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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

FÓSFORO E A VELA (apólogo)



Certo dia, o fósforo disse para a vela:
– Hoje te acenderei!
– Ah não - disse a vela. Você não percebe que se me acender, meus dias estarão contados? Não faça uma maldade dessa...
– Então você quer permanecer toda a sua vida assim?  Dura, fria e sem nunca ter brilhado? -  perguntou o fósforo.
– Mas ter que me queimar? Isso dói demais e consome todas as minhas forças - murmurou a vela.
Então respondeu o fósforo:
– Tem toda razão! Mas essa é a nossa missão. Tu e eu fomos feitos para ser luz. O que eu, apenas como fósforo, posso fazer, é muito pouco. Minha chama é pequena e curta. Mas, se passo a minha chama para ti, cumprirei com o sentido de minha vida. Eu fui feito justamente para isso: para começar o fogo. Já você é a vela. Tua missão é brilhar. Toda tua dor e energia se transformará em luz e calor por um bom tempo.
Ouvindo isso, a vela olhou para o fósforo, que já estava no final da sua chama, e disse:
– Por favor, acende-me.
E assim produziu uma linda chama.
Costuma-se dizer que um grande passo para a felicidade ocorre quando descobrimos qual é a nossa missão ou chamado nessa terra. Saber quem você é e qual a sua missão constitui ingrediente necessário para uma vida feliz e abençoada.
Mas nem sempre conseguimos cumprir esse chamado. Assim como a vela, às vezes, é necessário passar por experiências ruins, experimentar a dor e sofrimento para que o melhor que temos seja oferecido e que possamos ser luz. E a verdade é que mar calmo não faz bons navegadores. Os melhores são forjados nas águas agitadas.
Então, se tiver que passar pela experiência da vela, lembre-se que espalhar o Amor é o combustível que nos mantém acesos. Quanto mais você se alimentar dele, mais crescerá.


- AUTOR DESCONHECIDO 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

"Quando Meus Filhos Forem Crescidos", por Dr. Carlos Hecktheur.

"Quando Meus Filhos Forem Crescidos" ou "Mães Más" como também é conhecido estes texto...

          Quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
          Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão;
          Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia;
          Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado e dizer ao dono: " Nós pegamos isto ontem e queremos pagar";
          Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos;
          Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coraçao;
          Mais do que tudo: Eu os amei o suficiente para dizer-lhes "não", quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso, e alguns momentos até me odiaram. essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
          Estamos contentes, vencemos! Porque no final vocês venceram também!
          E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se seus pais eram maus, meus filhos vão lhes dizer: " Sim, nossos pais eram maus. Eram os pais mais malvados do mundo";
          As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamoss que comer pão, frutas e vitaminas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne e legumes. E eles nos obrigavam a jantar à mesa, bem diferente dos outros pais que deixavam seus filhos comerem vendo televisão;
          Eles insistiam em saber onde estávamos a toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nõs fazíamos com eles. Papai insistia para que lhe disséssemos com que iríamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos;
          Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violavam as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossa bagunça, esvaziar o lixo e fazer todo  esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que eles nem dormiam à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Eles insistiam sempre conosco para que disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos;
          A nossa vida era mesmo chata. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos , tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde. O papai, aquele chato, levantava para saber se a festa foi boa, só para ver como estávamos ao voltar;
          Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa deles;
          Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo de tudo para sermos PAIS MAUS como os nossos foram.

Dr. Carlos Hecktheur


"Quem se nega a disciplinar e repreender seu filho não o ama; quem o ama de fato não hesita em corrigi-lo." [Provérbios 13:24]


Obras literárias de HENRIQUE MUSASHI



domingo, 13 de maio de 2012

NEM TODA SABEDORIA...


NEM TODA SABEDORIA...
- Do livro SOCIAL CARRASCO, por Henrique Musashi Ribeiro

Desde os meus oito anos de idade (1982) sou praticante de algum tipo de arte marcial. Atualmente pratico Jiu-Jitsu e MMA. Comecei pelo Karatê, com o Mestre Souza - ASKACE (Associação de Karatê do Ceará), junto com meu pai, um primo e meu irmão mais velho, mas sempre tive o básico da sabedoria para respeitar o meu semelhante. Nunca apenhei na rua, mas já tive de me defender algumas vezes, mas com tempo percebi que, geralmente, quem não tem habilidade de luta, ou de argumento, é quem mais procura confusão.

