fermentação.
      
      Diz a lenda que a fermentação da bebida foi descoberta por acaso: “Certo dia, um cidadão desleixado esqueceu de tampar um tacho de arroz que cozinhará e o arroz acabou mofando. E como ele era realmente desleixado, também o esqueceu de jogar fora e só depois de alguns dias “notou” que havia ocorrido uma fermentação e o arroz então, transformara-se em uma deliciosa bebida, na verdade mais pastosa do que líquida. A total falta de cuidado do cidadão, acabou se transformando então, em um método e os produtores descobriram que o fungo que mofara o arroz era o responsável pela transformação do amido em glicose e fermento. Logo, o fungo ganhou nome “kamutachi” e não demorou muito para que os produtores divulgassem que a bebida era “produzida pelos deuses”.
     Até o século passado, o saquê ainda era produzido artesanalmente, onde o arroz era primeiro lavado e depois colocado em tinas (vasos gigantes) para cozinhar. E após esta etapa de fermentação, a pasta resultante era ralada e só então, misturada manualmente até chegar ao produto final. No entanto, atualmente os grandes fabricantes japoneses ainda utilizam métodos que lembram esse antigo processo. E hoje, o saquê é feito em grande escala industrial e não há mais vestígios do romantismo do passado. Pelas leis do país, a produção caseira da bebida é proibida.
       E como os tempos mudam, o “kamutachi” também mudou de nome e hoje é conhecido como “koji”. E é ele quem determina o aroma e o gosto do saquê, uma difícil tarefa para os “tojis”, pois eles que escolhem o fungo que garantirá um sabor ainda mais especial à bebida. O que permanece inabalável, no entanto, é a popularidade do ritual.

     Beber saquê é um ritual no país, e existem várias razões pelas quais a bebida é apreciada, que vão muito além do paladar, sede ou disposição para encher a cara. Segundo a tradição, bebe-se saquê para eliminar as preocupações e prolongar a vida, e isto por si só, vale qualquer dose a mais. Pega até mal chamar de bêbado quem toma saquê de forma exagerada e sai cambaleando de madrugada pelas ruas das cidades japonesas. Inebriado talvez fosse a designação correta, uma vez que os efeitos da bebida transformam seus apreciadores em cantores, galanteadores e seresteiros ao luar nas noites nipônicas.

     No Japão, costumam-se dizer que o saquê é o melhor companheiro na solidão. Só não se pode toma-lo em qualquer copo ou em qualquer ocasião. Bebe-se em grandes comemorações como no Ano Novo e nas cerimônias xintoístas de casamento, em encontros românticos e também na falta de um pretexto feliz ou dor de cotovelo.

     
Na maioria das ocasiões, o saquê é servido quente em uma temperatura que varia entre 40º e 55º C. Mas ele também pode ser tomado gelado ou misturado a outras bebidas e sucos, originando coquetéis muito interessantes. A maneira mais tradicional de servi-lo é em xícaras quadradas de madeira, chamadas “masu”, que conferem à bebida um suave sabor amadeirado. Nesse caso, sempre é servido frio com temperatura variando entre 20º e 40º C, uma vez que o saquê quente absorveria o gosto da madeira. Em muitos lugares, sugerem-se ainda que coloquem uma pitada de sal no canto do masu, um certo estilo adotado pelos jovens. 
     Rituais à parte, os efeitos “inebriantes” do saquê vão muito além das histórias fantásticas da antiguidade. O saquê é a bebida com mais alta porcentagem de álcool entre os fermentados do mundo. Sem ser diluído, chega a marca de 20% de teor alcoólico, enquanto uma cerveja não passa de 5% e o vinho de 12%. Mesmo assim, com menos álcool, ambos estão ganhando a queda-de-braço com o saquê no mercado japonês. Em 1872, quando a bebida era um dos principais produtos da economia do país, havia 30 mil fabricantes, hoje o numero não chega a 10% do total. São cerca de 2.300 produtores que fabricam anualmente, pouco menos que um bilhão de litros de saquê. O que não quer dizer que a bebida está em declínio, pelo contrário, alguns tipos de saquê atingem cifras absurdas, ganhando o status de bebida, como o saquê produzido na província de Hyogo, considerado o melhor do país. Uma simples garrafa pode custar até 300 mil ienes. E mesmo que a cerveja e o vinho continuem roubando espaço do saquê no Japão, uma coisa é certa: ele está na lista dos principais personagens da história do país e os japoneses não o deixaram de beber, pelo menos em comemoração a isso. E como beber saquê no Japão, é um ritual milenar e os excessos são justificados por milhares de anos de história, o modo mais simples de se desculpar por qualquer estrago provocado em uma noite de bebedeira no Japão, é dizendo “Eu estava bebendo saquê...”. e o perdão é praticamente certo, seja qual for o dano causado.

