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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Crítica literária do romance "O Diário de Margô"

Por CONSOLAÇÃO FREITAS


       
Prof. Consolação Freitas, poetisa...
Um diário pessoal muito desperta a curiosidade das pessoas, por ser uma agenda de caráter íntimo que, no relato das experiências cotidianas, revela pensamentos, emoções, desejos, incômodos do diarista. Principalmente porque é característica do ser humano a necessidade de bisbilhotar o outro, de invadir a privacidade alheia.
E um diário sempre remete à ideia de que guarda segredos à sete chaves de alguém que não tem coragem de abri-lo nem mesmo ao seu melhor confidente. E quem não gostaria de possuir as chaves para ter acesso às suas páginas? O autor Henrique Musashi apropriou-se do poder mágico de atração desse gênero textual para escrever o romance “O Diário de Margô” de maneira fascinante, visto que se desnudou do seu universo masculino para historiar as memórias da ficcional personagem Margaret de Médici.
Desse modo, numa sociedade assombrosamente marcada por preconceitos, onde desnecessariamente ainda se perde tempo para delimitar territórios ditos masculinos e femininos, onde estamos longe de conquistar a valorização do outro. O escritor, com toda sua maestria, mostra literalmente como respeitar o sexo oposto, tentando descobrir como pensa, sente e age uma mulher.

Capa, contracapa e orelhas do livro.
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O processo de criação da personalidade de Margô envolveu as diferentes leituras feitas a partir do olhar aguçado que o escritor lançou às mulheres do seu convívio, por isso ela é uma personagem que pode ser comparada a uma mulher comum, que enfrentou dificuldades para sobreviver e teve de se manter forte para resolver seus conflitos e fazer suas escolhas.
Neste sentido, no livro “O Diário de Margô”, a ficção que tão bem representa a realidade, levanta questões sociais ainda merecedoras de muitas discussões, tais como castidade, sexo, opção sexual, aborto, relacionamentos, religião, fanatismo. As páginas desse diário contêm tanto o desenrolar da vida religiosa de Margô, como revela a sua intimidade em seus pormenores, onde estão descritas cenas picantes dos seus envolvimentos amorosos.
Henrique Musashi mais uma vez enriquece a literatura com uma obra sua digna de leitura, apreciação e aplausos, “O Diário de Margô”. Um livro para quem sabe se deixar seduzir.





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