Percebi também que é necessária muito mais coragem para NÃO entrar em uma briga do que para trocar socos e ofensas com pessoas inercias. Que é necessário usar bom senso para virar as costas às ofensas e provocações do que revidar, mesmo que venham a chama-nos de covarde, se bem que covarde é aquele, ou aquela, que aproveita de certas vantagens, talvez por não conhecer a diferença entre educação e medo, mas quem procura confusão um dia acaba achando, até porque nem todos são temperantes, nem todos estão em busca do seu “Fudoshin”.

Às vezes nem toda sabedoria do mundo pode nos ajudar quando nos metemos, nos envolvemos emocionalmente com pessoas com tendências autodestrutivas, que se corroem por dentro de um ódio oriundo de sua ignorância e levam a vida confundido a felicidade com “mentiras morais” e “conforto químico” (drogas que transformam o ser humano em uma batatinha feliz) e falsas ilusões de vitórias obtidas através de pequenas atitude vingativas e pueris, que são capazes de endeusar o bolso recheado, mas são incapazes de ter um orgasmo com a vida.

Tem gente que só consegue ter aquilo que pode comprar, mas infelizmente, pra estes indivíduos, as melhores coisas do mundo são dons gratuitos do Universo (Deus ou como queira chamar) e mundo não gira ao redor do umbigo de ninguém.

Para impontes juramentados não se pode dizer que gozar é algo divino, sem que seja rotulado de perversão. Seria por isso que baniram isso da própria vida e o único gozo que tem é quando proporcionam o “inferno moral” aqueles que odeiam tanto? Ou seria quando usam a língua, não para um "oral", mas para uma fofoca sacana, daquela que só fode com a imagem alheia por onde passam?

Não sei, a verdade ficará incógnita sobre as lástimas dos frigidos impulsivos, dos seres autodestrutivos. Na verdade isso nem me interessa, pois eu estou vivendo e curtindo todos os brindes gratuitos da minha natureza mortal e sou grato por isso. E continuo querendo mais que apenas “beijo na boca” e continuo querendo todas as coisas loucas dentro dos meus parâmetros normais...

Para uma consciência doente, basta arrumar culpados para os próprios problemas, um conforto químico e ai tudo lhes parecerá bem. E como já disse o personagem Coringa:

- Um dia o mundo será governado por loucos e desequilibrados, pois eles são a maioria.

O fato é que em uma sociedade o “normal” é aquilo que é mais comum, entre os demais, de forma que o ser equilibrado vai ser rotulado de muitas coisas, menos de algo bom. Esse futuro talvez seja agora, pois o único crime, que parece ser intolerável é o fato de você não ter grana, onde até os feios ficam lindos e os bonitos nos parecem feios.




"O vício é como um monstro que primeiro repudiamos, depois nos acostumamos, temos pena e logo depois estamos sentados no colo deste."


*Fudoshin - é um dos princípios do Budô e se refere a um estado mental que é impenetrável e imóvel. Neste caso, “imóvel”. Fudoshin não indica um estado mental inflexível, mas, sim, aponta para uma condição mental que não é facilmente transtornada por pensamentos internos ou por fatores externos. “Esta mente que permanece não agitada e calma é imperturbável, não apegada e livre... é a mente máxima do mestre, adquirida apenas através de rigoroso treinamento, e igualmente rigorosa investigação da mente e pelo forjar do espírito (seishin tanren, em japonês) através da confrontação e vitória sobre nossos próprios medos e fraquezas” Fudoshin é diretamente relacionado com outro conceito Japonês conhecido como zanshin, ou "mente continua". – Comunidade, Nenriki Dojo - Unidade Santana.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Luiz Fernando Veríssimo x BBB


Crônica de: Luiz Fernando Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB),produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo,principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do“zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Luiz Fernando Veríssimo
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente,chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comidapor dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de trais do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? 
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar.... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... ,telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade..