Curiosidades sobre a degustação

      Enquanto para se provar vinho, basta uma simples taça e não mais que meia dúzia de palavras para classifica-lo, o saquê tem uma infinidade de recipientes para ser tomado, conforme a região do país e a ocasião a ser celebrada. Só para expressar suas opiniões numa degustação de saquê, os especialistas têm a disposição um vocabulário com mais de noventa palavras, em sua maioria desconhecidas do público.
      Uma sessão de degustação de saquê começa com uma regra fundamental: durante a reunião, só se pode falar em saquê.       As paredes da sala devem ser de cor creme claro e com janelas de face norte para aproveitar a luz natural do sol, no entanto, o saquê não deve estar sob exposição direta do mesmo. O horário de degustação sempre é entre às 10 e 11 horas da manhã, quando o sol ainda não está forte e os técnicos já fizeram a digestão do café e ainda não almoçaram. Não se degusta saquê com estomâgo cheio. A bebida é servida em temperatura ambiente, à cerca de 20ºC.
     O copo usado é de porcelana branca com dois círculos azuis no interior, denominado de olho-de-cobra. Os círculos coloridos servem para que os especialistas avaliem a transparência da bebida, enquanto o fundo branco, é utilizado para observar a cor do saquê.
     Existe um ritual especial à mesa para tomar o saquê. Levante o seu copinho para receber a bebida, servida sempre por seu vizinho de mesa, apoiando-o com a mão esquerda e segurando-o com a direita. É imprescindível que você sirva o seu vizinho de mesa porque não é de bom tom servir a si próprio. O copo de saquê deve sempre ficar cheio até o final da refeição. A tradição manda fazer um brinde, Campai, esvaziando o copinho num só gole. É sinal de hospitalidade e atenção. (NIKKEYPEDIA)


Tipos de Saquê.


  • Junmai-shu – É o sake mais puro, com arroz, gua e koji, e que não sofre acréscimo de álcool. O arroz é “polido” de forma que perde a parte externa, conservando menos de 70% do seu volume original. Honjozo-shu – Tem pequena quantidade de álcool etílico destilado, o que melhora o sabor, tornando o sake mais suave. O arroz recebe o mesmo tratamento de Junmai-shu.
  • Ginjo-shu – O arroz é “polido” para conservar apenas 60% do seu formato original. Isso diminui a gordura e as proteínas. Além disso, esse sake é fermentado a uma temperatura baixa por muito tempo.
  • Daiginjo-shu – Através do polimento, o arroz perde pelo menos 50% de seu volume original, chegando em alguns casos a perder até 65%. É um tipo de sake que exige muito trabalho em cada nível do processo.
  • Namazake – É o sake que não é pasteurizado, e deve ser guardado na geladeira.
  • Nigori-zake – Não é filtrado e tem aspecto leitoso, resultante da adição ou preservação de partículas de arroz ou koji por meio de filtragem rústica. De sabor pesado, é servido após as refeições
Sakê (酒). O que nem todo mundo sabe, é que na língua japonesa essa palavra é usada para qualquer bebida alcoólica em geral, não apenas para aquela tradicional bebida japonesa feita com arroz. Para esta, existe uma palavra específica: 日本酒 (nihonshu – o mesmo kanji, mas aqui é lido como “shu”).

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