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terça-feira, 28 de março de 2017

A ARTE DE APRECIAR E OUVIR SEM FAZER JUÍZO DE VALOR


A ARTE DE APRECIAR E OUVIR SEM FAZER JUÍZO DE VALOR
Por Henrique Musashi, Aracati, 24 março de 2017.


“Examinai todas as evidências, retende o que é bom. Afastai-vos de toda a forma de mal.” [I Tessalonicenses 5:21-22]



Na literatura cristã, Paulo, apóstolo do Cristo, em uma de suas famosas admoestações, nos aconselha a "reter o que for bom e dispensar o que não for".
Já imaginou se você ou eu fôssemos apreciar uma música, uma peça de teatro, ir a uma galeria de arte, ouvir uma palestra, ou qualquer outro evento cultural, levando-se em consideração o detalhe da vida pregressa do protagonista de tal exibição ou evento?
Nós não aceitaríamos ver uma tela do famoso pintor maluco que cortou a orelha (Van Gogh), ouvir alguns dos grandes nomes da MPB, nem de forró, nem de música gospel e nem de outro ritmo. Nem leríamos a maioria dos livros que conhecemos. Nem aceitaríamos o estender da mão de um conhecido e, possivelmente, nem a nossa ajuda seria aceita e nem nossas palavras seriam ouvidas ou respeitadas pelo mesmo motivo.
Julgar, desmerecer, toda vida de uma pessoa por conta de um detalhe na trajetória ou vício (...) é algo imbuído do maior câncer que se pode ter – o orgulho, o "câncer da alma". Até nós seríamos pegos nessa "peneira". Pois, em algum momento, agimos de forma nociva para nós mesmos ou a outrem. Nestes momentos vem a minha memória a parábola do Fariseu e o Publicano:

Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava em seu íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: roubadores, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este cobrador de iii. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Entretanto, o publicano ficou à distância. Ele sequer ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, confessava: ‘Ó Deus, sê benevolente para comigo, pois sou pecador’. Eu vos asseguro que este homem, e não o outro, foi para sua casa justificado diante de Deus. Porquanto todo aquele que se vangloriar será desprezado, mas o que se humilhar será exaltado! [Lucas 18:9-14]

Redundante seria explicar a citação acima retirada do Evangelho, tão clara, dispensa dizer do contraste da arrogância do “justo” e, respectivamente, a humildade do declarado pecador.  Olhando assim podemos nos encontrar nesta condição de “justos farisaicos” em nossa pressa de instantaneamente julgar e condenar sem oitiva e sem a devida competência, mas nos achamos na universal jurisdição de assim procedermos, principalmente nas redes sociais onde já foram principiados atentados a vida e a moral de pessoas comuns. Como já disse, em outro livro:

Nada contra o WhatsApp, que é mais uma ferramenta ágil de comunicação que uso para meus negócios e comunicação urgente, mas não me apego a aquele “mi-mi-mi” desenfreado. E quando estou tomando minha cervejinha gosto de falar com gente que esteja perto, sentados a mesma mesa, dentro da mesma conversa presencial. Também não considero o Facebook uma coisa do mal, um “instrumento do demônio” como afirmam os "crentes" mais afoitos. Uma faca, uma pá, o próprio face, por exemplo, são apenas ferramentas em seus termos. O problema está em quem faz uso errado destas. Até uma linda rosa, em mãos dolosas, pode ser um instrumento para fazer o mal. [Prosa Crônico - Axiomaticamente Amigo]  

Não por culpa da tecnologia, mas a evolução tecnológica ainda não nos atingiu em nossa evolução pessoal/humana. Ao invés disso, mediante a ausência atrevida (ao falar de longe), nos deu “combustível” para o nosso preconceito covarde. A violência se atenuou pela materialização de nossos pensamentos mesquinhos, principiando pela violência de nossas palavras de nossa mentalidade involuída em julgar de maneira tão promíscua - sem critérios. Lembre-se que vício é o contrário de virtude e, vício, não se limita apenas ao uso constante de substancias tóxicas ao nosso corpo, mas fofocar, falar mal, fazer "juízo de valor" sem conhecer, rotular, gula, ódio, avareza, infidelidade e outros maus costumes a que todos estamos sujeitos, também são vícios, mesmo que nós possamos fazê-lo sem consumir nenhuma substância prejudicial ao organismo.    
Existe uma fronteira muito tênue entre o egoísmo e o amor-próprio. Existe um perigo inerente de confundirmos facilmente este "solisticismo" com o "saudável respeito que temos por nós mesmos". Isso nos outros, porque, em nós, não enxergamos nada de errado. E na pressa de sermos justos, imbuídos de nossas paixões e ideologias, esquecemo-nos de ser caridosos e exercer nossa tolerância. E “tolerância é você dar aos outros seres humanos todo o direito que você reivindica para si mesmo”, mas alguns ainda acham que tolerância tem apenas que partir de terceiros, na obrigação de acatar, aturar e gostar de suas ofensas. Mas, infelizmente, temos que lidar com o fato de que tacanhos convictos são tão resistentes em receber e aprimorar educação comportamental, (civilidade), quanto um alcoólatra é  resistente à anestesia local.
E mesmo nós, que não nos consideramos tacanhos, temos nosso momentos de chatice, mas que sejam apenas momentos de nossa fragilidade humana e não uma constante atitude. E tudo que podemos fazer é ser tão pacientes com os momentos alheios o quanto gostaríamos que os outros fossem conosco em nossos momentos de chatice, mesmo que isso não seja reciproco.

Sejamos donos de nossa paz e não permitamos que outros determinem nosso comportamento por meio de meras provocações. É só lembrar-se do que diz em Provérbios 26:4 e 11: “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele (...). Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.”

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