Enviado por: Uilson Silva de Souza

domingo, 8 de agosto de 2010

CRÔNICA DO BOM VIVER – II

CRÔNICA DO BOM VIVER – II
Texto de: Henrique Musashi Ribeiro - 08/08/2010

      Nascemos neste mundo sem saber de nada e morremos por aprender muita coisa, onde as únicas certezas da vida são: a morte e os impostos. Você certamente já deve ter ouvido isso em algum lugar. 

        Ninguém passou por esse mundo e saiu ileso, nem mesmo o Salvador Jesus Cristo, que na ocasião de sua condenação uniu dois irmãos (Anás e Caifás), que nem mais se falavam, mas munidos pelo mesmo interesse, juntos, lépidos e fagueiros condenaram o jovem galileu a morte de cruz, entre ladrões, com todas as justificativas arrumadas, plausíveis e convincentes.

        Sempre existirá alguém de plantão, com a auto-estima avariada, disposto a colocar uma mácula no “ curriculum humanum” de quem quer que seja.  E o interessante é que a pessoa que mais costuma falar bem (ou mal) de nós, somos nós mesmos, você nem precisa falar mal de alguém, ser sincero é o bastante pra que isso aconteça.

      O negocio então é relaxar e agir com naturalidade. Hoje vivemos em um mundo de opções, onde tudo é uma questão de bom senso. Ninguém é obrigado aguentar mais do que é capaz de suportar, ou a rir de uma piada que não tem graça, e se rir, não é preciso prolongar o riso com estampidos de soluços, que apenas nos tornarão deselegantes e artificiais. E em meio a um bate papo não somos obrigados a responder perguntas constrangedoras, não somos obrigados nem a soprar no bafômetro (para produzir provas contra nós mesmos), ou ir aonde não queremos ir, a não ser que seja um sequestro ou levado pela polícia. Se bem que às vezes, por consideração, aceitamos certos convites e acabamos por ir aos ditos “programas de índio” e acabamos por nos arrepender. 

        Educação é uma ciência!  Na matemática da educação “muito é menos e o menos é mais” é como no jogo matemático de sinais, onde a elegância se mede pela qualidade do “feedback”, onde, em casa (ou conversa) estranha , quem fala pouco, pouco erra.

  • Como sofrível aprendiz da vida, adquiri, por mim mesmo, algumas convicções sociais que costumo seguir:
  • Só entro onde está “me cabendo”, por isso aonde vou me cabe. Ninguém, em seu juízo perfeito, nunca me mandou procurar a minha turma - Tomo meu “semancol” diariamente! 
  • Amor, lealdade e sinceridade em um relacionamento nunca é o suficiente, você tem que ter algo mais para os parentes, amigos de seu companheiro ou companheira baterem palmas. Todos têm o seu preço, seja em grana ou por adulação. 
  • Os melhores "casamentos aparentes" são baseados nas maiores mentiras. Os tempos mudaram, seja a sua TV de LCD, seu celular ou o seu relacionamento, hoje tudo tem um prazo de validade, a não ser que você possa pagar pra estender essa garantia. 
  • O chato não é ser PESADO, ruim é quando ninguém nos suporta. Tem gente que tem “flatulência na alma”, isso pra não dizer parecem com um “peido”, pois quando chegam ao recinto, só fica quem já está, há anos, familiarizado. 
  • Não ter grana em dado momento faz qualquer um feder, não por falta de banho, mas muita gente vai torcer o nariz pra você, principalmente os da família que nascemos. 
  • Aquele discurso cristão de amor e tolerância está apenas na Bíblia e no Facebook, mas dai não passa! 
  • Beleza ou feiúra não é unanimidade, isso é muito relativo, pois têm ações, palavras e poderes (grana) que tem efeitos “cosméticos”. O ruim, por exemplo, é por mais que achem você “morto de lindo(a)”, mas não consigam conviver com você. (Dar/Comer ≠ Permanecer). Prefira fazer uma vasectomia ou ligar as trompas ao gerar um filho que você não possa ou seja capaz de educar. 
  • Ser desinteressadamente gentil não dói, mas não funciona muito quando temos que usar de "antropoformismo". 
  • Nunca salve a vida de um "cachorro doido", mesmo que você tenha se apegado ao animal, pois se o cão doente morder, quem vai passar por doido será a pessoa mordida, pois hidrofobia e má fama não tem cura. 
  • Nunca deixa uma vaca entrar dentro de sua casa, pois por mais que a mimosa tenha lindas tetas ela vai cagar no seu assoalho e vai sair espalhando seus dejetos com a próprias patas. 
  • Só os tolos pensam que todos são tolos, suscetíveis e artificiais quanto eles, por isso que é tão comum vê-los reunidos em grupinhos arrotando suas “pobres riquezas” e outras abobrinhas que só eles conseguem ouvir. 
  • Pessoas grandiosas podem se curvar, o tolo jamais. 
  • Nunca se justifique. Seu amigos não precisam e os que lhes antipatia não irão acreditar em você. 
  • Papai e mamãe estavam certos, não o tempo todo. Tive muita sorte em ter os pais que eu tenho. 
  • Em suma, em minhas amizades e ambientes que frequento procuro paz e harmonia onde eu possa guardar os meus três júbilos (vicissitude, honestidade, habilidade), onde possa tomar minhas cangibrinas, contar piadas com meus amigos e fumar meus charutos ou uns cigarros peba, em paz.
     Ah! Já ia esquecendo. Continuo dispensando os moralistas de plantão, até porque esse tipo de gente tem uns “esqueletões” enormes dentro do armário seja associados, literalmente, a morte ou a indiscrição de caráter financeira ou sexual, quais fazem questão de atribuir a outrem suas fraquezas de caráter.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CRÔNICA PARA TODOS OS NATAIS E ANOS QUE VIRÃO


Crônica do livro "Social Carrasco", por Henrique Musashi Ribeiro
  
Dizemos que parente ninguém escolhe, mas agregados sim, mesmo que a contra gosto dos demais. Talvez, por isso, digam que o Natal é dia de esquecer tudo em nome de algo maior. Mas que algo maior é este? Seria possível alguém me responder sem falar hipocritamente ou sem os velhos chavões natalinos que, geralmente, são da boca pra fora? Seria possível?
No entanto acredito que o amigo leal é o parente que escolhemos, seja este consanguíneo ou não. E neste solstício de dezembro é possível promover uma paz sincera e verdadeira plantada, não agora ao redor de um peru e panetone ao lado de gente que não nos suporta, ou não suportamos, mas semeada ao longo do ano com algo chamado de respeito e consideração. Aquele mesmo que queremos pra nós e deveríamos dividir com o próximo todos os dias do ano. Só assim, então, no Natal, nos reuniríamos em ação de graças para confraternizar com as mesmas pessoas, e outras que cativamos, e dessa vez iremos festejar de maneira diferente, fazendo o velho exame de consciência e pensando no que poderíamos ter feito de melhor, para quando olharmos para trás possamos novamente experimentar o prazer de nossas atitudes positivamente corretas.
Tenho certeza que assim seremos menos insuportáveis, seremos e teremos um fardo mais leve. Seremos até mais atraentes, diremos menos idiotices e grosserias durante o decorrer do ano. Ficaremos ansiosos por nos achegar ao outro, falar e ouvir as novidades em meio a um papo gostoso e sadio, sem aquelas velhas alfinetadas ou pabulagens repulsivas que apenas afastam as pessoas de nós. E o convite, para a ceia ou réveillon, será recebido com honra e não com constrangimento, pois não será necessário inventar um desculpa para ir embora mais cedo ou, simplesmente, para não aparecer nas “famosas reuniões familiares”, onde se fazem cara de paisagem, aquela mesma cara que se faz na sala do urologista, regada a fingimento, onde nada pendente foi resolvido de maneira sincera, sadia e honesta. E terminamos por fingir gostar de pessoas que não suportamos. E acabamos por atiçar a raiva e o desgosto daquele que apertamos a mão, mas nem olhamos nos olhos. Ou você achar que aquelas saudações ‘desinchavida’, de três segundos intermináveis, apagará o rastro de titica que deixamos no caminho do outro durante o ano?
Não precisa ser natal ou réveillon, podemos começar este tempo do advento hoje, para que o nosso ano seja realmente novo a partir de agora, pois do contrario será apenas uma nova recontagem de dias, semanas e meses até chegar mesma festa onde nada e novo, a não ser a roupa que você estará usando e as promessas que costumamos fazer e não cumprir.
Eu acredito que o ser humano é capaz de surpreender, de maneira positiva, quando quer. Surpreender de maneira negativa, a tal da vingança, todo mundo sabe e já é comum e nem nos surpreende mais.
Desejo a vocês, que está lendo, esta minha sofrível crônica, um Feliz Natal e Um Prospero Ano Novo que pode começar já, que o AMOR seja, principalmente, sinônimo de PAZ na vida de todos nós... E nossas escolhas reflitam a sabedoria da Grande Força’ que rege o Universo. E possamos fazer sempre a atitude certa com o nosso próximo e consequentemente com a nossa casa chamada Planeta Terra.


Atenciosamente


Henrique Musashi Ribeiro



Social Carrasco

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um dia você aprende!

De: William Shakespeare

    "Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
    E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
    Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
    Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
    Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
    Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
    Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
    Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
    Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quando me amei de verdade

Por: Charles Spencer Chaplin
    Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
    E então, pude relaxar.
    Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.
    Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
    Hoje sei que isso é… Autenticidade.
    Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
    Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
    Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
    Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
    Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
    Hoje sei que se chama… Amor próprio.
    Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
    Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
    Hoje sei que isso é… Simplicidade.
    Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
    Hoje descobri a… Humildade.
    Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
    Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
    Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.   
    Tudo isso é… Saber viver!


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sábado, 5 de setembro de 2009

ESTAMOS COM FOME DE AMOR

Por: Arnaldo Jabor

        Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
    
     Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
    Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem ecessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
    Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
    Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como:
    “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
    Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
    Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
    Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
    Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
    Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

    Antes idiota que infeliz!









terça-feira, 1 de setembro de 2009

Neo Prostituição Familiar Consensual

Crônica de: Henrique Musashi Ribeiro 
Em, maio de 2007
    Neo Prostituição Familiar Consensual

Crônica de: Henrique Musashi Ribeiro – Em, maio de 2007.
         
        Desde que me entendo por gente, é quase uma unanimidade ouvir as mães desejarem à suas filhas um “bom casamento”, logicamente um casamento feliz, desde que seja com alguém que lhes dê sustento. Claro! Até porque "AMOR" só "enche barriga" ao longo de nove meses, porém não paga contas.
     Geralmente, nestes papos familiares, o que menos chama a atenção é o substantivo ‘FELIZ’ a ficar subentendido no seu real sentido. E o substantivo AMOR, que por sua vez, chega a ser inexistente e dispensável. Só faltam nos dizer para não confundir casamento com relacionamento afetivo.
    Hoje, balzaquiano e desmistificado, comprovo o que já desconfiava aos vinte e poucos anos de idade: que o caráter é mais medido pela quantidade de dígitos no contra cheque, ou pelo que aparentamos possuir, do que pelo seu "modus operandi", ou seja, pra ser considerado digno, por certas famílias, e poder galantear uma moça, estar na companhia da filha de alguém, sem sofrer alfinetadas preconceituosas, colher os louros sociais, você tem que ter grana e é só, você não precisa muitas vezes nem prestar.
     Ter bom caráter, ser inteligente, esforçado, honesto, trabalhador e todas outras boas qualidades serão apenas balela se você não tiver bufunfa  e o principal, aparecer arrumado.
    Sei não, mas considerar o TER como principal critério para um homem me lembra um lugar onde também tem mulheres, mas "a dona da casa" olha pra cara do liso e diz: 
      - “Meu filho, é dinheiro na frente!”

     Antigamente, não era muito diferente de hoje, uma boa condição financeira, era uma exigência dos pais a constranger suas filhas, castas, a casamentos arranjados. Hoje elas nem são castas e nem se constrangem com quase mais nada. 
    Atualmente, "curtir" é a palavra chave, mas os pais ainda torcem pelas filhas, mesmo que o príncipe encantado dela já tenha esposa e filhos. Tendo nome e grana está tudo certo. 
    E como em toda boa novela, a “outra” (ou o outro), talvez por ser pessoa bonita e de família bem abastada, vira par romântico ideal e o cônjuge traído vira o antagonista, a bruxa má da história de amor. É, meus amigos, “nós” cristãos aprendemos rápido com a ficção das telenovelas.
    O que escrevo agora pode soar até careta, antiquado, mas entregar-se à intimidade (sexual), para obter sustento, geralmente é "papel de puta", daquelas que dizemos ser “mulheres de vida fácil”. A diferença, talvez, seja que a puta se submeta a vários homens, mas elas dizem ao que vem, deixando-os cientes do que se trata. “São só negócios!"
    Já certas “moças de família”, as vezes, se submetam a apenas um homem em prol de seu conforto, pelo menos até o dia que esta sinta necessidade de um carinho recíproco ou parecido com o que ela realmente gostaria. E aí acabe por procurar aventuras pra suprir “aquele desejo” que ela conta para sua melhor amiga ser o famoso “vazio sem explicação”. Então começam as mentiras, as dissoluções, que por sua vez gerarão outras mentiras. E também, do lado do companheiro que, certamente, sentira a diferença no trato e na monotonia de sua esposa a dizer-se afetada por uma enxaqueca quando for solicitada ao tálamo.
    Coração descomprometido, mesmo que casado no papel é espaço que pede por preenchimento, é espaço que grita: HÁ VAGAS!  E deste descompromisso nasce a traição. E toda estrela insatisfeita com o seu papel, não podendo recusar o personagem, interpretado no dia a dia, certamente irá exigir melhor cenário, figurino e cachê. E se a firma/marido quebrar ela vai embora mesmo. Como todo rato é a primeira a abandonar o barco. Se bem que já vive sonhando em agarrar o salva-vidas bonitão a beira mar, nem que seja por apenas uma noite. Estão aí as “Varas da Família” que não me deixam mentir.

    Sou grato pela família bem estruturada em que nasci e hoje também sou pai de uma menina de apenas 5 anos. Ela, um dia, se tornará uma bela jovem e certamente encontrará o seu par. Os critérios, que espero que ela abrace, sejam de encontrar um homem honrado e leal, que assim como seu pai, seja fiel a seus princípios e  equilibrado. E este, a quem ela escolher (que também a tenha escolhido) não seja apenas o provedor abastado a garantir-lhe luxo ou sustento, mas seja um companheiro.
    Às vezes me pergunto por onde anda o amor. O que vejo, hoje, é a completa inversão de valores familiares. Valores a serem esquecidos diante da mera ‘aparência e satisfação social’. E os pais? Estarão impotentes ocupados com seus próprios problemas e bebendo cultura de massa pela TV?
    Sempre lembramos de atirar pedras nas velhas putas, nos homossexuais e em tudo que seja  inaceitável a nossa bela sociedade moralista, cristã apostólica do caralho de asa, até uma tatuagem, um homem de cabelo longo ou usando brinco pode ser motivo de escândalo, mesmo que ele honre as calças que veste, contudo abraçamos outra versão discreta do mesmo "comércio humano", que nem chega a ser moderna, mas apenas velada e renovada; a neo prostituição familiar com o consenso de todos. Porém esta é apenas minha opinião!
    É minha opinião também quando digo que hoje é mais fácil levar uma mulher pra cama, do que levá-la ao altar, ou a um relacionamento estável, pois por mais que um raro homem lhe abra o sincero coração, estas abrem primeiro as pernas. E os parentes destas apenas cochicham: 
    -“Cadê a grana desse folgado?”
     E se o cara não corresponder às expectativas de todos, até às das amiguinhas da moça (caso ela pertença a um grupo de patricinhas desoladas), este terá sua vida amorosa dificultada.

  Toda atitude constante é questão de prática e costume. Chega a ser automático o interesseirismo a permear nossas escolhas.
    Não sou e nem estou querendo parecer rude ou puritano, mas acredito que SEXO é um subproduto do AMOR, isso se há amor. O contrário disso, sexo por sexo, é apenas ‘promiscuidade’. Com isso diremos:
    -“Promiscuidade’ é uma palavra pesada!”  Então vide o dicionário e talvez nos encontremos entre as linhas do pai dos burros, se, também,  olharmos a semântica do verbo “cafetinar”.

     Parece que não aprendemos o que é AMOR nem por definição, como bons "analfabetos sentimentofuncionais" que somos. Tratamos os nossos relacionamentos com leviandade. E o que deveria ser amoroso tratamos como um negócio de “impurroterapia” dos arranjos sociais, ou como mero satisfação de sensações, vitrine para os outros olharem, um impulso passageiro, o cio da juventude que nos fará gozar e continuarmos vazios. E isso não é só idiota, é frustrante também.

    Já há quem diga que o amor sincero quase não existe e o muitos outros afirmam, com todas as letras, que a "família é uma instituição falida", que o negócio é “curtir o momento” e só. O que se percebe são extremos! Ou na verdade seriam dois lados opostos da mesma moeda? De um lado os "desacreditados" e do outro lados os "cegos e sonhadores", mas enquanto isso nada se resolve, pois ambos andam apenas a procura de sua tábua de salvação. Talvez este pensamento explique o motivo que tantas uniões se desfaçam e, em contraste, nunca se viu tantas pessoas bem sucedidas que voltam para suas casas sozinhas, mesmo depois da balada onde estavam acompanhados e ainda deram aquela esticada no motel.

     Hoje, o normal, é que um relacionamento não dê certo, pois somos habituados a sermos homens e mulheres de curtição, somos apenas para uma noite e nada mais. E amanhã, seremos amigos como bons seres caninos.

    Mas como esta é apenas a minha opinião, ouso dizer que ainda acredito na importância fundamental de uma “família, emocionalmente, bem estruturada”. Ainda acredito no amor. E meu amor ainda não está à venda, pois o respeito que tenho por meus sentimentos é raro e não tem preço. Embora que observando o testemunho prático de "bons cristãos", quais conheci, tem-se a impressão que dinheiro compra até amor verdadeiro. 
    Acredito que isso é um reflexo desta nuance social, onde valemos apenas pelo que temos em nossos bolsos, somos tratados pelo que vestimos, onde o caráter é proporcional algo novo de 2 ou 4 rodas. E que Deus é Deus apenas onde Ele mora, lááááááá no Céu, mas que aqui na terra os seus filhos servem a outros três deuses, a superar sua influência divina, mas não sua popularidade que é apenas da boca pra fora.
    Sabem quais são estes deuses?
    Seria a ‘Sagrada Família’? A ‘Santíssima Trindade’? Não!
    São eles o TER, o PODER e o PRAZER. (Somos incentivados no berço!)
   Mas eu ainda acredito, não na forma televisiva de amor, mas nos bons princípios e não nas cores das falcatruas sociais e na piedade falsa imposta pelas religiões. Acredito que se ama com a cabeça e não com o coração. A minha mente não é aberta é arejada e a minha inteligência, a minha educação e o meu discernimento são os leões de chácara do que entra e  ou sai de minha cabeça.

    “Sou e teimoso e sincero e insisto em ter vontade própria.”

***

     Concordo com aquele dito popular que diz: 
    - "Se Deus fez algo melhor que a mulher deve ter guardado só pra Ele." Porque ainda não vi.
        Para mim, a mulher, é a criação mais linda e valiosa que o Universo botou nesta terra.  São elas que dão graça e beleza aos nossos dias.  Sem querer generalizar, mas infelizmente parece que estão se esquecendo desse valor incomensurável.
     Queridas, adoramos as vossas opulências, essas partes também que nos fazem babar, mas vocês são muito mais que bunda, peito, chapinha e mega bytes de esnobação. Vocês fortes, lutadoras, grandiosas e mesmo assim conseguem ser graciosas. Merecem muito mais  que a sociedade as impõe, quando tomam por paradigmas feminino mulheres que tem apenas um poposão e uma calça acochada. Babamos, mas não são apenas isso!
      Educação e respeito próprio ainda continuam sendo uma moeda de ouro que em todo canto vale.  

       A maioria de meus poemas são dedicados a beleza de vocês!

       H. Musashi Ribeiro

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